O FUTURO DE PORTUGAL PODE VIR A SER UMA INCÓGNITA, A CURTO OU MÉDIO PRAZO.

Por ser completamente independente e não alimentar qualquer espécie de  simpatia pelos nossos  actuais partidos políticos, dada a triste situação para a  qual todos contribuíram e que colocou Portugal no  estado económico e social em que se encontra,  sinto-me perfeitamente à vontade para poder afirmar que no momento que estamos a viver, são muito fracas as possibilidades do nosso país conseguir sair, a curto ou mesmo médio prazo, da angustiosa e dramática situação em que o fizeram cair. Devido principalmente à forma incompetente como o país foi governado e como as classes mais indefesas da nossa sociedade, os trabalhadores e os reformados humildes  e mais pobres  foram severamente penalizados, era de esperar  que os eleitores portugueses se unissem de forma a manifestar nas urnas o seu grande descontentamento com o Governo e reagissem pelo voto, às injustiças que lhe foram impostas.  A maior parte das pessoas desejava impor aos Governantes  um forte travão à política de austeridade e por isso o resultado das eleições foi desconcertante para os eleitores mais sensatos e politizados. Acuso abertamente o Governo da coligação por ter violado de forma indigna e vergonhosa o espírito democrático que devia ter sido rigorosamente respeitado durante toda a campanha  eleitoral. O Governo na ânsia obsessiva  de voltar a fazer mais uma legislatura de insuportável austeridade, difamou virulentamente os seus opositores e tudo tentou para os desprestigiar completamente aos olhos do eleitorado. E, por pensar que isso não seria bastante para demolir o desprestigiado partido socialista, recorreu ainda por cima a uma campanha de  miserável chantagem, amedrontando e ameaçando todo o eleitorado com  a afirmação de que o futuro dos reformados e pensionistas estava ameaçado,  pela possibilidade da Segurança Social vir a sofrer um colapso económico total que a fizesse  suspender o pagamento regular das reformas e pensões.  Este tipo de afirmações teve uma influência muito negativa junto dos eleitores que se assustaram fortemente e que deixaram de votar no P.S. Penso ainda que essa suja campanha aumentou ainda mais  o número já grande de abstenções. O último projecto de rejeição que o PSD/CDS apresentou no Parlamento, pretendendo acusar o actual Governo de Coligação de António Costa de ilegítimo, não passou de uma absurda, miserável e grosseira atitude de despeito de dois políticos sem valor e sem carácter. Ainda bem que foi prontamente derrubada. Ela só veio contribuir para desprestigiar os seus autores de forma acentuada.  Em boa verdade nunca esperei que os eleitores portugueses se deixassem chantagear tão facilmente e pudessem ainda cometer o estúpido erro de voltar a votar neles. Com  uma votação que tivesse dado uma vitória mais confortável ao P.S. não seriam necessárias coligações que tivessem permitido a um P.R. totalmente partidário, o tipo de hesitações que manifestou para dar posse a um novo governo  que pela sua composição não lhe agrada e não se ajusta ao seu interesse pessoal.

O picapauangolano.

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