Angola em 1975

  Angola em 1975

Quando os europeus foram obrigados a deixar Angola, devido à intolerância racial dos africanos e às pressões exercidas sobre os Partidos Nacionalistas  pelos países interessados em preencher o vazio que osportugueses deixariam, o território Angolano era, depois da Áfricado Sul, um dos territórios mais desenvolvidos e equilibrados de toda a África. O vasto território angolano era na verdade uma espécie de El Dorado, uma autêntica terra  de promessa, de onde  manava leite e mel. Além de possuir grandes superfícies de terra fértil e arável, capaz de produzir duas colheitas por ano, pastos naturais abundantes, florestas pujantes, um  regime de chuvas equilibrado, grande diversificação de climas, era ainda povoado por várias etnias africanas, que pacificamente se dedicavam à agricultura e à pastorícia e que.  em muitos casos, eram amplamente auto-suficientes, vivendo felizes nos seus ambientes naturais. A sua hidrografia, uma das mais ricas e diversificadas de toda a África, irrigava a terra em quase toda a sua enorme extensão.  A  água era abundante por  todo o lado e os seus  rios caudalosos possuiam  uma enorme riqueza,  em peixe de várias espécies. Mas, a maior de todas as suas riquezas, jazia no  subsolo, sob a forma de  petróleo e de minérios diversificados.   Foi  essa  enorme riqueza em  petróleo,  em  diamantes e  em ouro  que  despertou  a  cobiça desenfreada das Nações que disputavam a hegemonia do mundo e contra as quais   Portugal   tinha  poucas  hipóteses  de   poder  defende-se. Mas, sem  sequer ter explorado intensivamente todos esses ricos recursos,  conseguiu, mesmo assim, desenvolver harmoniosamente o território e dar  aos seus habitantes uma vida melhor do que a que actualmente possuem. O crescimento de Angola foi progressivo e firme e os portugueses deixaram em África, apesar dos  erros e injustiças cometidos, uma obra de que  podem orgulhar-se, repleta de importantes e sólidas estruturas económicas. Nos territórios africanos, ditos coloniais, não houve nenhuma nação europeia que tivesse feito mais e melhor do que Portugal e com  tanto espírito de missão.

 O autor.

Este texto faz parte integrante do livro “Café Amargo, Angola em Tempos de Guerra”

  Quadro do artista Neves e Sousa                                     

 

Esta entrada foi publicada em Café Amargo, Geografia, Meus livros, obras do autor. ligação permanente.

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