ANÁLISE POLÍTICA ACTUAL

ANÁLISE POLÍTICA

Cada vez me sinto mais revoltado com o avacalhamento de uma grande parte da nossa classe política, que nos tem demonstrado claramente que, para ela, o futuro de Portugal muito pouco ou nada conta e que, cada vez se corrompe mais e sonega ao povo o direito de poder viver com dignidade e suficiência. A pobreza tem alastrado de uma forma verdadeiramente chocante, atingindo apenas os mais pobres e desafortunados. O estado parece ter perdido definitivamente o respeito pelos cidadãos, aviltando os trabalhadores e transformando-os em meros mendigos, puros e simples objectos da sua perversidade e ganância. O povo, infeliz, servil e impotente continua à espera de uma justiça que tarda imenso em chegar e é tratado à margem de qualquer respeito pela dignidade humana. As eleições que ajudam o governo a alimentar a farsa da nossa democracia, repetem-se ciclicamente, sem que no entanto as gigantescas desigualdades sociais algum dia se consigam corrigir. E sabem porque isso acontece? Porque ninguém tem vontade nem coragem política para as fazer cessar. O país produz pouco, está fortemente endividado, o desemprego é uma verdadeira chaga social e os políticos incompetentes que se candidatam aos cargos de governação não o fazem para resolver os problemas que afligem o país, mas para se guindarem ao poder e passarem a ter uma vida melhor e mais remunerada. Em vez de nos revelarem projectos de recuperação económica, em que possamos acreditar, numa política de repartição de recursos mais justa, entretêm-se em difamações recíprocas revelando-nos a toda a hora a sua ambição pessoal. Os comentadores políticos, que vendem os seus comentários não são capazes de revelar com coragem a verdadeira razão da situação a que chegámos, embora a conheçam. Desviam sempre a atenção do público para explicações complicadas que dificilmente se compreendem, pois não têm coragem para apontar as verdadeiras causas do nosso endividamento. Sabemos todos que foi o Partido Socialista liderado pelo Engº José Sócrates que nos arrastou para a situação em que actualmente nos encontramos, Todavia, Sócrates, a quem cabe a responsabilidade de toda esta situação continua em liberdade e certamente assobia para o lado, porque beneficia ainda de alguma impunidade política. Apareceu depois Passos Coelho, um político ambicioso, que se soube aproveitar do descontentamento do povo para se candidatar a 1º ministro e assentou toda a sua campanha legislativa num extenso programa de promessas mentirosas com que conseguiu enganar o eleitorado. O povo, ingenuamente, acreditou em todas essas promessas mentirosas e confiou demasiado nele. Que aconteceu então depois de ter ganho as eleições. Passou por uma espantosa metamorfose e fez exatamente o contrário de tudo o que tinha prometido, sem sequer ter explicado o porquê da sua reviravolta,e ter pedido desculpa aos eleitores. Como o poder político era na verdade tudo o que lhe interessava alcançar, cumprir as suas promessas era algo que não o preocupava mesmo nada, porque não tinha nem vontade nem coragem para o fazer. Como produto fiel de um partido que sempre oprimiu os mais fracos e mais pobres, não desejava de nenhuma forma ter de se confrontar com o partido e com os seus barões, para poder ter uma vida mais fácil e garantir um lugar mais estável, que permitisse o livre curso da corrupção e da promiscuidade. E tudo aquilo que se passou depois e que tanta austeridade e sofrimento impôs aos portugueses mais pobres e humildes foi também da responsabilidade do P.R., que deixou Sócrates vender Portugal a retalho, sem nunca lhe ter travado o passo. É indesculpável que um P.R. com formação económica tivesse consentido nos actos que José Sócrates cometeu e que arruinaram o nosso país. A menos que tudo isso tivesse sido deliberadamente consentido para arruinar o popularidade do Partido Socialista de forma a garantir uma vitória do PSD nas próximas legislativas. É uma hipótese razoável que hoje não descarto. Portanto, para mim, José Sócrates não foi o único culpado da situação em que nos encontramos. O que me admira é que nenhum dos nossos insignes comentadores ou jornalistas tivesse ainda admitido essa hipótese. Não sei bem se essa atitude será por cobardia ou por falta de inteligência. Tudo o que depois disso se tem passado leva-me a pensar que estamos a sofrer uma crise de honestidade e de coragem, que arruína o país, mas que enriquece os políticos. Isto, porque ainda não vi nenhum governo que tivesse tido a coragem de exigir aos políticos corruptos a reposição dos valores que, por artifícios diversos, subtraíram ao país, confiscando-lhes se necessário os seus bens pessoais. Penso que se isso tivesse sido feito, não teríamos nunca entrado em crise. Conclusão: Para que as máfias políticas cada vez mais numerosas  podessem enriquecer, arrasou-se completamente a economia do país. Termino sem mencionar aqui a influência nociva e desastrosa do irrevogável e polémico Paulo Portas que no governo da coligação, se fez guindar a vice-ministro, através de um hábil e vergonhoso acto de chantagem que acabou por destruir o significado do termo irrevogável. Resumindo e concluindo a nossa lamentável situação é apenas da completa responsabilidade dos nossos governantes e políticos e de todos aqueles que se colocaram ao seu serviço e para quem, Portugal e os portugueses, foram sempre colocados em segundo plano.

O pica pau angolano.

Esta entrada foi publicada em Portugal a Saque com as etiquetas . ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s