SAIBA MAIS SOBRE A ROMÃ

   Sábado, 14 de Maio de 2011 às 9:22

  A  Romã – Suas  Propriedades                                                                                                                      

 

 As propriedades medicinais da romã, até há pouco tempo, eram conhecidas apenas pelos interessados em mitologia ou em medicina chinesa antiga. De acordo com o herbário chinês, o suco de romã aumenta a longevidade. No Brasil, actualmente, um chá à base de casca de romã está sendo utilizado pelos seguidores da medicina alternativa como antibiótico natural.

 

A romã, cujas sementes e gosto meio ácido sempre foram apreciados como fruta, vem sendo, agora, considerada também uma moderna fonte medicinal. Cultivada na região do Mediterrâneo, Israel é um de seus grandes produtores, respondendo pela produção anual de três mil toneladas. Actualmente, dois estudiosos israelenses realizam pesquisas sobre tratamentos e produtos derivados da fruta.  

O dr. Michael Aviram está desenvolvendo sua pesquisa no Lipid Research Laboratory, do Ramban Medical Center, em Haifa, utilizando o suco de romã para combater o colesterol e os problemas cardíacos. Já Efraim Lansky realiza suas pesquisas na Rimonest, companhia fundada pelo Instituto Tecnológico de Israel – Technion, partindo da premissa de que o suco, a polpa e a casca da romã contêm propriedades que além de reduzir o colesterol, retardam o envelhecimento e talvez até levem à cura do câncer e da Aids. Aviram, 53, é bioquímico no Technion. Ele dedicou os últimos vinte anos pesquisando formas de evitar ou eliminar os depósitos de colesterol nas artérias, o que causa arteriosclerose, distúrbios cardíacos e enfarte do miocárdio. Buscando antioxidantes naturais, o dr. Aviram testou vinte produtos diferentes antes da romã. Descobriu que o suco da fruta contém um poderoso antioxidante, um tipo de flavonóidemais eficiente na prevenção de problemas cardíacos do que o existente no tomate e no vinho tinto.  

Ele tem administrado o suco a seus pacientes com estenose nas artérias carótidas, isto é, um estreitamento nas artérias que levam o sangue ao cérebro, e os resultados foram rápidos e impressionantes. “Tenho visto melhoras desde o primeiro mês de tratamento”, afirmou Aviram. 

O médico relata, em detalhes, a sua pesquisa, com a segurança adquirida ao longo de anos de experiência em um hospital de renomada reputação, doze diplomas e vários certificados. Conta que muitos pacientes de alto risco, sérios candidatos a implantes de ponte safena, conseguiram evitar a cirurgia apenas com o suco da romã. A única queixa que ouviu de alguns foi sobre a acidez da fruta. Atualmente Aviram está envolvido no projecto para isolar os flavonóides e transformá-los em pílulas.

Efraim Lansky é o principal accionista e chefe da Divisão de Pesquisas da Rimonest, formado pela Universidade da Pensilvânia, com doutorado em psicologia e biologia, além de especialização em acupuntura e homeopatia. Afirma não estar interessado apenas no suco da romã, mas na fruta como um todo. Está fabricando o que denominou de “cardiogranado”, um suco concentrado que, segundo ele, ajuda a baixar o nível de colesterol. E, em breve, lançará também uma nova linha de cosméticos – cremes anti-envelhecimento, óleos para massagem e máscaras – usando estrógeno extraído da semente e da casca da romã. Em sua clínica homeopática, tem receitado o suco de romã em casos de febre e, em mulheres pós-menopáusicas, na prevenção de problemas cardíacos e osteoporose.

O Dr. Lansky acredita que esse seja um grande projeto farmacêutico, com inúmeras possibilidades, entre as quais, a cura do câncer de próstata, da leucemia, do herpes e até da Aids. Segundo o estudioso, a aplicação de vinho e óleo da semente nas células de certos tipos de câncer interrompe a reprodução das mesmas, evitando que a doença se espalhe. Lansky pretende iniciar, proximamente, mais uma fase da pesquisa, usando camundongos. Ao falar sobre os actuais rumos da indústria farmacêutica, de modo geral, o estudioso adverte que as pressões económicas podem levar grande parte das empresas a interromper suas pesquisas. “Quem assistiu o filme ‘O homem do terno branco’, uma comédia inglesa estrelada por Alec Guinness, deve lembrar-se da história do homem que inventa um terno branco que não mancha e nem rasga e, por isso, a indústria têxtil quer matá-lo”, comenta, com ironia.

Enquanto Lansky refere-se à sua fruta predilecta como uma espécie de “remédio milagroso”, Aviram é mais cauteloso ao afirmar que: “…não acredito que uma fruta faça tudo isso. Não há frutas milagrosas”. Referindo-se à pesquisa de Lansky, Aviram diz que a hora da verdade será quando o teste for feito em seres humanos. “É muito difícil dizer que este ou aquele trabalho será eficiente contra o câncer se seus resultados foram apenas analisados em provetas ou células”.

Curiosidades sobre a Romã.

Conheça melhor esta fruta e tire proveito das suas excepcionais propriedades medicinais.

A romã é uma fruta de cor vermelho escuro, com flores de uma tonalidade intensa, cujas sementes abundantes são o símbolo da fertilidade. É cantada em verso e prosa e uma antiga canção hebraica assim descreve o rimon: “O aroma da romãzeira está em toda parte, é transportado pelo vento do Mar Morto a Jericó…”

É um símbolo de muito significado para a vida judaica e os compromissos assumidos pelos judeus. Uma das sete frutas mencionadas na Torá, contém 613 sementes – uma para cada mitzvá da Lei judaica. A romã lembra-nos da ligação com nossa comunidade e de nosso compromisso com o tikun olam, a responsabilidade moral que cada judeu tem de consertar o mundo e aliviar o sofrimento onde quer que ele exista.

As propriedades da romã foram investigadas no Centro Oncológico da Universidade da Califórnia. Anticancerígena e antioxidante, são as principais propriedades  deste fruto milenar.

A romã diminui a multiplicação das células do cancer da próstata e conduz à  morte das mesmas.. Esta descoberta foi recentemente publicada na revista científica “Clinical Cancer Research”, e indica que o sumo deste fruto pode ter efeitos terapêuticos memo após uma intervenção cirúrgica.

Investigadores norte-americanos observaram que o sumo ajuda a reduzir o antigénio específico da próstata, uma substância que estimula a formação de anticorpos.

Segundo especialistas, a ingestão frequente de sumo de romã reduz até 30% os riscos de ocorrência de enfarte. Mas há mais benefícios para espremer.

 

As últimas pesquisas sugerem ainda a sua eficácia no combate à hiperplasia benigna e ao cancro da próstata e na redução do risco de desenvolvimento de osteoartrite.

As sementes de romã, contidas no interior dos pequenos bagos vermelhos, apresentam propriedades fitoestrogénicas úteis na regulação de algumas alterações hormonais e no alívio dos sintomas associados à menopausa

A romã foi utilizada como “antibiótico natural” no tratamento de amigdalites, faringites e outras afecções da cavidade orofaríngea. As infusões obtidas a partir da casca eram empregues para tratamento de diarreias; as das raízes e troncos como vermífugas (eliminação de vermes intestinais, como a ténia) e as das sementes no tratamento de afecções oculares como a conjuntivite. Das suas sementes é também obtido um óleo com propriedades antibióticas e anti -inflamatórias, considerado como tónico para o sistema neuromuscular.

Uma investigação nos Estados Unidos assegura que o sumo de romã poderá ajudar na luta contra o cancer da prostata. Segundo os resultados deste trabalho, nos homens que tomaram a bebida verificou-se uma diminuição dos níveis de PSA no sangue. A PSA é uma proteína que indica a presença do cancro da prostata. No estudo, o tempo de duplicação da PSA depois do tratamento passava para 54 meses em média, quando os homens começaram a tomar 0.24 litros de sumo de romã por dia. Antes, a PSA se duplicava em media cada 15 meses. Cada um dos 50 participantes tinha sido submetido a radiação, cirurgia e outros tratamentos para combater o cancro antes de se iniciar a investigação. Está assim tudo pronto para recomendar o consumo de sumo de romã aos doentes de cancro da prostata, porque a evidencia é preliminar, refere Allan Pantuck urólogo do Centro do Cancro Johnson da Universidade da California e autor deste estudo. Apesar de Pantuck não esperar que o sumo de romã cure a doença, crê que poderia atrasar ou evitar a necessidade de outras terapias com efeitos colaterais complicados.

 

 


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