PORTUGAL PARECE TER CAÍDO NO NÓ GÓRDIO

PORTUGAL PARECE TER CAÍDO NO NÓ GÓRDIO

Depois do 25 de Abril a classe política assaltou o poder e tornou o país decadente, social e economicamente. Homens sem escrúpulos, possuídos de ganância, especializaram-se no engano e na mentira, para poderem explorar em   seu   proveito   um   povo   inculto,   humilde  e   trabalhador  que    se     transformou em presa fácil nas suas mãos. Sob a falsa bandeira de uma democracia que nunca respeitaram, utilizaram todos os meios de persuasão ao seu dispor, fazendo com que as pessoas acreditassem nas suas mentiras e intenções. Utilizando a televisão, a imprensa e a rádio conseguiram inculcar uma confiança que não mereciam, nas mentes ingénuas de um povo humilde, pouco culto e sem qualquer preparação política, que, na sua grande ingenuidade, acreditou neles com sincera confiança. Esses políticos, sem amor verdadeiro pelo povo e pelo país, criaram as leis que mais lhe convinham e mais  protegiam os seus interesses, tornando os seus actos praticamente impunes. Dentro desse espírito,  o Parlamento Nacional transformou-se numa verdadeira colmeia de deputados sem valor real e sem respeito pelos eleitores. Alguém já considerou e com razão o Parlamento Nacional uma central de negócios, onde os deputados servem descaradamente dois senhores, um de forma falsa e outro de forma real. Nas últimas eleições que tivemos, a campanha foi mais que tumultuada, tendo os dois partidos principais lutado encarniçadamente pelo poder, de uma forma que confundiu profundamente os eleitores, tendo mesmo utilizado a mentira, a intimidação e  a chantagem para melhor os enganar e mais votos obter em seu proveito. Essas atitudes condenáveis não podem de modo algum encaixar-se no espírito democrático de umas eleições classificadas como democráticas. Apesar dos imensos esforços que a Coligação fez, desdobrando-se em  sondagens falsas intencionalmente preparadas, nem mesmo assim conseguiu convencer os eleitores a conceder-lhe uma maioria absoluta. Face a um resultado que não lhe foi nada favorável, porque nem todos os portugueses são ingénuos e estúpidos, agarrou-se à fidelidade partidária de um P.R. que já demonstrou não ser o presidente de todos os portugueses, mas apenas um fiel servidor do seu partido político. Tivemos todos a pouca sorte de que as eleições presidenciais não tivessem antecedido as eleições legislativas. É profundamente lastimável que um político ao despedir-se da sua longa vida política, revele semelhante atitude. A História o julgará pelas suas atitudes e decisões!

 O pica pau angolano   

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