APROXIMA-SE A DATA DAS LEGISLATIVAS QUE CONDICIONARÃO O DESTINO DE PORTUGAL

Aproxima-se mui  rapidamente o dia das próximas eleições legislativas. Depois de 4 anos de um grande sofrimento os portugueses vão ter  finalmente a oportunidade de poderem julgar o Governo que pouco ou quase nada se preocupou com a sua segurança , dignidade e bem estar e que violou descaradamente todas as suas promessas eleitorais.

É chocante verificar que a maioria dos portugueses continua a não se interessar pelas eleições legislativas e reafirma  uma vez mais o seu propósito abstencionista. Nas eleições legislativas anteriores  verificou-se um escandaloso  índice de abstenção. O índice foi de mais de 40%. Essa atitude dos portugueses tem infelizmente condicionado o futuro de Portugal. Os eleitores ao absterem-se, manifestam uma espécie de amuo infantil que não faz qualquer sentido cívico.

Sabemos todos muito bem que os partidos políticos que estão a disputar estas eleições legislativas não são dignos de confiança e não apresentam aos eleitores programas credíveis que lhes permitam ter confiança neles e encontrar soluções para as situações que nos criaram e de que são os verdadeiros responsáveis. Continua a perceber-se claramente que estão em cena para disputar entre si o poder  e para simples satisfação dos seus interesses pessoais.

Tenho dito muitas vezes  que não vejo solução para o nosso problema dentro do actual sistema político em que vivemos. A partidocracia em que temos consentido viver nunca serviu os interesses do país e do povo, serviu sempre os interesses da classe política que existe. Esse modelo político já provou fortemente que não serve os interesses do país e do povo. Não devemos ignorar o pouco ou péssimo valor de um grande número de políticos que formam os partidos políticos actuais e que além de incompetentes são corruptos. Todos esses maus elementos que os integram, conseguem ocupar cargos para os quais não possuem a mínima competência e, se o seu carácter não prestar, não podem exercer esses cargos com competência e com honestidade.

A situação agrava-se ainda mais pelo facto de poderem ocupar esses cargos com verdadeira impunidade política. Governos formados com elementos desses não podem nunca servir bem a Nação. E enquanto os governos continuarem a ser cativos dos partidos e da sua vontade e a falta de patriotismo for cada vez mais  notória, o futuro do país estará sempre ameaçado.

Os portugueses assistiram ontem ao último debate televisivo entre o Governo da coligação PSD/CDS e o P.S. representado pela pessoa do seu Secretário Geral. Eu tenho de declarar  logo à partida, em sintonia com tudo o que tenho escrito sobre a coligação governativa e sobre o reprovável  paradigma político em que o nosso país tem vivido, que para mim nada tem de democrático, que António Costa, dentro da nossa actual contingência política, é um candidato muito mais apto e digno de confiança do que o nosso actual primeiro ministro. Acompanhei sempre com muita atenção e interesse as anteriores eleições legislativas e fui, tenho de o confessar abertamente, um simpatizante de Passos Coelho. A forma como Passos Coelho, consistente e continuamente mentiu aos portugueses, desdobrando-se em promessas, levaram os portugueses a acreditar que não estavam em presença de um político de boa fé e de um patriota. As circunstâncias em que o nosso país se encontrava na altura das eleições foram o ingrediente suficiente para condenar Sócrates e eleger Passos Coelho como aquele que seria capaz de mudar a situação e garantir a sobrevivência económica de Portugal.  A esmagadora maioria dos eleitores que concederam o seu voto a Passos Coelho e que o tornaram vencedor nas eleições, estavam muito longe de poder pensar que Passos Coelho revelaria rapidamente, após a vitória, o seu verdadeiro carácter, dando a perceber a todos que não passava de um mentiroso sem palavra.  Todo o conjunto de promessas e garantias sobre as quais assentou a sua campanha, foram totalmente abandonadas e em sua substituição Passos Coelho alinhou completamente com os credores e com as suas duras exigências chegando mesmo a agravá-las. Os trabalhadores, os reformados e pensionistas e a classe média, começaram a perceber rapidamente que tinham sido eleitos como alvos de um conjunto de dolorosas medidas e que a grande dívida do país teria de ser paga pelos contribuintes mais fracos e pobres e com menor capacidade de se defenderem. Caíu sobre o país inteiro uma austeridade atrofiante e o Governo mostrou-se totalmente insensível ao sofrimento do povo. O Governo serviu-se de todos os meios à sua disposição para governar na contramão do interesse popular e do país. O saldo da sua governação, não o esqueçamos, é profundamente negativo e desgraçou muitos portugueses. Tratando-se, como de facto se trata de um governo de mentirosos, que já depois do acto eleitoral negociou com outro partido uma coligação para poder dispor de uma maioria absoluta (dando-lhe a oportunidade de governar em ditadura) não podemos acreditar nos seus números e muito menos nas suas promessas. Nas  mãos desta coligação que muitos portugueses classificam até de criminosa, o país estará condenado a perecer e a ser vendido aos pedaços. Tenho muitas dúvidas que o P.S. com António Costa na liderança, seja capaz de resolver uma situação como aquela em que nos encontramos, não porque António Costa não seja sério, honesto e competente, mas tenho a certeza que não a agravará e que irá agir de forma inteligente, prudente e acima de tudo patriótica. Não podemos deixar-nos amedrontar com a chantagem que a coligação está a exercer sobre os portugueses procurando convencê-los que só ela tem condições para governar Portugal neste momento. Deixar esta coligação voltar a governar é uma aberração verdadeira, é condenar Portugal a ser um refém permanente dos credores e do capital estrangeiro. Nenhum português que se prese deve consentir tal coisa.

 

O pica pau angolano.           

 

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