CARTA ABERTA AO SR. PRIMEIRO MINISTRO DR. PEDRO PASSOS COELHO E AO SEU PARCEIRO DE COLIGAÇÃO

Carta aberta ao 1º Ministro Dr.Pedro Passos Coelho,

Ao Senhor 1º Ministro e seu parceiro de Coligação,

Não pensem que me estou a dirigir aos Srs. para os felicitar pela vitória de Pirro que conquistaram nas últimas eleições legislativas. Muito longe disso. Se o fizesse estaria a ser grandemente incoerente com aquilo que penso e que tenho dito a vosso respeito no meu blog e em todas as considerações que escrevo a vosso respeito. Fui grande admirador de Pedro Passos Coelho quando realizou a sua primeira campanha e, nessa altura, cheguei a acreditar nele e nas suas muitas promessas. Cheguei mesmo a pensar que tinha emergido no panorama político português, um político de carácter, capaz de governar Portugal com competência e patriotismo  e salvar o país do fosso em que o Engº José Sócrates o estava a colocar. Admiti mesmo a hipótese do Sr. se tratar de um homem com parte  das características de um Alexandre da Macedónia, capaz de cortar o nó górdio da pútrida política portuguesa, atada e sustentada por um  número enorme de grandes mafiosos políticos, parasitas crónicos do nosso país. Infelizmente porém, logo que se tornou governo, numa pirueta de 180º, acabou por revelar a sua verdadeira face, e desonrar completamente a sua palavra  e as suas promessas.  Devo reafirmar-lhe que detesto mentirosos e homens sem palavra e que sinto por eles um verdadeiro asco. Jamais os considero aptos para ocupar cargos dirigentes de qualquer natureza e muito menos cargos dos quais possa depender o destino e a segurança das pessoas. Não me interessa mesmo nada ( é irrelevante) discutir se foi a Coligação PSD/CDS que abriu as portas de Portugal à Troika, ou se foi o partido socialista. O que sei é que os Srs. foram para além das exigências da Troika e vangloriaram-se-se disso, tendo sempre a preocupação de mostrar serem bons  alunos da Troika e de agradar a Frau Merkel. O vosso zelo  pelos interesses da Alemanha é suspeito e de desconfiar. O Srs. são dois principiantes germanófilos que não conhecem, como eu, o carácter malévolo do povo alemão. O Sr. e o seu irrevogável parceiro talvez ignorem o que a Alemanha fez a quase todos os povos que dominou na 2ª guerra mundial e os hediondos requintes de sadismo com que atormentou quase toda a Europa. Os Srs. decerto também ignoram o que a Alemanha colonial fez em África ao povo nómada herero, durante a  ocupação colonial do Sudoeste Africano. Os Srs. nunca conheceram os pormenores do extermínio que a Alemanha executou sobre esse numeroso povo africano, empurrando-o para o deserto e envenenando-lhe todas as nascentes de água potável para que o seu extermínio fosse total.  A acrescentar às crueldades dos alemães podemos mencionar ainda a estreia do uso, na 1ª grande guerra mundial, de gases tóxicos que provocaram milhares de mortes dolorosas aos soldados inimigos. Para além desses milhares de soldados que morreram gaseados pelos alemães, houve ainda outros milhares que ficaram estropiados para sempre  por enfermidades respiratórias.

Todavia a única coisa que os Srs. certamente conhecem e que os impressiona fortemente, é que a Alemanha lidera a indústria e a economia da Europa e é ela que fabrica os Porches, os Mercedes Benz, os Audis, os WW  e que desenvolveu uma poderosa indústria química e uma poderosa indústria pesada. E para além disso o que é que os Srs. sabem mais da Alemanha? Enfim, aquilo que sabem já lhes basta para tomarem as suas decisões e percebe-se porquê.  A vossa  relativa vitória nestas eleições não significa que a maioria  do povo português aprove o vosso tipo de governo. Isso foi apenas uma consequência ocasional influenciada pela falta de transparência informativa que caracterizou a campanha legislativa, acrescida do desprestígio compreensível do partido Socialista, pela reconhecida falta de preparação política do povo português, pela difamação que o PCP estupidamente fez durante toda a campanha sobre o Partido Socialista, e principalmente pela chantagem que a Coligação Portugal para a Frente descaradamente  exerceu durante toda a  campanha, levando as pessoas confundidas a acreditarem que a Coligação é que lhes poderia garantir mais segurança no momento actual, face à crise que estamos a viver.                                 Mas quero afirmar também, que os 45% de abstenções que se verificaram nestas eleições demonstram plenamente que, se os abstencionistas tivessem votado, os resultados seriam catastróficos para a Coligação. Portanto não se ufanem nem se pavoneiem, como já vai sendo vosso hábito, porque a seu tempo alguém irá cortar o nó Gordio em que Portugal se encontra atado pelos seus maus e ambiciosos políticos. Disso não tenho a menor dúvida. É uma questão de tempo, pois nunca há sono de que não tenha de se acordar.

 O pica pau angolano      

 

 

 

 

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