O CIRCO…. um artigo do Prof. Moita Flores no C.M.

Comentário: A Democracia é algo que tem que se viver de uma forma totalmente honesta. Ela não deve ser apenas aparente e não pode ser uma farsa. Os nossos dignos comentadores políticos, por maior que possa ser a sua reputação popular, podem gastar rios de tinta para distorcer a verdade e complicar a compreensão das coisas, mas não conseguem convencer-nos que as últimas eleições legislativas que se fizeram tivessem sido disputadas democraticamente. Neste país, tornou-se já normal e aceitável distorcer a verdade, confundir os eleitores, mentir descaradamente, difamar os adversários e influenciar por todos os meios a sua intenção de voto. Nesse jogo imundo da política, pode mais, quem dispõe de mais poder e de mais meios para utilizar e amedrontar o eleitorado. As ameaças veladas capciosamente apresentadas foram responsáveis pelos intrigantes resultados eleitorais obtidos no pleito eleitoral. Que grau de democracia real podem eles provar? Eu não considero esses resultados como  expressão sincera de uma votação popular exercida com patriotismo em plena liberdade e consciência.  Como é possível  acreditar que um povo revoltado contra uma governação que humilhou os trabalhadores e atacou frontalmente os seus direitos, que reduziu drasticamente as suas regalias sociais, as reformas, os subsídios, fazendo-o perder os seus empregos e a sua qualidade de vida, desonrando totalmente as suas promessa eleitorais, sem que o terrível sacrifício da austeridade imposta tivesse diminuído o défice e garantido a sobrevivência da Segurança Social, pode alguma vez desejar que o mesmo governo continue em funções por mais 4 anos?  É totalmente inacreditável. Acrescente-se ainda como agravante, a forma como simultâneamente o Governo PSD/CDS favoreceu a Banca, os financeiros e os políticos  que, aparentemente se beneficiam sempre dela.  A explicação, para se poderem aceitar tais resultados, está profundamente ligada ao enorme descrédito em que caiu  o Partido Socialista nas mãos do Engº José Sócrates, com a conivência silenciosa e intrigante do Presidente da República.   Pessoalmente estou absolutamente convencido que Portugal dificilmente poderá sair do dilema em que se encontra, sem colocar um corajoso ponto final na Partidocracia que o tem  estado a devorar. Ficou mais do que provado, após estas últimas eleições legislativas, que os partidos políticos portugueses desejam ser poder para poderem garantir o bem estar  pessoal dos seus políticos, colocando os seus interesses pessoais acima dos interesses da Nação e do povo. Um país de recursos relativamente limitados como o nosso, não pode sobreviver alienado aos interesses pessoais dos seus políticos e um Governo nunca deve ficar cativo de interesses partidários. É este o perigoso fosso da partidocracia que está a envenenar completamente o destino de alguns países europeus ameaçando a sua sobrevivência. 

O pica pau angolano 

 

 

 

 

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