UM DIA HISTÓRICO PARA OS PORTUGUESES.

Um dia histórico para Portugal

 O dia de hoje  (04 de Outubro de 2015) é, para Portugal e para os portugueses, um dia muito importante. Ele pode ser um dia histórico; um dia de salvação ou um dia de perdição.  As eleições legislativas que hoje se realizam, num ambiente de grande inquietação e dúvida, podem contribuir para inverter a marcha do nosso país para a destruição ou para a recuperação. O ambiente que nesta altura se vive em Portugal, é um ambiente de grande desconfiança. A maior parte dos eleitores estão confusos e a campanha legislativa em vez de os informar e tranquilizar teve o condão infeliz de os confundir ainda mais, por falta de transparência e de honestidade política. Condenados como habitualmente a terem de se decidir pelo voto útil nos dois partidos mais representativos da nossa sociedade, os eleitores chocam-se com uma forte e triste realidade; nenhum desses partidos pode realmente merecer a sua confiança. A Coligação Portugal para a frente representa, pelas convicções que defende e que tem demonstrado, a possibilidade de um governo muito semelhante ao que tem imposto aos portugueses  uma austeridade atrofiante e que nos tem mostrado uma condenável falta de patriotismo. Um governo que se dispõe a servir os interesses dos credores e da banca mais do que quaisquer outros. Um governo que não apresenta nenhum programa credível de recuperação económica e que não tem possibilidade de recuperar o emprego e melhorar a qualidade de vida dos portugueses. Um governo que já demonstrou amplamente a sua grande falta de respeito e consideração por medidas de carácter social e que nega aos portugueses o direito de viver com algum conforto, segurança e esperança no futuro. Um governo que tem como base da sua doutrina o empobrecimento da classe média e o benefício descarado dos ricos e da classe política. Um governo que já demonstrou amplamente a sua insensibilidade para com os trabalhadores e para com os reformados, impondo-lhes contínuos sacrifícios e reduzindo-os a uma vida económica indigna que os coloca desumanamente no limiar da pobreza. Por outro lado a opção do Partido Socialista, cuja desastrosa governação anterior do Engº José Sócrates, conduziu Portugal à situação em que se encontra. E, porque essa péssima governação não foi apenas da responsabilidade do seu secretário geral, mas da grande maioria dos barões políticos do partido que nela estiveram também envolvidpos e tendo ainda em conta o alto nível de corrupção  que claramente demonstraram, é absolutamente compreensível que todo o partido se tenha descredibilizado aos olhos dos eleitores. O descrédito geral em que o partido veio a cair, traumatizou profundamente os portugueses e como se costuma afirmar, gato escaldado, de água fria tem medo. Colocados agora, nestas eleições, perante  duas pobres e  pouco confiáveis opções, os eleitores portugueses têm muito receio de lhes conceder os seus votos. Sim, porque cada eleitor tem a possibilidade de pensar que o seu voto pode contribuir para que qualquer desses partidos consiga alcançar uma maioria absoluta e dar-lhe a possibilidade de vir a ser um governo despótico, com tendência a impor ainda mais restrições e sofrimento ao povo. Os portugueses estão fartos de sofrer e estão também fartos de perceber que neste regime putrefacto de democracia, governantes e deputados apenas se empenham profundamente em garantir as suas benesses e mordomias mais do que qualquer outra coisa e pouco ou muito pouco agem para melhorar a economia, a segurança e o bem estar do país e do  povo. Esta é de facto a realidade em que estamos a viver e que já se tornou indesmentível e comprovada pelos exemplos com que toda a classe política nos tem contemplado.

Por essa razão é muito natural que as eleições de hoje nos desiludam e nos apresentem algumas surpresas nada reconfortantes.

 

COMENTÁRIO: Nestas eleições legislativas senti como nunca a necessidade de me decidir por um voto útil. Não consigo perceber como se pode votar livremente e em consciência num país onde, tradicionalmente, apenas dois partidos podem realmente ser governo, devido a uma constituição que condiciona bastante o êxito de qualquer outro partido político.  

O pica pau angolano. 

 

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