AS COISAS POR AÍ …….. um artigo do jornalista Baptista Bastos no C.M.

COMENTÁRIO: Se Pedro Passos Coelho quando ganhou as eleições, tivesse cumprido com a sua palavra, tantas vezes afirmada na campanha eleitoral, nem Portugal nem os portugueses estariam hoje a passar pelo drama  em que o país se encontra envolvido. Mas, Pedro Passos Coelho, não só não cumpriu minimamente com o que prometeu ao eleitorado  antes de subir ao poder, demonstrando claramente não ser honesto no cumprimento da sua palavra (  tendo manifestado uma terrível   falta de respeito pela palavra dada) como, ainda por cima, começou a governar, fazendo exatamente o contrário do que prometera, sem perceber o que isso significaria em termos de decepção e descrédito relativamente à sua própria figura política. Temos ainda que considerar a forma desastrada como o anterior governo de José Sócrates governou Portugal, conduzindo-o para um endividamento que o colocou  numa verdadeira situação de falência, sem que o povo disso fosse  responsável , e que acabou por desprestigiar completamente o partido socialista aos olhos do povo. A minha convicção pessoal é de que todo o Partido Socialista colaborou irresponsavelmente com Sócrates nesse tipo de governo e por essa simples razão merece bem o descrédito em que caiu aos olhos do eleitorado português. Foi essa, para mim, a razão porque nas últimas eleições legislativas os socialistas não  conseguiram melhores resultados. Se o povo português neles depositasse confiança estavam reunidas todas as condições para conseguirem obter  uma maioria absoluta. Sem dúvida alguma, os resultados que alcançaram foram a prova  clara que os portugueses tinham deixado de confiar neles  para serem governo. O que acabo de dizer não invalida contudo, de forma alguma, a reprovação que o eleitorado  manifestou  pela Coligação PSD/CDS e que justifica a sua pobre vitória eleitoral. Em boa verdade, eu até contava com um resultado bem pior dadas as amargas circunstâncias criadas pela austeridade que, sem dó nem piedade,  o Governo impôs aos trabalhadores e aos  reformados, que até mesmo fome e necessidades de toda a ordem  passaram. E vou ainda mais longe, com a plena convicção de que não estarei fazendo uma afirmação falsa. Esses fracos resultados da coligação foram para muitos eleitores   antidemocráticos, por terem sido alcançados à custa de doses maciças de publicidade, de constante  e bem elaborada chantagem e de ameaças que intimidaram uma boa parte do eleitorado. Dada a situação de descrédito em que o Partido Socialista se encontra, não foi muito difícil convencer os eleitores de que os socialistas não tinham capacidade e condições para governar e para fazer sair Portugal da crise financeira e económica em que se encontra. A consequência anunciada  seria um novo e previsível  resgate que agravaria mais ainda a nossa dolorosa situação impondo-nos uma austeridade mais dura e insuportável.  Por isso, para mim, foi o medo de se piorar ainda mais a austeridade, que influenciou os resultados que a coligação veio a obter.  Essa foi a razão porque eu não considero as eleições como democráticas. Foram estas as verdadeiras circunstâncias que deturparam por completo os resultados das últimas eleições e delas só os partidos foram responsáveis. Considero Portugal um país politicamente aleijado, amparado  numa lei constitucional que dá aos governantes e deputados privilégios e direitos excessivos,  que os tornam completamente inimputáveis e lhes colocam nas mãos a possibilidade de intencionalmente  lesarem profundamente o país e se enriquecerem à sua custa. É mais do que notório que isso é assim há décadas e que nada mudará, se não houver a coragem suficiente para colocar um ponto final no estatuto partidocrático  em que consentimos viver. É de uma incoerência chocante o contraste que existe entre um país pobre, subdesenvolvido e endividado como o nosso e um Governo rico, em que os políticos gozam de mordomias imorais e vivem de uma forma opulenta e luxuosa e em que a  Banca descaradamente roubou os  clientes que nela confiaram, recebendo depois  amplo apoio e proteção do Estado. É triste, muito triste mesmo, ver um país governado por incipientes e incompetentes jotinhas sem qualquer bom senso e experiência de vida, subjugados por interesses materiais. Os custos disso são verdadeiramente incalculáveis em termos de sofrimento popular e de insegurança e instabilidade social.

 

O pica pau angolano.     

 

  

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