AS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS

AS  ELEIÇÕES  PRESIDENCIAIS

Depois dos numerosos debates presidenciais  a que assisti,  a minha  opinião pessoal ,por estranha que possa parecer  e que certamente não será do agrado de um grande número de eleitores é de que, apenas 3 candidatos, me parecem capazes de poder representar o verdadeiro interesse de Portugal e dos portugueses no momento político que o país está a atravessar.

As próximas eleições presidenciais são   extremamente importantes para o nosso país e ninguém se deve abster de votar. A abstenção é um acto de pura e criminosa falta de cidadania que representa irresponsabilidade e desinteresse e pode comprometer irremediavelmente  o futuro da nossa nação,   demonstrando total indiferença e uma enorme falta de patriotismo por parte de quem se abstiver.  Aqueles que o fizerem, são verdadeiros insensatos, que muito pouco ou nada se identificam com o país. São pessoas que apenas se interessam por si mesmas e pelo que lhes possa dizer directamente respeito.   Infelizmente tem sido essa a conduta de muitos portugueses e que é realmente a verdadeira causa da situação decadente em que o nosso país se encontra.

Para mim, os candidatos presidenciais que interessam de facto ao país, são aqueles que apresentam um corajoso projeto  de rutura com o vicioso paradigma político em que Portugal se encontra mergulhado e asfixiado. Os três candidatos presidenciais com projetos que podem garantir uma rutura verdadeira com a partidocracia que continua a minar a nossa vida política e a nossa economia são 4, mas apenas 3 têm o perfil político adequado para o cargo de Presidente da República.

Nomeio-os aqui por ordem do interesse nacional:   Paulo de Morais apresenta ao eleitorado um projeto corajoso que define claramente a corrupção política como um dos maiores  fatores do nosso atraso e da nossa dívida nacional. A acusação permanente e destemida que faz, da classe política, que se apodera de todos os meios e de todo o poder para se banquetear sem vergonha com  a riqueza nacional ( gerindo o país como se fosse uma quinta sua) percebe-se perfeitamente e é chocante. Os escandalosos negócios urdidos e implementados pelos deputados ( a maioria sôfregos grupos de advogados) fizeram do Parlamento uma autêntica casa de negócios. As inúmeras Parcerias Público Privadas cozinhadas entre o Governo e os seus parceiros comerciais, são autênticas e longas hemorragias que arruínam o Estado português e enriquecem desmedidamente os parceiros que ele elege para esses faraónicos negócios hemorrágicos. Por outro lado o excessivo número de deputados existentes no Parlamento,  que visa principalmente poder garantir empregos bem remunerados a políticos pertencentes ao partido do Governo, acrescido dos   vencimentos e mordomias dos gestores públicos e das fundações inúteis, constituem + um verdadeiro  buraco negro  que mina e devasta insaciavelmente aquilo que resta.  Receitas que pudessem realmente equilibrar essas terríveis despesas, exigiriam investimentos importantes que gerassem um constante e sólido afluxo de valores e criassem emprego suficiente para poder mudar o poder de compra do povo português e estabilizar o nosso mercado interno. Se este candidato for eleito, coisa que será muito difícil, não vejo como irá conseguir erradicar a corrupção do país, numa altura em que a corrupção parece  ser já uma instituição nacional e até europeia, que a grande maioria das pessoas aceita com relativa conformação como se ela fosse um mal necessário.

Henrique Neto é também um candidato sério e não comprometido politicamente, que parece colocar os interesses de Portugal acima dos interesses dos partidos e da classe política. É um homem de grande maturidade política e um gestor  experiente que demonstra  grande sensibilidade social e que mostra valorizar adequadamente o trabalho e respeitar os direitos dos trabalhadores. O único senão deste candidato parece-me ser o da sua já avançada idade e o  seu visual severo. Não tenho a menor dúvida de que se trata de pessoa muito séria e sensível, que procura agir com justiça e que,  como Presidente da Republica saberia respeitar e fazer respeitar a Constituição a todos os órgãos de soberania.

Sampaio da Nóvoa. Tem-se definido sempre como um  candidato de consensos, não comprometido com  nenhum partido político. Tem manifestado constantemente grande interesse em melhorar a qualidade de vida dos portugueses, em diminuir as grandes desigualdades sociais existentes na nossa sociedade  e em promover uma democracia verdadeira que confira maiores oportunidades a todos os cidadãos. Mostra também preocupar-se com a qualidade da justiça. Pretende igualmente fazer uma verdadeira reforma no nosso sistema educativo de forma a elevar o nível cultural dos portugueses e no Ministério da Saúde para que ele seja mais abrangente e eficiente. Não me parece vinculado aos viciosos interesses da classe política. Tem para mim a grande vantagem  de não ser um candidato saído da área política e possuir o desejo político de ser um Presidente genuíno de todos os portugueses. Tem ainda a vantagem de ser um candidato com boa figura carismática, que arrasta consigo uma verdadeira lufada de ar fresco e o forte desejo de reformar o sistema vigente.

Marisa Matias –   Trata-se de uma candidata inteligente e bem formada de carácter, portadora de uma proposta honesta, totalmente virada para o interesse do país e do povo português. Tem todavia um grande senão, é demasiado nova e muito embora possua grande talento, o cargo de P.R. exige algo de indefinível que só a idade e o tempo completam. Trata-se porém de alguém que, poderá com bastante interesse, ser uma excelente conselheira de Estado e ir adquirindo entretanto mais idade e experiência para voltar a candidatar-se nas próximas eleições presidenciais e vir a ser a favorita do eleitorado.

Marcelo Rebelo de Sousa, Maria de Belém Roseira e Edgar Silva, quanto a mim, não servem para o cargo de P.R. por estarem demasiado vinculados aos interesse dos partidos políticos e às famílias políticas nacionais. Todos eles representam um pouco mais ou um pouco menos a continuação da Partidocracia e dois deles, a submissão ao Governo e aos interesses dos políticos que têm explorado o país em seu proveito, embora possam agora negá-lo por conveniência eleitoral.

Antes de fazerem  a sua escolha os eleitores portugueses devem meditar bem e escolher  um candidato que seja realmente capaz de realizar o rompimento  com o sistema existente, que realmente os exclui de poderem ter alguma participação responsável, embora indireta, no  governo do país,  não se deixando arrastar facilmente pela propaganda televisiva  ou por figuras mediáticas interessadas no status quo.

O PICA PAU ANGOLANO

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