MAIS UMA DOENÇA TRANSMITIDA PELA PICADA DE UM MOSQUITO

Não são apenas os homens as vítimas de doenças transmitidas pelos mosquitos. Existe uma doença que ataca os canídeos, os felinos e os roedores e que dá pelo nome de leishmaniose. Ela é provocada por  protozoários flagelados cujo agente vector é um pequeno mosquito , mosquito palha, e que é a leishmaniose canina?

A Leishmaniose canina é uma doença endémica no Sul da Europa, Norte de África, Médio Oriente, China e América do Sul, que também afeta o Homem. É causada um parasita denominado Leishmania infantum que se localiza, sobretudo, na medula óssea, nos gânglios linfáticos, no baço, no fígado e na pele. O cão é o principal hospedeiro e hospedeiro reservatório e em Portugal, estima-se que 110 mil cães estejam infectados embora muitos não manifestem a doença. Outros animais como os gatos, as raposas e os roedores podem, igualmente, ser afectados.

Como é que o meu cão se infecta com Leishmania?

São conhecidas cerca de 450 espécies, distribuídas no continente americano, sendo o gênero Lutzomyia responsável pela transmissão da leishmaniose, uma doença provocada pelos parasitas unicelulares do gênero Leishmania, um simples protozoário.

Mosquito Palha 2

O parasita é transmitido aos cães e ao Homem, pela picada de insetos flebótomos fêmeas das espécies Phlebotomus perniciosus e P. ariasi. Estes pequenos insetos de cor amarela clara vivem nos refúgios dos animais, habitações, caixotes de lixo, jardins, matas, etc. e alimentam-se, preferencialmente de sangue, ao final do dia.
Em regiões endémicas, a principal via de transmissão é através do inseto, embora, a transfusão sanguínea, o contacto direto, a transmissão venérea e a transmissão mãe-filho também possam estar implicadas. Os cães que vivem sempre no exterior ou na maior parte do tempo fora de casa, os cães de raças exóticas, os cães de pelo curto e os animais com idade igual ou superior a 2 anos correm maior risco de ser infetados.

Quais os sinais clínicos mais frequentes?

O período de incubação varia de 1 mês a 2 ou mais anos e os sinais clínicos mais frequentes são: aumento dos gânglios linfáticos, crescimento exagerado das unhas, perda de pelo, úlceras e descamação da pele, emagrecimento, atrofia muscular, sangramento nasal, anemia, alterações dos rins, fígado e articulações, entre outros. No entanto, a Leishmaniose canina apresenta diferentes sinais clínicos e diversos graus de gravidade, podendo estar associada a outras doenças concomitantes.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é essencialmente clínico e confirmado por análises laboratoriais. Os exames laboratoriais parasitológicos destinam-se à pesquisa do parasita e/ou de anticorpos e simultaneamente devem ser efetuadas análises de sangue e de urina para avaliar o estado geral do animal. A interpretação dos resultados laboratoriais deve ser sempre feita em conjunto com o quadro clínico.

Tenho um cão doente com leishmaniose, que cuidados devo ter?

Deve cumprir rigorosamente o tratamento recomendado pelo Médico Veterinário e é extremamente importante continuar a prevenir as picadas do inseto flebótomo utilizando inseticidas com efeito repelente sob a forma de coleiras, de pulverização ou de spot-on.
A leishmaniose canina é uma doença de carácter crónico e o tratamento nem sempre é eficaz, havendo a necessidade de controlos regulares.

Tenho um cão positivo nas análises mas sem sintomas, que cuidados devo ter?

Um resultado laboratorial positivo num animal sem sintomas pode significar, apenas, um contacto anterior com o parasita, e o animal pode nunca vir a manifestar a doença. No entanto, o cão é portador e se o parasita se encontrar na pele, poderá ser transmitido ao inseto. Uma vez mais deverá prevenir a picada do inseto flebótomo utilizando inseticidas com efeito repelente, tal como acima referido, e fazer controlos laboratoriais regulares para monitorizar a evolução.

Como posso prevenir a infeção por Leishmania e/ou a leishmaniose no meu cão?

Para além da manutenção de um bom estado de saúde do seu cão, pode prevenir esta doença, aplicando, regularmente, no seu animal, inseticidas com efeito repelente sob a forma de coleiras, de pulverização ou de spot-on, de modo a impedir a picada do flebótomo. Deve também fazer, anualmente, o despiste da infeção de modo a detetar precocemente o parasita, sobretudo se o seu cão vive numa área endémica.
Em Portugal, existe já uma vacina contra a leishmaniose canina e poderá aconselhar-se com o seu Médico Veterinário. A prevenção é fundamental para reduzir o número de casos de leishmaniose nos animais e para evitar o risco para os humanos.

Posso apanhar leishmaniose ao contactar com o meu cão?

O parasita é fundamentalmente transmitido pela picada do inseto flebótomo. O risco de contrair leishmaniose é pequeno nos humanos imunocompetentes. No Homem, quando o tratamento é feito corretamente, a percentagem de cura é acima dos 95%. A leishmaniose humana ocorre, principalmente, nas populações mais pobres em áreas rurais e suburbanas ou em indivíduos imunodeficientes (VIH/SIDA, por exemplo).
_______________________________________________________

Algumas imagens de cães infectados, para facilitar a sua identificação. O tratamento actual disponível da leishmaniose não ultrapassa a eficiência de 95% o que não garante a cura do animal. Os animais afectados pela doença devem ser mantidos separados dos animais sãos e os locais onde habitam e pernoitam devem ser desinfectados com insecticidas apropriados que consigam repelir o mosquito vector da doença. 

leishmaniose foto nmº 1 leishmaniose foto nº 2 leishmaniose foto nº 3 leishmaniose foto nº 4 leishmaniose ,não sou descartável, foto nº 4

Esta entrada foi publicada em LEISHMANIOSE com as etiquetas . ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s