A Venda da Participação do Estado

A venda aos chineses da participação detida pelo Estado na EDP, pelo simples facto de se ter obtido uma maior valia no preço, pode ser, a curto prazo, um argumento irredutível, mas a médio e longo prazo essa operação financeira pode vir a transformar-se num negócio ruinoso para os portugueses.  Portugal, infelizmente, ao retirar-se de África de mãos vazias,  não é um país que se possa dar ao luxo de perder o controlo da pouca energia que possui. Se a participação tivesse sido vendida, embora por um preço menor, à Alemanha ou à França, esses países talvez passassem a olhar para nós com mais simpatia e interesse. Ao darmos preferência a um país asiático, estamos, no meu fraco entender a trair a Europa. Está mais do que provado que na época em que vivemos, quem dominar as fontes de energia dominará a economia do mundo. Um exemplo disso são os Estados Unidos da América que se têm esforçado por se apoderar das maiores reservas de Petróleo da Terra. Os americanos sabem bem que o petróleo é hoje um valor firme e em permanente ascensão, talvez mais firme do que o próprio ouro. Por essa simples razão o dólar americano já não se baseia mais nas reservas de ouro mas sim nas reservas de petróleo. Para poder garantir o completo controlo de todas essas reservas a América jogou tudo por tudo e consolidou a sua posição de maior potência   geoestratégica  mundial.  Conservando nas suas mãos a verdadeira torneira do petróleo a América pode dominar completamente o mundo e fazer com que qualquer nação se ajoelhe a seus pés. É verdadeiramente lamentável que os organismos económicos e financeiros da União Eurpeia não se tenham predisposto a vir em socorro das economias mais frageis do continente europeu, não tendo procurado com mais empenho e diligência tapar as brechas que se abriram na Grécia, em Portugal e que parecem estar, também,  prestes a abrir-se na Itália e na Espanha. A fragilidade económica destas nações latinas do Sul da Europa, deveria ter podido contar com mais solidariedade por parte de estados europeus com economias mais fortes e saudáveis. A necessidade agora revelada por Portugal de ter de privatizar sectores importantes da sua economia que representam risco e redução de soberania, abrindo uma auto estrada para que países de outros continentes e de outras culturas se apropriem de fontes económicas que possam por em risco a sua futura segurança, e abrir uma via de contaminação económica que  afecte a saúde económica de todo o continente Europeu, não me parece nem aceitável nem conveniente. Neste caso particular estamos a lidar com uma nação que não respeita os direitos humanos mais elementares e nem  é sequer uma democracia.

Esta entrada foi publicada em Atualidade, Comentários e Política, Crítica política, Uncategorized. ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s