O ABSTENCIONISMO E a legitimidade governativa.

ABSTENÇAO

 Em Portugal a taxa de abstenção total nas eleições presidenciais de 2016 ultrapassou os 50%. A taxa de abstenção nas eleições presidenciais portuguesas tem registado uma verdadeira subida em flexa desde o ano de 1976. Em 1976 a taxa de abstenção situou-se  em 24,6 %. Torna-se verdadeiramente premente analisar o significado destes números e tirar deles as suas verdadeiras e inquietantes conclusões. Na realidade, sejam quais forem as suas várias causas, podemos por eles observar que o grau de democratização do nosso país tem diminuído drasticamente, o que rapidamente nos leva a concluir que a democracia portuguesa é uma autêntica falácia e que o nosso povo cada vez acredita menos nela.

A abstenção da maioria dos cidadãos portugueses é, a meu ver, o sintoma claro de que Portugal está democraticamente doente. A quem caberá a verdadeira culpa desta deplorável situação ? Aos cidadãos eleitores ou ao Governo? Penso que a ambos! De ano para ano os governos têm-se desprestigiado cada vez mais, dando provas de incapacidade e desonestidade governativa. Seria contudo natural que os eleitores exercessem cada vez mais o seu direito de voto e o seu dever cívico, votando consciente e responsavelmente para escolher os seus melhores, mais honestos e responsáveis representantes. Quem não vota alheia-se completamente do seu dever cívico e não participa politicamente da vida da Nação, manifestando um desinteresse total pelo futuro do país.  Isso permite, que muito mais de 50% dos cidadãos nacionais tenham de viver sujeitos a leis que os oprimem e sacrificam, sem que com elas possam estar minimamente de acordo ou para elas tenham dado o seu parecer. Será assim que se pode construir uma verdadeira democracia? Daí resulta pura e simplesmente que os resultados das eleições dificilmente possam ser verdadeiros e justos e possam enriquecer um estado democrático. Considerando que mais de 50% do país não vota, não existem em Portugal governos com legitimidade verdadeira e isso é por culpa total dos abstencionistas.

O Pica pau angolano.    

 

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