APESAR DO DESACORDO SOBRE ASSAD, FRANÇA E RÚSSIA VÃO COORDENAR AS SUAS ACÇÕES MILITARES CONTRA O E.I.

Apesar de desacordo sobre Assad, França e Rússia vão coordenar ações militares contra EI

Agência Efe | Moscou – 26/11/2015 – 21h14

Hollande e Putin declararam hoje que vão coordenar ataques ao grupo terrorista, mesmo discordando sobre papel e futuro de Bashar al-Assad, presidente da Síria.

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Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da França, François Hollande, concordaram nesta quinta-feira (26/11) em coordenar as ações militares de seus países contra o Estado Islâmico (EI) e outros grupos jihadistas na Síria.

“Decidimos que em breve nos coordenaremos tanto no plano bilateral como no da coalizão liderada pelos Estados Unidos, em geral”, afirmou Putin em entrevista coletiva conjunta no Kremlin.

Agência Efe

O presidentes da França, François Hollande, e da Rússia, Vladimir Putin, durante entrevista coletiva no Kremlin

Putin acrescentou que “se trata de definir os territórios nos quais se podem lançar ataques e nos quais é melhor abster-se de efetuar bombardeios”.

A esse respeito, Hollande afirmou que “os ataques contra o EI se intensificarão” de maneira coordenada com a Rússia “a fim de aumentar a eficácia dessas ações”.

“Eu disse a Putin que a França está disposta e deseja trabalhar lado a lado com a Rússia para conseguir um objetivo comum: a luta contra os grupos terroristas e o EI, em primeiro lugar”, disse Hollande.

O presidente francês destacou que “a Europa está agora mobilizando suas forças na luta contra o terrorismo” e convocou os ministros da Defesa de “todos os países europeus” a coordenar suas ações contra o jihadismo.

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Hollande antecipou que a França centrará seus ataques nas jazidas controladas pelo EI e nos comboios que transportam petróleo do Iraque a outros países, através da Síria, principal fonte de financiamento dos jihadistas.

No que discordaram ambos os líderes é no futuro do presidente sírio, Bashar al Assad, defendido pela Rússia e pelo Irã e cuja renúncia é exigida por Estados Unidos, União Europeia, Turquia e Arábia Saudita.

“Certamente Assad não pode exercer nenhum papel no futuro deste país. Mas para isso é necessário também que a Rússia exerça um dos papéis mais preponderantes neste processo (de regulação política)”, assinalou o presidente da França.

Por sua parte, Putin declarou que “o exército do presidente Assad e ele mesmo são aliados naturais na luta contra o terrorismo”.

 

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