CONFESSO QUE GOSTAVA DE ESTAR ENGANADO.

Confesso que gostava de estar enganado mas creio bem que não estou. Eu considero Passos Coelho uma espécie de garoto vaidoso e arrogante, destituído de bom conteúdo moral. Tive dele uma impressão muito errada quando como um meteoro imprevisto, surgiu no horizonte político português e cheguei mesmo a pensar que estava  perante alguém com valor e com  boa formação de carácter. Cheguei até a votar nele quando disputou as eleições legislativas anteriores, por me parecer que, dadas as suas promessas, seria um governante confiável, capaz de corrigir os erros e injustiças do governo socialista de José Sócrates. Depressa me desiludi ao notar que era um homem bem comum e sem palavra. Não tolero de forma alguma  homens sem palavra, mentirosos compulsivos, seja em que circunstâncias for. Muito menos aceito que alguém com esse carácter corrupto possa governar  e trair as esperanças de um povo de boa fé. Uma Constituição perfeita e transparente deveria prever estes acidentes de percurso e contrariar drasticamente os seus desastrosos efeitos, afastando da governação todos os mentirosos capazes de fazerem campanhas vergonhosas e fraudulentas, por serem  potenciais causadores de problemas.                                                                                                                                 Não felicito  Pedro Passos Coelho pela vitória alcançada nas urnas, nas eleições de 4 de Outubro de 2015. Foi para mim uma vitória inexpressiva  influenciada pela chantagem política, e pelo descrédito actual do Partido Socialista. Não considero que possa representar a vontade legítima do povo português pressionado pelas contínuas sondagens de que o governo abusou e pelo medo de poder passar dias piores do que os que tem passado. Estes resultados não representam uma expressão legítima da vontade popular se considerarmos o alto índice de abstenções que se verificou. Condeno todos os abstencionistas que não cumpriram o seu dever cívico, pois, ao abdicarem do seu voto, num momento tão grave da nossa vida política, condenaram o nosso país a o povo a  serem governados mais 4 anos, em completo clima de austeridade, pela falta de competência e de patriotismo dos actuais governantes. A política que desejam continuar a praticar vai certamente condenar Portugal a um fim trágico. E assim, quem não votou, consentiu  com o seu irresponsável abstencionismo a que se possa vir a rezar uma missa de requiém por Portugal e pelo futuro dos portugueses.

COMENTÁRIO: Pode considerar-se que o abstencionismo representa quase em 100%, uma forma de discordância com o paradigma político em que vivemos. Se ele não existisse os resultados destas eleições seriam completamente diferentes e poderiam representar na realidade a escolha legítima dos eleitores. Nas actuais circunstâncias o Governo que sair destas eleições, será um governo com muito pouca legitimidade democrática e de pouca autoridade, que irá enfrentar graves dificuldades governativas.

 O pica pau angolano

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