O QUE AÍ VEM ……. um artigo do cineasta João Botelho no C.M. de 27.08.2015

COMENTÁRIO: Não há dúvida que a actual conjuntura internacional vai condicionar fortemente os resultados das próximas eleições legislativas portuguesas. O eleitorado português nunca esteve tão confundido e tão medroso como agora. Muitos eleitores, infelizmente, vão submeter-se à chantagem da coligação PSD/CDS que usa de todos os meios para mais uma vez os enganar. Eu não acredito em sondagens políticas principalmente quando toda a media bombardeia incessantemente os eleitores com informações opacas e desonestas no intuito de os amedrontar e dominar. Na minha opinião as sondagens de opinião não deviam ser permitidas, pois sabemos que podem ser profundamente usadas para alterar as intenções de voto e que o Governo se serve delas para obter vantagens eleitorais. O desprestígio político a que chegou o partido socialista por culpa de José Sócrates e dos muitos erros da governação socialista, faz com que os portugueses o olhem com desconfiança. Os portugueses não ignoram que o actual governo só lhes pode oferecer mais austeridade e mais sacrifícios e que se lhe concederem a oportunidade de mais uma legislatura verão, que assim que ascender ao poder o seu sofrimento irá aumentar. A forma vergonhosa como o Governo actual violou as suas promessas eleitorais é mais do que elucidativa. Agora, se ganhar, ou se negociar uma nova maioria absoluta, tornará a fazer o mesmo ou pior ainda. Passos Coelho e Paulo Portas são políticos sem palavra e servem sempre interesses nocivos a Portugal e aos portugueses. Quem poderá afirmar o contrário e em que se baseia para o fazer? Passos Coelho e Paulo Portas como governantes puseram-se inteiramente ao serviço dos credores, sem ter em conta o sofrimento que iriam impor ao povo e aos trabalhadores portugueses. Ao verificarmos mais tarde que foram as classes mais humildes que foram severamente penalizadas e que a banca e a classe política não sofreram e foram beneficiadas, só podemos concluir que não se pode continuar a confiar na coligação actual. Nas mãos desses gestores Portugal continuará em processo de liquidação e toda a aparente segurança que se propõem garantir aos portugueses não passa de uma criminosa falácia que tarde ou cedo se virá a revelar. Perfilho de há muito a ideia de que Portugal nunca terá futuro enquanto estiver sujeito a uma classe política cada vez mais incompetente, corrupta e gananciosa.  A classe política não pode nem deve ser uma classe privilegiada e desresponsabilizada que se una para se proteger e beneficiar a si mesma e acima de tudo, ela tem de assumir a sua actividade não como profissão especial de boa remuneração, mas como uma missão nobre ao serviço da  pátria.  Penso, todavia, que neste momento, dentro dos condicionalismos existentes, se deva dar uma nova oportunidade ao Partido socialista para que se reabilite politicamente,  sem todavia lhe conceder uma maioria absoluta. Penso também, que face aos problemas actuais é cada vez mais necessário termos um bom P.R., de preferência sem qualquer filiação política, que saiba e consiga garantir o bom e regular funcionamento de todas as nossas instituições. A filiação política condiciona o comportamento de um presidente, tenha-se como exemplo chocante o  de Cavaco Silva, que caiu num grande descrédito popular. 

O pica pau angolano

 

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