FELICIDADE, FELICIDADE por Clara Ferreira Alves

COMENTÁRIO – Este artigo decepcionou-me bastante por estar escrito de uma forma jocosa, revelando pouca isenção partidária. Clara Ferreira Alves que sempre julguei tratar-se de uma jornalista 100% independente e democrata, assume neste artigo uma atitude muito pouco simpática para com a esquerda portuguesa. É uma atitude que me desagrada fortemente e de que eu a não julgava capaz.   A jornalista junta-se aqui claramente aos que neste momento se contentam em depreciar e bater na esquerda, fazendo apreciações injustas ao seu valor e pondo a sua competência e capacidade governativa em dúvida. Depois de se ler este artigo  fica-se com a estranha sensação que tudo o que de mau se tem passado em Portugal  se deve exclusivamente aos partidos de esquerda, quando na verdade os partidos da direita foram sempre os partidos preponderantes tanto no Governo como na administração pública. Na  óptica da jornalista, nota-se com facilidade que a esquerda portuguesa tem para ela uma fraca aceitação que não a recomenda para poder  ser governo. Em boa verdade os partidos da direita  foram sempre mais do agrado do eleitorado nacional. A esquerda é profundamente prejudicada por um acervo de más memórias ligadas principalmente ao Partido Comunista tanto na Europa como no mundo inteiro. Pessoalmente acredito que a direita seja mais ousada e firme no investimento e que a esquerda seja realmente melhor e mais interventiva na política social  e no respeito aos trabalhadores, que defende sempre com bastante vigor. Contudo, numa democracia verdadeira os valores doutrinários  da direita e da esquerda devem poder  completar-se e equilibrar-se, sendo ambos necessários e importantes na construção de um país democrata.  Se não aceitarmos a legitimidade desses valores não somos democratas e dessa forma nunca conseguiremos contribuir para a construção de um futuro melhor para todos. Um jornalista íntegro não pode escrever com base numa presunção de futuro, que dependa exclusivamente dos seus pontos de vista ou da sua simpatia partidária.

O Picapauangolano.

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