COMO CHEGÁMOS A ISTO ?…… COMO PODEREMOS SAIR DISTO ?

Como chegámos a isto?

Como sairemos disto?

Esta dolorosa pergunta atravessa hoje a mente da maioria dos verdadeiros portugueses.

É difícil, terrivelmente difícil, acreditar que um povo trabalhador tenha chegado a esta angustiosa situação. Estamos nas mãos de um Governo democraticamente eleito, que renegou todo o seu programa eleitoral e todas as suas promessas e compromissos, e que, a despeito de um completo descrédito, insiste em manter um programa de governo verdadeiramente ruinoso, que penhora definitivamente e com indiferença a nossa soberania e o nosso futuro de país livre e independente.

Este, é sem dúvida um dos piores momentos da nossa história. Todos sabemos, que não foram os partidos que nos governam atualmente, que mergulharam Portugal neste estado de inadimplência. A responsabilidade foi do anterior governo, cujo líder (mentiroso, desonesto e megalómano) secundado por uma elite corrupta e sem pinta de patriotismo, foi hipotecando gradualmente o país, debaixo da longa indiferença de um P.R. irresponsável e comprometido, que agiu em defesa dos seus próprios interesses. Um Presidente que ,lamentavelmente, nunca demonstrou possuir carisma nem autoridade moral para poder exercer o cargo para que se reelegeu. Esta triste e dramática realidade só foi possível por duas razões fundamentais. Uma, que reputo de muito importante, o facto de sermos verdadeiramente um povo relaxado e de brandos costumes.

A situação económica em que nos habituámos a viver, inseridos no meio de uma sociedade um tanto artificial, em que já existiu um certo bem estar, criou em nós um espírito de grande comodismo e aceitação. A outra, a longa e forçada adaptação dos portugueses ao vicioso sistema partidocrático, formado por políticos ( a maioria jotinhas ) despreparados e inexperientes, que nunca precisaram de provar qualquer mérito, para se transformarem em dispendiosos e inúteis deputados. A maioria destes imprestáveis novatos, eram simples “Yes man” que se transformaram em verdadeiros lacaios dos seus Secretários Gerais, sujeitos ambiciosos e despreparados que de repente se viam transformados em 1ºs Ministros. Jogos de interesses e numerosas negociatas sujas entre deputados, transformaram então o parlamento numa verdadeira central de negócios que prejudicou profundamente o povo e o país. Aqui nasceu e cresceu a corrupção, que a seguir se refletiu em toda a vida nacional. Que ninguém se iluda, esta é a realidade do nosso atual sistema político. Seremos assim tão estúpidos que não o possamos perceber? Enquanto estivermos sujeitos a este paradigma político nunca sairemos desta triste situação de atraso social e estaremos condenados a viver o resto de nossa vidas, subjugados a uma elite política que nos atrofia e que atrofia a nossa maturidade política e a nossa liberdade de cidadãos. Um sistema destes, pouco mais é, na realidade, que um sistema feudal a que ironicamente deram o nome de democracia. No fundo não passa tudo de um breve e falso lampejo de democracia, que se esgota logo após as eleições. O mais triste de tudo porém, é que existe uma classe muito numerosa de portugueses privilegiados que deseja manter-se para todo o sempre assim, e que insiste em defender com unhas e dentes o seu confortável estado económico e social. Não podemos alimentar muita esperança de que esses eleitores concordem em mudar voluntariamente os seus pontos de vista e que estejam dispostos a aceitar um nivelamento social mais justo e um país mais equilibrado. Mas temos de admitir que esta classe privilegiada não é a classe que gera a produtividade e a riqueza. É a classe que, antes, se habituou a repartir a riqueza que os outros criam, reservando para si  a melhor parte.

São na realidade os Inúteis zangãos da imensa colmeia de operários em que se transformou o país. Vivem a consumir o que os operários produzem. No caso das colmeias as operárias só têm a ganhar quando os expulsam e lhes negam os privilégios.

Se continuarmos a persistir neste paradigma político “Partidocracia” dificilmente sairemos da cepa torta. O país será sempre dirigido por uma elite de políticos crónicos, que o governarão para seu próprio proveito. Para eles qualquer forma de governo que salvaguarde os seus empregos e as suas mordomias, será suficientemente boa, desde que sacrifícios,  austeridade e restrições se abatam não sobre eles mas sobre os contribuintes. Patriotismo, brio e orgulho nacionais, soberania política e soberania económica, são sentimentos <ultrapassados> que deixaram de fazer sentido para toda essa elite política. Ela fará tudo o que for necessário para arranjar sempre uma acomodação confortável que sustente e garanta o seu modo faustoso de viver e o seu bem estar.

Chegou a altura de entender muito claramente que, mudar de partido neste sistema errado não significa coisa alguma. As alternativas que se oferecem aos eleitores, têm todas a mesma raiz e tanto nos fará dar a vitória ao PSD como ao PS, como ao CDS. O resultado será sempre o mesmo. Uma mera dança de cadeiras.

Haverá realmente alguma maneira de mudar tudo isto? Haverá alguma maneira de salvar Portugal desta situação? Portugal é um país dotado de um bom nível de massa cinzenta. Temos bons constitucionalistas, temos algumas cabeças brilhantes e independentes, que se recusam a participar na atividade política atual por não estarem interessados em sujar-se neste processo enlameado e desonesto de governar Portugal, pessoas muito sérias e honestas que amam Portugal de verdade e que gostariam de o ver bem governado e dignificado entre as nações. Porque não lhes darmos então a oportunidade de redigir uma nova Constituição que seja digna de ser servida e honrada e que consiga pôr um ponto final em toda esta porca galhofa.

Mas quem tem poder para exigir essa Constituição? Se na verdade, como tanto se canta para aí, o povo é quem mais ordena. Então é altura própria para o povo lhes mostrar que isso não é apenas uma musiquinha para boi manso dormir.

No momento político que atravessamos o P.R. é o maior obstáculo político à alteração da Constituição, e no futuro iremos precisar de alguém que seja rigorosamente apartidário e capaz de defender os verdadeiros interesses do país e do povo português. Compete a um bom e sério P.R. defender o seu povo e não as instituições bancárias e os lóbis das elites ricas que se têm portado como verdadeiras sanguessugas. O capital é necessário para realizar as funções para que foi criado, apoiando e desenvolvendo a economia, tirando os lucros morais e justos dos seus investimentos, mas não deverá nunca apoiar atividades ou atos que possam gerar o prejuízo da soberania económica do Estado e o prejuízo do País em benefício de grupos financeiros nacionais ou estrangeiros. Hoje, temos nas PPPs, o claro exemplo da forma vergonhosa como o Governo participou em formas desastrosas de financiamento que o levaram a tornar-se um devedor crónico e um cativo das grandes construtoras nacionais.

Nenhumas empresas ou grupos financeiros nacionais devem poder dominar a Economia Nacional. Se é no dinheiro que se concentra todo o poder, então o Estado deve ser legitimamente a entidade mais rica e mais poderosa do país para que todos se sujeitem a ela.

Todos estes princípios devem ser levados em conta na redação de uma nova Constituição e a imunidade política e parlamentar deve ser completamente abandonada, para todos os cargos políticos incluindo o do próprio P.R.

Perante a Lei todos os cidadãos devem ser igualmente responsáveis pelos seus atos dolosos.

Atos dolosos cometidos por políticos em seu próprio proveito, deverão ser passíveis de fortes penalidades jurídicas.

A contagem do tempo para se alcançar a aposentadoria deve ser igual e geral para todos os cidadãos, salvaguardando casos muito especiais de incapacidade e doença.

O número de deputados na Assembleia Nacional deve estar de acordo, não com o tamanho dos partidos, mas com a necessidade de fazer representar no parlamento as diferentes regiões do país.

O Parlamento não deve existir para dar emprego a boys e a girls. O número de deputados na Assembleia Nacional terá de ser dimensionado, não para servir os partidos, mas para servir o desenvolvimento do país e do povo.

Os salários dos deputados deverão ser calculados de forma a dignificar as suas funções, mas o exagero atual desses salários e as suas muitas mordomias, não podem ser superiores aos de muitas outras nações mais ricas e populosas da Europa. O que se passa em Portugal é um escandaloso exagero que explica a grande e desenfreada corrida de candidatos ao Parlamento.

Portugal não necessita de tantos deputados. O seu comportamento no Parlamento recomenda a drástica redução do seu número.

Porém se tudo continuar como está, não tardará que a doença, a miséria e a fome batam à porta da maioria dos portugueses.

ASLOPES

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2 respostas a COMO CHEGÁMOS A ISTO ?…… COMO PODEREMOS SAIR DISTO ?

  1. manuel duarte diz:

    eu nao acredito em governo nenhum,o que fazer?encostalos a parede? so nos resta a resigmaçao? vamos ver!

    • angolano29 diz:

      Caro amigo visitante Fernando Duarte,

      Tem razão em não acreditar. A classe política que através de manhas e artimanhas consegue iludir os tansos, está quase toda corrompida e procura, acima de tudo, governar-se a si mesma, tirando dividendos chorudos dos seus cargos governativos. O panorama mundial é arrepiante e há de facto muitos países que estão praticamente encostados à parede. Mas, na minha opinião, os verdadeiros culpados do que se está a passar são os próprios eleitores, por não saberem votar e não serem capazes de discernir e escolher os seus governantes, deixando a sua escolha ao cuidado das recomendações mediáticas, normalmente compradas pelo poder. Em grande parte isso deve-se a uma baixa cultura política e a uma atitude acomodada e servil, que é na realidade uma característica do sindroma dos avestruzes, que preferem enterrar a cabeça na areia para não ver o perigo que se aproxima e os ameaça. Isso é bem mais difícil de acontecer em países cultos e com fortes tradições democráticas onde as pessoas são zelosas dos seus direitos cívicos e sociais.
      Mas, a resignação é tudo o que há de pior para enfrentar problemas desta natureza.Não se pode confiar no vamos ver porque não se verá coisa nenhuma que preste. É necessário resistir e lutar até ao fim porque água mole em pedra dura….. o amigo sabe o resto. Eu sou dessa opinião.

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