UM POUCO DE RESPEITO…artigo de Almeida Henriques no C.M. de 27.10.2015

COMENTÁRIO:

 Percebe-se bem que este artigo de opinião vem das Terras do Demo. Quem opina desta forma está a prestar um péssimo serviço ao país e ao povo português e demonstra não possuir a mais leve ponta de espírito democrático. Embora tenha, como qualquer cidadão português o pleno direito de fazer qualquer tipo de comentário, deveria pensar muitas vezes, antes de obedecer à tentação de fazer os comentários que fez neste seu artigo. Qualquer pessoa nota num rápido relance que está a defender os interesses do seu patrão. Infelizmente em muitos lugares importantes da administração autárquica, pululam pessoas alienadas aos poderes do Estado e que, por medo ou conveniência, só podem abrir  a boca ou escrever para louvar aqueles de quem dependem os seus lugares ou as suas funções. Infelizmente essas pessoas não são uma minoria insignificante como facilmente se chega a pensar e são o patamar em que se apoia com frequência o poder arbitrário do Governo.  Falar de 40 anos de democracia não significa que Portugal tenha de facto vivido em espírito democrático durante 40 anos após o 25 de Abril. A democracia é algo muito lato, que se presta a muitas viciações e artimanhas. No seio da democracia vivem imensos antidemocratas que fingem apenas respeitá-la para poderem atingir os seus objectivos. A  democracia é de facto uma excelente ferramenta para forjar o desenvolvimento dos países e criar dentro deles a paz social que normalmente conduz à felicidade e ao sucesso. No entanto, sabemos bem, que não é por um país se proclamar democrata aos quatro ventos, que ele vive em autêntica e sólida democracia. O que se tem passado no nosso país é um exemplo concreto do que estou a afirmar. Se isso não fosse verdade o nosso país estaria num nível de desenvolvimento bem diferente, bem superior. Que espécie de democracia praticámos nós então neste últimos quarenta anos? Foi uma democracia verdadeira, ou foi uma democracia aos tropeções e sobressaltos, ao sabor dos partidos políticos que nos estivessem governando ?   Quando Almeida Henriques nos diz que a maior parte dos portugueses está decepcionada e com medo à beira da frustração, face ao que se passa, devia ser mais claro e mais honesto, pois esquece-se intencionalmente de definir a verdadeira razão do medo que se viveu e que ainda se vive. O medo e a chantagem foram duas das armas de que a coligação usou e abusou para desviar a tendência de voto da maior parte do eleitorado, fazendo-o acreditar que um governo de esquerda não teria capacidade para governar Portugal e que não seria capaz de garantir estabilidade económica nem segurança aos portugueses. Mesmo que isso pudesse até ser verdade, a acusação é gravíssima, muito feia  e até tendenciosa e a Coligação não tinha o direito de a fazer, porque configura um acto de pura chantagem. Um pouco adiante, Almeida Henriques vai ainda mais longe no seu mau julgamento sobre os partidos de esquerda, ao declarar que os sacrifícios que os portugueses tiveram de fazer para regenerar as contas  do país e recuperar o crédito externo irão ser malbaratados. Sinceramente, isto parece tratar-se de uma tentativa de formular um vaticínio profético mal intencionado. Na verdade, se pensarmos seriamente em tudo o que se tem passado desde que este governo tomou posse, não houve quem malbaratasse mais a situação económica de Portugal e a sua soberania política do que a coligação PSD/CDS que sempre nos mostrou os seus interesses mesquinhos pelo poder e que tem sufocado o país e o povo colocando-se quase inteiramente ao serviço dos interesses dos credores e da Alemanha.  A grande verdade, afinal é só uma, a situação do país em vez de ter melhorado está a piorar e nada indica que Portugal possa ultrapassar os seus problemas com um Governo liderado por uma coligação de dois líderes que nunca souberam honrar os seus compromissos. Direi ainda por último, que a referência  ao versículo do Novo Testamento, na 1ª Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios: Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém,  parece-me totalmente inoportuna e profana, misturada com uma questão totalmente política e constitui  grande falta de respeito pela palavra do Apóstolo Paulo, inspirada pelo E.S. É um ato a meu ver totalmente blasfemo.

O Pica Pau Angolano                                                

Esta entrada foi publicada em POLÍTICA com as etiquetas . ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s