VAMOS A ISTO! …. um artigo do jornalista Baptista Bastos no C.M. de 28.10.2015

COMENTÁRIO:-  Cavaco Silva não tem a mínima autoridade constitucional para não querer nomear um Governo de esquerda. A sua teimosia é arbitrária e salta descaradamente por cima daquilo que a Constituição estabelece. É muito triste que um P.R. que tem o dever de representar com competência e bom discernimento o papel de guardião dos preceitos constitucionais, possa, dominado por  uma obsessão  partidária, querer continuar a favorecer escandalosamente o Partido com que politicamente se identifica, enveredando por uma solução que a maioria política parlamentar rejeita drasticamente.  Estão a passar-se coisas absolutamente inéditas em Portugal. Tornou-se agora bem  claro que o mais alto magistrado da Nação viola todos os preceitos da democracia e da Constituição, o que, na verdade, o desqualifica completamente para o cargo que exerce. A situação configura uma verdadeira falta de respeito pelo povo e pelo país. Se, como o Presidente pensa, a coligação dos partidos de esquerda, não tem mérito governativo para ser Governo, não é ao P.R. que cabe julgá-la e desqualificá-la. Se, depois do exercício governativo da esquerda, o País se vier a encontrar numa situação pior do que aquela que existia, é apenas ao povo, em eleições democráticas, que compete fazê-lo. O P.R. não tem qualquer legitimidade política para substituir o povo e sobrepor-se ao seu julgamento nas urnas. Cavaco Silva está a tomar descarada e acintosamente uma atitude de ditador que a Constituição e o povo português não lhe consentem e que não devem permitir. Em que razão séria, honesta e legal se apoia este Sr. presidente para o fazer? Em que país democrático, pode  um P.R. deixar de reconhecer e de respeitar alguns dos partidos com assento parlamentar? Quem é que o P.R. julga ser para subverter a lei e querer colocar-se acima dela para não a cumprir? É a primeira vez que uma situação destas acontece no nosso país e o País não pode permanecer indiferente e de braços cruzados perante semelhante atitude. Nas últimas eleições presidenciais, eu escrevi uma carta ao Snr. Presidente da República e nela, pedi-lhe em nome dos portugueses e do país  para que não se recandidatasse à presidência da República por já ter reconhecido que ele não possuía as qualidades políticas e os dons de carácter que um lugar tão importante exigia. Eu tinha razões bem fundamentadas para lhe dirigir esse pedido e creio que se me tivesse dado ouvidos não estaríamos a viver o triste  problema actual e nem Portugal nem os portugueses teriam caído no estado em que agora se encontram.  A sua presidência durante o Governo Socialista de Sócrates foi uma verdadeira desgraça. Cavaco Silva fechou os olhos ao endividamento desastroso de Portugal e nunca tolheu o passo ao 1º Ministro José Sócrates. Fiel à estabilidade governativa,  ao seu grande comodismo político e quem sabe até se para poder favorecer o PSD e Passos Coelho nas próximas eleições legislativas , permitiu que tudo acontecesse e  nunca foi capaz de se aperceber concretamente dos riscos a que estava  a condenar o país,  apesar da sua tão badalada formação económica. Se assim foi, Cavaco foi  o verdadeiro responsável pela nossa infeliz situação actual.  Calou-se que nem um pato mudo, para  surgir agora, impetuosamente, a grasnar  como um ganso brigão.  De que forma respeita este importante  político Portugal e o povo português?

O pica pau angolano

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