O FASCINANTE MUNDO DAS BALEIAS

O FASCINANTE MUNDO  DAS BALEIAS

Baleias - diversas

As baleias que habitam os Oceanos da Terra são seres vivos fascinantes. Entre orca - comparação de tamanhoselas há uma enorme diversidade de tamanhos, de formas e de comportamentos.

BALEIA COMUM 4

A baleia azul é o maior representante da espécie atingindo proporções quase inacreditáveis. Uma baleia azul adulta, do sexo feminino chega a medir de 30  a 32 metros de comprimento e a pesar 190 toneladas. Ela é de facto o maior ser vivo que alguma vez habitou a nosso planeta.  O maior dinossauro de que se tem conhecimento foi o Argentinossauro, que viveu no Mesozoico,[23] e que pesava, segundo estimativas, até 90 tAs baleias-azuis, devido às suas dimensões, são muito difíceis de se pesar. Como é o caso da maioria das grandes baleias capturadas por baleeiros, e as baleias-azuis adultas nunca foram pesadas como um todo. Existe uma certa incerteza quanto à maior baleia-azul já encontrada, pois a maior parte dos dados provém de animais mortos nas águas da Antártida durante a primeira metade do Século XX, tendo sido coletados por caçadores de baleias pouco versados nos métodos científicos de medição de animais. A baleia mais pesada de que se tem registro pesava 190 t. Devido às grandes dimensões das baleias-azuis, muitos de seus órgãos são os maiores do reino animal. Uma língua de baleia-azul pesa algo em torno de 2,7 t.  e, quando completamente expandida, sua boca é capaz de reter até 90 t de alimento e água. Apesar do tamanho de sua boca, as dimensões de sua garganta são tais que uma baleia-azul é incapaz de engolir um objeto maior que uma bola de praia.   Seu coração pesa em torno de 600 kg e é a maior parte de corpo conhecida de todos os animais.   A aorta de uma baleia-azul tem aproximadamente 23 cm de diâmetro.    Durante os primeiros sete meses de vida, uma baleia-azul jovem bebe aproximadamente 400 l de leite por dia. Baleias-azuis jovens crescem muito rapidamente, podendo ganhar peso corporal a uma taxa de até 90 kg a cada 24 horas. Quando nascem, podem pesar até 2 700 kg – o mesmo que hipopótamo adulto.  A cabeça de uma baleia-azul é tão grande que cinquenta pessoas poderiam apoiar-se em sua língua. Um bebê (humano) poderia gatinhar através das principais artérias da baleia-azul e um humano adulto poderia até arrastar-se pela sua aorta. O órgão reprodutor do macho (o pênis), chega a medir 3 metros de comprimento.

Tamanho comparativo de uma baleia azul com um mergulhador

BALEIA AZUL - IMAGEM COMPARATIVA entre tamanhos (baleia-homem)

 

 

 

Esqueleto de uma baleia azul. O osso maior do esqueleto de uma  baleia azul e o seu maxilar inferior

BALEIA AZUL ..esqueleto

 

 

 

 

 

Orifício respiratório duplo de uma baleia-azul

 orificio respiratório de uma baleia azul

 

 

 

 

 

 

 

Baleia azul, observada do ar.

Perfil de Baleia Azul adulta visto do alto

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CORAÇÃO DE UMA BALEIA AZUL - CORTE SECCIONANAL. ...2 CORAÇÃO DE UMA BALEIA AZUL - CORTE SECCIONANAL

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CORTE  SECCIONAL DO  CORAÇÃO  DE UMA BALEIA AZUL.

Algumas características das baleias azuis

 O corpo das baleias-azuis é longo,  feio e pontiagudo e quando comparado ao corpo sólido e reforçado de outras baleias parece um pouco mais alongado.[10] A cabeça é achatada, em formato parecido com um U, com um proeminente espinhaço indo desde o espiráculo até o topo do lábio superior.[10] A parte frontal da boca, onde as lâminas córneas estão localizadas, é espessa; cerca de 300 lâminas, com algo em torno de um metro de comprimento cada, estão ligadas à maxila, percorrendo cerca de meio metro em direção ao interior da boca. Elas possuem algo entre 70 e 118 ranhuras (chamadas de dobras ventrais) ao longo da garganta, paralelas ao comprimento do corpo. Essas dobras ajudam a evacuar a água da boca depois de se alimentar. As nadadeiras tem entre 3 e m de comprimento. Enquanto a face superior é cinza, com uma fina borda branca, a face inferior é completamente branca. Normalmente, a cabeça e as nadadeiras da cauda são completamente cinzas. Suas partes superiores e, em alguns casos, as nadadeiras, são malhadas. Os padrões do malhado variam substancialmente de indivíduo para indivíduo: enquanto alguns apresentam apenas um tom cinza claro e uniforme, sem malhado algum, outros demonstram combinações de tons azuis escuros, cinzas e pretos, todos em uma malha muito densa.[11]

Alimentação

As baleias-azuis alimentam-se quase que exclusivamente de krill, podendo ainda ingerir um pequeno número de copépodes. Devido ao fato de o krill se mover, as baleias-azuis alimentam-se normalmente a profundidades superiores a 100 m durante o dia, vindo a alimentar-se na superfície somente à noite. A duração típica dos mergulhos para alimentação é de 10 minutos, porém períodos de até 20 minutos são também observados. O mergulho mais longo registado foi de 36 minutos.[38] Para se alimentar, as baleias movem-se rapidamente em direcção a grupos de krill, tomando os animais e grandes quantidades de água em sua boca. Na sequência, a água é pressionada para fora com ajuda da bolsa ventral e da língua, passando por suas lâminas córneas. Assim que toda a água é empurrada para fora da boca, o krill remanescente, preso às lâminas córneas, é engolido. As baleias-azuis podem também consumir peixes pequenos, crustáceos e lulas capturadas juntamente com o krill.[39] [40]

KRILL o alimento dos cetáceos 1

Imagem de Krill

 Apesar de serem mamíferos, as baleias não amamentam seus filhotes pelas tetas. O leite da baleia é tão gorduroso que ela o solta na água, de onde o filhote o suga, já que água e gordura não se misturam.

A baleia comum

Fin Whale

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Baleia comum

Imagem comparativa entre a baleia e o homem

 BALEIA AZUL - IMAGEM COMPARATIVA entre tamanhos (baleia-homem)

 

 

A Baleia-Comum é fina e comprida, comunmente atingindo 21 a 22 metros de comprimento. Passa o verão no Ártico.

A baleia-comum (Balaenoptera physalus), também chamada de baleia-fin e rorqual-comum, é um mamífero marinho que pertence à família dos balenopterídeos, da ordem dos cetáceos. É o segundo maior animal existente, depois da baleia-azul[3] , podendo atingir um comprimento de até 27 metros.[3]

Longo e esguio, o corpo da baleia-comum é cinza-amarronzado e sua parte inferior é esbranquiçada. Existem ao menos duas subespécies distintas: a baleia-comum-do-norte, encontrada no Atlântico Norte, e a baleia-comum-antárctica do  Antártico. É encontrada em todos os principais oceanos, das águas polares às tropicais. A espécie está ausente somente nas águas próximas aos blocos de gelo dos pólos norte e sul e áreas relativamente pequenas de águas afastadas do alto mar. A maior densidade populacional da baleia-comum ocorre nas águas frias e temperadas.   Sua alimentação consiste de pequenos cardumes de peixe, lulas e crustáceos

 

Baleia comum 3 aproximaçõ de uma baleia

                                                                                                                                                     

Baleia comum emergindo.

 

Esta baleia é comummente caracterizada por seu grande tamanho e corpo esbelto. A média de tamanho dos machos e fêmeas da espécie é de 19 e 20 metros, respectivamente. Subespécies no hemisfério norte são conhecidas por atingir comprimentos de até 24 metros, e as espécies antárticas, de até 26,8 metros.[3] Ainda não há registros da pesagem de um espécime adulto, mas cálculos sugerem que um adulto de 25 metros pese em torno de 70.000 quilogramas, ou 70 toneladas. A maturidade física completa se atinge entre 25 e 30 anos, embora se saiba que essas baleias costumam viver até os 94 anos de idade.[15] Uma baleia-comum recém-nascida mede aproximadamente 6,5 metros de comprimento e pesa aproximadamente 1.800 quilogramas.[16] O grande tamanho ajuda na identificação do animal, que geralmente é confundido apenas com a baleia-azul, a baleia-sei ou, em águas quentes, com a baleia-de-bryde.

A baleia-comum tem a parte de cima e lados de coloração cinza-amarronzada e a parte inferior esbranquiçada. Ela tem um focinho pontudo, espiráculos emparelhados e um amplo e achatado bico. Dois padrões em forma de V de coloração clara começam atrás dos espiráculos e seguem pelos lados em direção à cauda numa diagonal, inclinada para cima, até a barbatana dorsal, às vezes recurvando-se adiante nas costas.[3] Ela tem uma marca branca na direita da mandíbula inferior, enquanto o lado esquerdo é cinza ou preto[16] Apesar de poder ser ocasionalmente observada em baleias-minke, essa assimetria é universal na baleia-comum e rara entre os cetáceos, constituindo-se uma das chaves para a identificação dessa espécie. Uma hipótese que explica o desenvolvimento desta assimetria é a preferência da baleia em nadar em seu lado direito quando sobe à superfície para se lançar novamente à água, e circular à direita quando se encontra na superfície, acima de uma presa. Porém, geralmente outras baleias circulam à esquerda. Apesar da existência de várias hipóteses, nenhuma é aceita no meio científico para explicar essa assimetria.[17]

A baleia tem uma série de 56 a 100 pregas ou sulcos ao longo da parte inferior do corpo que se  espalham da ponta do queixo ao umbigo, o que permite que a área da garganta se expanda largamente durante a alimentação. Tem uma barbatana dorsal curva e proeminente (60 centímetros) sobre três quartos das costas. As suas barbatanas são pequenas e afiadas, e sua cauda é larga, pontuda, e com entalhes no centro.[3]

Quando a baleia atinge a superfície, a barbatana dorsal é visível logo após o focinho. O focinho é vertical e estreito e pode alcançar 6 metros de comprimento.[16] A baleia sopra de uma a várias vezes, pelos espiráculos, a cada visita à superfície, ficando próxima a esta por aproximadamente um minuto e meio a cada vez. A cauda permanece submergida durante a seqüência na superfície. Ela então mergulha à profundidade de até 250 metros, cada mergulho durando entre 10 e 15 minutos. As baleias-comuns são conhecidas por saltar completamente para fora da água.[16]

Reprodução

O encontro entre machos e fêmeas ocorre em mares e tem cerca de 3 reproduções sexuais por dia, a cada reprodução a baleia solta 2 mil litros de esperma e pelo menos mil litros vazam para o mar, e o período de gestação dura de onze meses a um ano. Um filhote desmama de sua mãe 6 ou 7 meses após o nascimento, quando alcança 11 ou 12 metros de comprimento, e o filhote acompanha a mãe para a área de alimentação de inverno. As fêmeas se reproduzem a cada 2 ou 3 anos, produzindo até 6 fetos, mas nascimentos únicos são mais comuns. As fêmeas alcançam a maturidade sexual entre 3 e 12 anos de idade.[16]

Esta espécie de baleia foi objecto de grande exploração comercial e encontra-se ameaçada de extinção. Calcula-se que possam existir ainda, näo mais de 5 a 6.000 exemplares desta espécie..

A BALEIA DE BRYDE 

 BALEIA DE BRYDE..1

 

 

 

 

 

 

BALEIA DE BRYDE..2

 

 

 

 

 

 

 

                      Os indivíduos desta espécie podem atingir até 15,5m e pesarem até 16 toneladas. Em média apenas um filhote é concebido e a gestação dura em torno de 11 meses. Os filhotes ao nascerem medem em torno de 4m e são amamentados até cerca de seis meses. As poucas informações sobre a espécie, coletadas em diversas partes do mundo, indicam que ela se alimenta primariamente de peixes pequenos como a sardinha, diferentemente de algumas baleias, como a Azul que se alimenta majoritariamente de pequenos camarões, chamados krill. Em média, a Bryde consome cerca de 4% de sua massa corporal por dia, o que corresponde a cerca de 600-660kg de alimento. Em geral, estas baleias não se reúnem em grandes grupos e não fazem grandes migrações latitudinais que atravessam grandes distâncias. Informações sobre a ecologia, o comportamento e aspectos sobre sua genética e história de vida são pouco conhecidos, motivo pelo qual a União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em original no inglês) a considera como “Deficiente em dados”. Dessa forma, aspectos como o tamanho das populações, área de vida, padrões de deslocamento e longevidade, por exemplo, são desconhecidos.

À nascença a cria mede 4 metros e pesa cerca de 650 Kg. Os indivíduos adultos apresentam um peso médio de 12 toneladas. As fêmeas dão à luz uma única cria de dois em dois anos, durando a gestação de 11 a 12 meses. Estima-se que a esperança de vida desta espécie seja de quarenta anos. Alimentam-se principalmente de pequenos peixes gregários, e por vezes de krill.

OBSERVAÇÕES

Esta espécie foi observada pela primeira vez  nos Açores pelo Espaço Talassa em Julho de 2004 A Equipa Espaço Talassa observou e fotografou algumas vezes 2 indivíduos durante este Verão. A presença deste animal nunca foi provada até ao momento nas águas açoreanas. De facto estima-se que a sua população mundial seja de 25 000 indivíduos e a sua distribuição geográfica no Atlântico se situe entre os 40° N e 40° S de latitude. Podem ser facilmente confundidos com a baleia boreal, apesar de nas nossas observações, o seu comportamento ser mais “activo”, saltando frequentemente, a sua velocidade era de cerca de 5 a 6 nós e em especial apresentavam 3 cristas paralelas na cabeça (enquanto que a baleia boreal tem apenas uma). O seu ventre apresentava uma coloração rosa. O  seu sopro é estreito e eleva-se a uma altura de 3 a 4 metros. Respira rapidamente, 3 a 4 vezes de seguida, tendo sido observados mergulhos entre 5 e 15 minutos de duração. Nunca foi observada a sua caudal durante o mergulho.

A baleia-de-Bryde recebeu esse nome em homenagem ao norueguês Johan Bryde que auxiliou na construção da primeira estação de caça à baleia em Durban, África do Sul, por volta de 1908. Em língua inglesa se diz “Bruda”! Isso mesmo! “Bruda”. São preferencialmente costeiras, ocorrendo em águas tropicais, subtropicais e temperadas. Alimentam-se de peixes que formam cardumes, e em alguns locais de plâncton e crustáceos. Elas são reconhecidas por apresentar três quilhas na porção dorsal da cabeça. Chegam a 15m de comprimento quando adultas. No litoral paulista são muito comumente encontradas nas proximidades de ilhas, geralmente à procura de sardinhas e anchovas. Diferentemente de muitas das espécies de baleias, a baleia-de-Bryde não realiza movimentos migratórios latitudinais, ou seja, dos trópicos aos polos e vice-versa.

Baleia de Bryde . sob análiseBaleia de Bryde ... medidas

 

 

 

 Baleia de Bryde apanhando um cardume de sardinhass

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Baleia de bryde capturando um cardume de sardinhas

Baleia-jubarte

A baleia jubarte, também conhecida como baleia-corcunda ou baleia-cantora, é um mamífero marinho que ocorre na maioria dos oceanos. Ela é da ordem dos cetartiodactylos, subordem dos cetáceos e infraordem dos misticetos. Wikipédia

baleia de bossa ou baleia jubarte
baleia Jubarte ou baleia de bossa

baleia de bossa tamanhos comparativos
Nome científico Megaptera novaeangliae
 Peso: 30.000 kg (Adulto)   Expectativa de Vida: 45 – 50 anos                                                                    Estado de Conservação: Pouco preocupante (Aumentando)

A baleia jubarte (nome científico: Megaptera novaeangliae), também conhecida como baleia-corcunda ou baleia-cantora,[2] é um mamífero marinho que ocorre na maioria dos oceanos.[3] Ela é da ordem dos cetartiodactylos, subordem dos cetáceos e infraordem dos misticetos.[4] É uma das maiores espécies rorquais, cujos adultos medem em média 12 a 16 metros e podem pesar de 35 a 40 toneladas.[5] Os machos da espécie medem de 15 a 16 metros; as fêmeas, de 16 a 17,[6] sendo que o maior exemplar já visto possuía 19 metros. Quando salta, elevando seu corpo quase completamente para fora d’água, por alguns segundos ela parece querer vencer a gravidade e alçar vôo. Neste momento, suas longas nadadeiras peitorais, que chegam a medir até 1/3 de seu comprimento total, poderiam ser comparadas às asas de um pássaro. Esta é a origem do nome Megaptera, que em grego antigo significa “grandes asas”, enquanto “novaeangliae” fala do primeiro local onde foi registrada a espécie, Nova Inglaterra. É conhecida por seus comportamentos aéreos e outros mais realizados na superfície, o que as torna popular no turismo de observação de baleias. Machos produzem cantos complexos que duram de 10 a 20 minutos com a finalidade de atrair as fêmeas para acasalar.

As Baleias jubarte migram mais de 25 mil quilômetros a cada ano das áreas de alimentação para as de reprodução. Elas só se alimentam no verão em águas polares e migram para os trópicos e sub trópicos para acasalar e ter seus filhotes no inverno e primavera. Sua dieta consiste de krill e peixes pequenos. As Jubartes têm um vasto repertório de estratégias de pesca, incluindo a técnica de redes de bolhas.

Como as outras grandes baleias, essa espécie foi ameaçada pela caça industrial. Elas foram caçadas até a beira da extinção quando as populações foram reduzidas a 90% antes da moratória de 1966. As estimativas do número de indivíduos é em cerca de 80 mil exemplares. Mesmo com o fim da caça comercial, as baleias ainda sofrem com várias ameaças: emalhamento em redes de pesca, colisão com embarcações e poluições.

A baleia-jubarte pode ser vista em todos os oceanos, entre as latitudes 60ºS até 65ºN. É uma espécie migratória, que passa os verões nas águas frias em áreas temperadas e polares e que se reproduz em climas tropicais ou subtropicais. Percorrem distâncias de mais de 25.000 km ao ano, sendo recordistas entre os mamíferos. Como exceção, as populações do Golfo Pérsico não são migratórias e permanecem em suas águas quentes o ano todo. Não há jubartes no Mar Báltico, nem no Oceano Ártico, nem na parte mais oriental do Mediterrâneo.[16]

 Esta baleia é observada em áreas costeiras e da plataforma continental ao longo de sua distribuição mundial, atravessando frequentemente regiões profundas durante a sua migração anual.[17] No Hemisfério Sul, geralmente, alimentam-se na Antártica, em águas ao redor das Ilhas Geórgia do Sul e Sanduíche do Sul, no verão e outono.[18] E, no inverno e primavera, migram para as áreas de acasalamento e nascimento de filhotes em regiões tropicais e subtropicais, geralmente associadas a ilhas, sistemas coralinos ou costas continentais.

A população de jubartes parece se reconstituir mais facilmente que a de outras espécies de grandes baleias. A população passou de um mínimo de 20 mil exemplares na moratória de 1966 a mais de 35 mil na atualidade. Para comparar, a baleia-azul permaneceu com seus três mil exemplares em todo esse período. Estima-se que a população de jubartes se compõe de 11.600 indivíduos no Oceano Atlântico norte, 7.000 no Oceano Pacífico norte e pelo menos 17.000 exemplares no hemisfério sul.[

Assim como os demais membros de sua espécie, a baleia possui entre 16 e 20 sulcos ventrais, que são na realidade pregas paralelas que vão da mandíbula até o umbigo e que permitem uma maior abertura da boca.[carece de fontes?]

As barbas características da subordem são produções córneas que filtram a água, retendo o alimento. A jubarte conta entre 270 e 400 barbas de cor escura, dispostas a cada lado da boca.

As fêmeas possuem um lóbulo de 15 centímetros de diâmetro na região genital que permite diferenciar os sexos, já que o pênis dos machos está geralmente escondido na ranhura genital. As baleias parem normalmente a cada dois ou três anos. A gestação dura onze meses. É raro, mas certas fêmeas podem dar à luz dois anos seguidos.

O filhote mede ao nascimento de quatro a quatro metros e meio e pesa aproximadamente 700 quilogramas. É amamentado por sua mãe durante um ano, sendo sua única fonte alimentícia durante os seis primeiros meses. Os seis meses seguintes alternam com o alimento que são capazes de capturar eles mesmos. Os filhotes abandonam suas mães ao início de seu segundo ano, quando alcançam aproximadamente os nove metros de comprimento.

Os jovens alcançam a maturidade sexual aos cinco anos. Vivem, geralmente, de 40 a 50 anos.

Salto da bleia de bossa

 

Salto de uma baleia de bossa

Além de suas acrobacias aquáticas, as jubartes são conhecidas por seus longos e complexos cantos musicais. Emitem, durante horas (ou até dias), padrões de notas graves que variam de amplitude e freqüência, repetindo seqüências de forma coerente e organizada. As baleias somente cantam durante o período de acasalamento, por isso supõe-se que as canções tenham por finalidade atrair parceiros.

Um fato interessante é que a canção, própria de cada baleia, evolui lentamente durante sua vida e nunca volta a uma seqüência de notas já cantada, mesmo anos depois.

Alimentação

Um grupo de 15 baleias caçando pelo método de rede de borbulhas de ar perto de Juneau, no Alasca.

A espécie alimenta-se exclusivamente durante o verão e vive de suas reservas de gordura durante o inverno. É um predador ativo que caça krill, copépodes e peixes em cardumes, como o arenque (Clupea harengus), o salmão, o carapau (Scomber scombrus), o escamudo (Pollachius virens), a arinca (Melanogrammus aeglefinus), no Atlântico Norte[29] [30] [31] , seja atacando-os diretamente ou golpeando a água com suas nadadeiras para atordoá-los previamente.

A baleia-jubarte tem o mais diversificado repertório de métodos alimentícios de todas as baleias.[32] Sem dúvida a técnica de pesca mais original da jubarte é a de borbulhas de ar. Esta técnica foi desenvolvida por cerca de 250 indivíduos apenas. Várias baleias formam um grupo que cerca o cardume por baixo e expulsam o ar de seus pulmões, formando uma rede de bolhas que vão forçando o cardume a se concentrar e subir para a superfície. Esta cortina de bolhas serve também para esconder visualmente as baleias até o ataque final, quando estas sobem com a boca aberta, tragando milhares de peixes de uma única vez.

O diâmetro da rede das borbulhas de ar pode alcançar 30 metros e precisar da colaboração de 12 indivíduos. Algumas baleias assumem a tarefa de criar as bolhas, ao emitir sons, expulsando o ar através de seus espiráculos, e outras mergulham mais em direção ao fundo para forçar os peixes na direção da superfície. É possivelmente o exemplo mais espetacular de colaboração entre mamíferos marinhos.

As jubartes podem ser atacadas pelas orcas. Esses ataques geralmente não resultam em algo mais sério que escoriações ou cicatrizes, embora seja provável que os filhotes possam vez ou outra serem mortos.

A estratégia de pesca da baleia-corcunda inspirou biólogos portugueses a desenvolver métodos de pesca que substituam a rede de pesca, com todos os problemas e consequências que isso provoca, por bolhas de ar.

O CACHALOTE

baleiass Cachalote_corpo inteiro na cor natural

 

 

 

 

 

 

O cachalote ou cacharréu, é o maior dos cetáceos com dentes bem como o maior animal com dentes actualmente existente. Mede atè 15 metros de comprimento. Dados extraídos da Wikipédia

Nome científico: Physeter macrocephalus
Peso: 15.000 kg (Adulto)
Expectativa de Vida: 70 anos   

Este cetáceo tem, como característica distintiva, o facto de possuir, na cabeça, uma substância cerosa de cor leitosa: o espermacete. A enorme cabeça e a forma distintiva do cachalote, bem como o seu papel na obra Moby Dick de Herman Melville, levaram muitos a descreverem o cachalote como o arquétipo de “baleia” por excelência, mesmo que ele não possa ser considerado uma baleia. O cachalote foi caçado nas águas dos arquipélagos portugueses da Madeira e dos Açores.

Anatomia –  O cachalote é excepcional pela sua grande cabeça, sobretudo nos machos, correspondendo tipicamente a um terço do comprimento total do animal. Contrastando com a pele suave da maioria dos restantes cetáceos, a pele do dorso do cachalote apresenta geralmente protuberâncias.[11] Apesar da sua cor uniformemente cinzenta, podem parecer castanhos à luz solar e há registos de cachalotes albinos brancos.[12] O cérebro do cachalote é o maior e mais pesado de entre os cérebros de todos os animais (modernos ou extintos) conhecidos, pesando em média aproximadamente 7 kg num macho adulto.

Baleias - o cachalote

 Cachalote nadando submerso. De notar o grande tamanho da sua cabeça em relação com o corpo.

O cachalote é excepcional pela sua grande cabeça, sobretudo nos machos, correspondendo tipicamente a um terço do comprimento total do animal. Contrastando com a pele suave da maioria dos restantes cetáceos, a pele do dorso do cachalote apresenta geralmente protuberâncias. Apesar da sua cor uniformemente cinzenta, podem parecer castanhos à luz solar e há registos de cachalotes albinos brancos. O cérebro do cachalote é o maior e mais pesado de entre os cérebros de todos os animais (modernos ou extintos) conhecidos, pesando em média aproximadamente 7 kg num macho adulto.

Os cachalotes encontram-se entre os cetáceos mais sexualmente dimórficos (isto é, machos e fêmeas são bastante diferentes). Os machos são tipicamente 30% a 50% mais compridos (14 a 18 metros) do que as fêmeas (12 a 14 metros) e são cerca de duas vezes mais pesados (50 000 kg versus 25 000 kg das fêmeas). No momento do nascimento tanto machos como fêmeas têm cerca de 4 metros de comprimento e um peso aproximado de 1 000 kg.

Em consequência da intensidade da caça a que foram sujeitos ao longo de muitos anos, o tamanho dos cachalotes diminuiu significativamente, sobretudo porque os machos maiores foram mortos primeiro e de modo mais intenso, pois tinham mais espermacete (o óleo de espermacete era bastante valioso nos séculos XVIII. Num museu de Nantucket, Rhode Island, existe uma mandíbula de um cachalote com 5,5 metros de comprimento. A mandíbula constitui cerca de 20 a 25% de comprimento total do cachalote. Assim, a baleia a que pertencia esta mandíbula pode ter medido 28 metros de comprimento, pesando cerca de 150 toneladas. Uma outra evidência do maior tamanho dos machos de cachalote no passado encontra-se no museu de New Bedford, Massachusetts. Trata-se de uma outra mandíbula de um cachalote macho com 5,2 metros.metros de comprimento, que corresponderia a um animal de cerca de 25,6 metros de comprimento e um peso próximo das 125 toneladas. Além destas duas evidências, livros de registos encontrados naqueles dois museus estão cheios de referências a machos que tinham, considerando a quantidade de óleo deles obtida, aproximadamente o mesmo tamanho que os dois exemplares antes descritos. Actualmente os cachalotes geralmente não excedem os 18 metros de comprimento e as 52 toneladas de peso. Os maiores cachalotes observados actualmente são de tamanho comparável ao da baleia-comum (e menores que a baleia azul), o que torna o cachalote a segunda ou terceira maior espécie animal viva. 

Existem outras hipóteses sobre possíveis funções do espermacete: uma delas e na qual se inspira a obra de Melville,[13] é a possibilidade de o órgão de espermacete ter evoluído como um tipo de aríete[14] para ser usado em lutas entre machos rivais. Esta hipótese é consistente com os afundamentos dos navios estado-unidenses Essex (1820) e Ann Alexander (1851)[13] devido a ataques de cachalotes com peso estimado em cerca de uma quinta parte do peso dos navios. Para além de funcionar como aríete, o órgão do espermacete também tem de funcionar como amortecedor.

Outra possibilidade é a de que o órgão do espermacete é utilizado como auxiliar na ecolocalização. A forma do órgão poderá focar ou alargar o feixe de som emitido em qualquer momento, utilizando-o, inclusive, como resposta acústica a comportamentos de selecção sexual.

O espermacete era muito procurado pelos baleeiros durante os séculos XVIII, XIX e XX. Esta substância possui várias aplicações comerciais em óleos para relógios, fluidos de transmissão, lubrificantes de lentes fotográficas e instrumentos delicados usados em grandes altitudes, cosméticos, velas, aditivos em óleos de motor, glicerina, compostos antiferrugem, detergentes, fibras químicas, vitaminas e mais de 70 compostos farmacêuticos.

O âmbar cinza é uma concreção muito odorífera que se encontra no intestino de cerca de 5% dos indivíduos desta espécie, em quantidades que geralmente não ultrapassam os 10 kg.[4] Coloca-se a hipótese de os bicos afiados dos cefalópodes ingeridos e alojados no intestino do cachalote poderem levar à produção do âmbar cinza, de modo análogo à formação das pérolas. É uma substância muito apreciada como espasmolítico e fixador de perfumes.[4]

Organização social – O cachalote é uma espécie extremamente social. As fêmeas adultas formam grupos sociais, com juvenis e crias, distribuídos pelas águas tropicais e subtropicais. Os machos abandonam a sua família de origem cerca dos seis anos de idade, deslocando-se para latitudes mais altas, onde crescem geralmente em associação com outros machos imaturos. Quando se tornam sexualmente activos, cerca dos 25 anos de idade, abandonam os seus grupos de solteiros e tornam-se solitários. Ao atingirem a maturidade física, cerca dos 30 anos, migram periodicamente para as águas tropicais em busca de fêmeas.[19]

Os grupos sociais dedicam grande parte do seu tempo aos longos mergulhos em busca de alimento, os quais parecem ser sincronizados e coordenados. As crias que não podem mergulhar, são deixadas sozinhas à superfície ou na companhia da mãe ou de uma ama – uma outra fêmea do grupo.

Predadores

Além dos seres humanos, apenas outro predador ataca os cachalotes: a orca. Grandes grupos de orcas atacam frequentemente grupos de cachalotes fêmea, com as crias, tentando geralmente isolar as últimas com intenção de as capturar. As fêmeas conseguem, grande parte das vezes, repelir estes ataques formando um círculo em redor das crias e batendo as barbatanas caudais, de forma a evitar a entrada de qualquer orca na formação. Se o grupo de orcas for muito grande, até as fêmeas adultas podem ser mortas. Os grandes cachalotes macho não têm predadores.

Alimentação – Os cachalotes alimentam-se de várias espécies, em particular lula-gigante, Lulas, polvo e vários peixes como raias e tubarões, mas principalmente de lulas de tamanho médio. Praticamente tudo o que se sabe sobre as lulas que vivem a grande profundidade foi descoberto a partir de exemplares encontrados nos estômagos de cachalotes capturados.

Baleias - o cachalote em luta com uma lula gigante. 2

 

 

 

 

 Cachalote em luta com uma lula gigante.                                                                                                                                                                                                                                             

Baleias - o cachalote em luta com uma lula gigante

 

 

 

 

Cachalote em luta com lula gigante
                                                                                

Baleias - o cachalote imagem comparativa

 

 

Imagem comparativa entre o homem e o cachalote adulto

Baleias - o cachalote mostrando o seu esqueleto

 

 

 

Corte mostrando o esqueleto de um cachalote e a sua posição no corpo do animal.

BELUGA – BALEIA BRANCA

BELUGA..2

 

 

 

 

 

A beluga ou baleia-branca é um mamífero cetáceo da família Monodontidae. O seu parente mais próximo, no grupo dos cetáceos é o narval. A baleia branca habita as águas frias em torno do círculo polar ártico. Wikipédia

Peso: 1.400 kg (Adulto)

Expectativa de Vida: 35 – 50 anos

Estado de Conservação: Quase ameaçada

A baleia-branca é um animal que anda em bandos de 30 a 100 animais, que mede até 5 metros de comprimento e pesa até 1,5 toneladas. Tem entre 8 a 10 dentes em cada maxilar.

Esse belo exemplar de animal é capaz de conviver com humanos e mesmo assimilar seus hábitos se adoptado ainda filhote.

Vivem entre 25 a 30 anos e as fêmeas têm no máximo cerca de oito filhotes durante a sua vida. As baleias brancas possuem dimorfismo sexual. Os machos possuem um corpo mais alongado do que o das fêmeas. As fêmeas pesam de 1,4 toneladas a 1,6 toneladas já os machos pesam de 1,7 toneladas a até 1,9 toneladas. Esses animais são bastante inteligentes, sendo capazes de se comunicar entre si através de sons agudos ou por sinais. Apesar de serem chamados de baleias, pertencem à família dos golfinhos. As baleias beluga são animais sociais que vivem em grupo de 30 a 100 indivíduos. Elas caçam as suas presas em grupo e geralmente são bem sucedidas, tendo um percentual de acerto de 76,4%, ou seja, quase sempre conseguindo obter o seu alimento. As baleias beluga não possuem nadadeira dorsal. São capazes de atingir velocidades de 55 km/h e podem mergulhar a profundidades de 425 m. As baleias beluga usam a ecoacolização para encontrar os seus alimentos ou para vagarem pelo oceano sem se perder. Esses animais vivem nas águas geladas do Oceano Ártico. Atualmente existem cerca de 150.193 baleias beluga vagando pelos oceanos, número este que chegava à casa dos milhões anteriormente. Muitas delas foram caçadas por causa de sua carne e de gordura para fazer óleo. Essa matança fez com que a população de baleias caísse de 1,5 milhão para 153.000 indivíduos. Por causa disso proibiu-se a caça de baleias beluga. Entretanto, ainda é permitido a povos do Ártico caçar essas baleias, com base na tradição de pertencerem a grupos de povos antigos. Devido a isso, ainda há muita matança de baleias beluga no Ártico, o que ainda pode colocar a espécie em risco de extinção.                                                                                                

BELUGA 3 ... COMPARAÇÃO

 

 

 

 

 

 

Curiosidade.. Em um estudo realizado por um grupo de cientistas americanos na Fundação Nacional de Mamíferos Marítimos em San Diego, na Califórnia, descobriu-se que as baleias brancas ou belugas são capazes de imitar a voz humana. Esses mamíferos possuem grande inteligência. Durante a experiência, as belugas foram capazes de imitar a voz dos seres humanos sem mesmo terem sido ensinadas a falar a sua língua. Além de inteligentes, são muito brincalhonas, e, na natureza, brincam com restos de animais mortos (presas etc.). Já houve um caso de belugas terem salvo a vida de uma mergulhadora que estava a afogar-se devido a problemas técnicos com o seu tubo de oxigénio, ao pegá-la pela boca e ao levá-la à superfície. Isso mostra que as belugas demostram emoção não só com elas como também com outros seres que estão à sua volta.

Características: as belugas medem cerca de 5 m de comprimento. Porém, como ocorre um dimorfismo sexual, os machos tendem a ser maiores do que as fêmeas, atingindo entre 5,7 m e 6 m e pesando entre 1,7 e 2 toneladas. Já as fêmeas são menores que os machos, medindo de 4,5m a 5,6m e pesando somente de 1,3 a 1, 5 tonelada. Esses animais possuem pelagem totalmente branca, porém, quando filhotes, nascem com uma pele negra que vai se embranquecendo à medida que o animal cresce. As belugas possuem uma espessa camada de gordura que as protege das águas geladas do Oceano Ártico. Elas possuem pele áspera e não possuem nenhum pelo. As belugas não possuem nadadeira dorsal. Possuem uma fileira de 55 dentes utilizados em sua alimentação para capturar lulas, peixes e crustáceos. São caçadores oportunistas, e comem uma grande variedade de peixes, lulas, crustáceos e polvos.

ORCAS

A Orca é o membro da família dos golfinhos de maior porte e é um superpredador versátil, que inclui na sua dieta presas como peixes, moluscos, aves, tartarugas, focas, tubarões e animais de tamanho .

ORCA 1

orca 2

 

 

  Nome científico: Orcinus orca                                                                                                                        Período de Gestação: 15 meses                                                                                                                      Nível Trófico: Carnívoro                                                                                                                                 Classificação superior: Orcinus                                                                                                                      Classificação: Espécie                                                                                                    Expectativa de Vida: Feminino: 29 anos (em cativeiro), Macho: 17 anos (em cativeiro)          Peso: Macho: 3.600 kg (Adulto), Feminino: 1.400 kg (Adulto)

orca - comparação de tamanhos

 

 

 

 

 

              É o segundo mamífero de maior área de distribuição geográfica – logo a seguir ao homem – é encontrada em todos os oceanos e pode chegar a pesar nove toneladas.

Têm uma vida social complexa, baseada na formação e manutenção de grupos familiares extensos. Comunicam-se através de sons e costumam viajar em formações que assomam ocasionalmente à superfície. A primeira descrição da espécie foi feita por Plínio, o Velho o qual já a descrevia como um monstro marítimo.    

ORCAS grupo nadando

 

 

 

 

 

 

 

Grupo de orcas  nadando à superfície

O nome orca foi dado a estes animais pelos antigos romanos do nome “Orcus”, que significa inferno ou deus da morte, e o nome do seu género biológico – “Orcinus” – significa “do reino da morte” (ver Orco). A partir da década de 60, quando ganharam popularidade entre os espectadores de oceanários, o termo neutro “orca” foi mais utilizado do que “baleia assassina”, o qual conota um comportamento incompatível com objetivo desses parques.

Características físicas

Estes animais caracterizam-se por terem o dorso negro e a zona ventral branca. Têm ainda manchas brancas na parte lateral posterior do corpo, bem como acima e detrás dos olhos. Com um corpo pesado e entroncado, têm a maior barbatana dorsal do Reino animal, que pode medir até 1,8 metros de altura (maior e mais erecta nos machos que nas fêmeas). Os machos podem medir de 9,8 até 10 metros de comprimento e pesar até 9.000 – 10.000 Kg (9 – 10 toneladas); as fêmeas são menores, chegando aos 8,5 metros e 6.500 – 7.500 Kg (entre 6 e 8 toneladas), respectivamente. As crias nascem com cerca de 180 kg e medem cerca de 2,4 metros de comprimento.

As orcas macho de maiores dimensões têm um aspecto distinto que não dá margem para confusões ao serem identificados. Contudo, vistas à distância em águas temperadas, as fêmeas e as crias podem confundir-se com outras espécies

Distribuição geográfica

 Distribuição geográfica da espécie.        (mancha a azul).

A orca é o segundo mamífero com maior área de distribuição geográfica no planeta, logo a seguir ao ser humano. Encontram-se em todos os oceanos e na maior parte dos mares, incluindo (o que é raro, para os cetáceos) o mar Mediterrâneo e o mar da Arábia. As águas mais frias das regiões temperadas e das regiões polares são, contudo, preferidas. Ainda que se encontrem por vezes em águas profundas, as áreas costeiras são geralmente preferidas aos ambientes pelágicos.

Existem populações de orcas particularmente concentradas na zona nordeste da Bacia do Pacífico, onde o Canadá faz curva com o Alasca, ao longo da costa da Islândia e na costa setentrional da Noruega. São frequentemente avistadas nas águas antárcticas, acima do limite das calotas polares. De facto, crê-se que se aventuram abaixo da calota de gelo, sobrevivendo apenas com o ar presente em bolsas de ar situadas abaixo do gelo, tal como faz a beluga. No Ártico, contudo, a espécie é raramente avistada no inverno, não se aproximando da calota polar, visitando estas águas apenas no verão.

A informação sobre outras regiões é escassa. Não existe uma estimativa para a população global total. Estimativas locais indicam cerca de 70 a 80 000 na Antárctida; 8 000 no Pacífico tropical (ainda que as águas tropicais não sejam o ambiente preferido destes animais, a grande dimensão desta área oceânica – 19 milhões de quilômetros quadrados – significa que poderão aí viver milhares de orcas); cerca de 2 000 junto ao Japão; 1 500 nas águas mais frias do nordeste do Pacífico e 1 500 junto à Noruega. Se juntarmos os dados de estimativas menos precisas sobre áreas menos investigadas, a população total poderá ascender aos 100 000.

Alimentação

Crânio de uma orca onde se pode observar a sua dentição, adaptada a um regime alimentar essencialmente carnívoro.  As orcas utilizam na sua alimentação uma grande diversidade de presas diferentes. Populações específicas têm tendência a especializar-se em presas específicas, mesmo com o prejuízo de ignorarem outras presas em potencial.Por exemplo,algumas populações do mar da Noruega e da Groenlândia são especializadas no arenque, seguindo as rotas migratórias deste peixe até à costa norueguesa, em cada outono. Outras populações preferem caçar focas.A orca sendo da família dos golfinhos é o único cetáceo que caça regularmente outros cetáceos. Há registos de vinte e duas espécies de cetáceos caçadas por orcas, seja pelo exame do conteúdo do estômago, seja pela observação das cicatrizes no corpo de outros cetáceos ou, simplesmente, pela observação do seu comportamento alimentar. Grupos de orcas chegaram mesmo a atacar baleias comuns,baleias-de-minke, baleias-cinzentas ou, mesmo, jovens baleias- azuis. Neste último caso, os grupos de orcas perseguem a cria de baleia azul,em conjunto com a sua mãe, até ao esgotamento de ambas Por vezes conseguem separar o par. De seguida, rodeiam a jovem baleia, impedindo-a de subir à superfície onde esta precisa de tomar ar para respirar. Assim que a cria morre afogada,as orcas podem alimentar-se sem problemas.Há também um caso registado de provável canibalismo. Um estudo levado a cabo por V. Shevchenko nas áreas temperadas do Sul do Pacífico em 1975 registou a existência de restos de outras orcas no estômago de dois machos.Das 30 orcas capturadas e examinadas nesta pesquisa, 11 tinham o estômago completamente vazio. Uma percentagem invulgarmente alta que indicia que o canibalismo foi forçado, devido à falta extrema de alimento.Mais frequentemente, contudo, as orcas predam cerca de 30 espécies diferentes de peixes, nomeadamente o salmão(incluindo salmão-real e salmão-prateado), arenques e atum. O tubarão-frade, o tubarão-galha-branca-oceânico e, com apenas um caso documentado,um jovem tubarão-branco, são também caçados pelos seus fígados altamente nutritivos, acreditando-se também que são caçados no sentido de eliminar ao máximo a competição. Outros mamíferos marinhos, incluindo várias espécies de focas e leões marinhos são também procurados pelas populações que vivem nas regiões polares. Morsas ou lontras marinhas são também caçadas, mas menos frequentemente. A sua dieta inclui ainda sete espécies de aves, incluindo todas as espécies de pinguins ou aves marinhas, como os corvos-marinhos. Alimentam-se também de cefalópodes, como o polvo ou lulas

Shamu, uma orca de cativeiro exibindo seus dentes.

As orcas são muito inventivas, e de uma crueldade brincalhona impressionante nas suas matanças. Por vezes, atiram focas umas contra as outras, pelo ar, de modo a atordoá-las e matá-las. Enquanto que os salmões são, geralmente, caçados por uma orca isolada ou por pequenos grupos, os arenque são muitas vezes apanhados pela técnica da captura em carrossel: as orcas forçam os arenques a concentrarem-se numa bola apertada, cercando-os e assustando-os soltando bolhas de ar ou encandeando-os com o seu ventre branco. As orcas batem, então, com os lobos da cauda sobre o grupo arrebanhado, atordoando ou matando cerca de 10 a 15 arenques com cada pancada. A captura em carrossel só foi documentada na população masculina de orcas de Tysfjord (Noruega) e no caso de algumas espécies oceânicas de golfinhos.

Os leões marinhos são mortos por golpes de cabeça ou pancadas com os lobos da cauda. Esse tipo de ataque deve-se, principalmente, ao fato de a mordedura das orcas não possuir característica de impacto suficiente para provocar a morte da presa sem causar ferimentos e/ou danos ao animal. Apesar da presença de dentes, estes não são suficientemente grandes para causar a morte da presa.

Outras técnicas mais especializadas são utilizadas por várias populações no mundo. Na Patagónia, as orcas alimentam-se de leões marinhos do sul e crias de elefantes marinhos, forçando as presas a dar à costa, mesmo correndo o risco de elas mesmas ficarem, temporariamente, em terra. As orcas observam o que se passa à superfície, através de um comportamento designado de spyhopping, que lhes permite localizar focas a descansar sobre massas de gelo flutuante. A técnica consiste em criar uma onda que obrigue o animal a cair à água, onde outra orca o espera, para o matar.

Em média, uma orca come cerca de 220 kg de comida por dia. Com uma tal variedade de presas e sem outros predadores que não o homem, é um animal bem no topo na cadeia alimentar.

O NARVAL

NARVAL ...1

NARVAL ...3 tamanhos comparadosNARVAL .... Distribuiçao no mundo

O narval é uma baleia dentada de tamanho médio e o animal com os maiores caninos. Vive durante todo o ano no Ártico.                                                                                                   Nome científico: Monodon monoceros                                                                                         Estado de Conservação: Quase ameaçada                                                                     Classificação superior: Monodon                                                                                                  Peso: 940 kg (Adulto)   Gestação 14 meses                                                                                         Nível Trófico: Carnívoro

È uma baleia dentada de tamanho médio e o animal com os maiores caninos. Vive durante todo o ano no Ártico. É uma das duas espécies vivas de baleias da família Monodontidae, junto com a baleia beluga, os machos narval são distinguidos por uma, e reta, presa longa helicoidal, na verdade, um canino superior esquerdo alongado. Encontrada principalmente no ártico canadense e águas da Gronelândia, raramente ao sul de 65° N de latitude, os narval são predadores do ártico excepcionalmente especializados. No inverno, alimentam-se de presas bentônicas, principalmente peixes chatos, em profundidades de até 1500 m sob densos blocos de gelo. Os Narvais foram caçados por mais de mil anos pelos povos Inuítes no norte do Canadá e da Groenlândia devido a carne e marfim, e uma caça de subsistência regulamentada continua até hoje. Enquanto as populações parecem estáveis​​, a narval é particularmente vulnerável ​​às alterações climáticas, devido a uma distribuição geográfica restrita e dieta especializada.

São baleias de médio porte, sendo em torno do mesmo tamanho que uma baleia beluga. O comprimento total, em ambos os sexos, com excepção da “presa” do macho, podem variar entre 3,95-5,5 m.[7] Os machos, em um comprimento médio de 4,1 m, são um pouco maiores do que as fêmeas, em uma média de 3,5 m. O peso típico do adulto pode variar de 800 a 1.600 kg. Os machos atingem a maturidade sexual entre 11 e 13 anos de idade, quando eles possuem aproximadamente 3,9 m de comprimento, e as fêmeas atingem a maturidade entre 5 e 8 anos, quando elas possuem 3,4 m de comprimento. A pigmentação do narval é um padrão tingido, com manchas castanho-escuras sobre um fundo branco. Elas são mais escuras quando nascem e a cor se torna mais branca com a idade, com manchas brancas em desenvolvimento no umbigo e fenda genital na maturidade sexual. Os machos idosos podem ser quase puramente brancos. Narval não têm uma barbatana dorsal, possivelmente uma adaptação evolutiva para nadar facilmente sob o gelo. Além disso, as vértebras do pescoço do narval não são fundidas em conjunto, mas são articuladas, como as de mamíferos terrestres. Ambas as características são compartilhadas pela baleia beluga (Delphinapterus leucas), um companheiro habitante dos mares árticos gelados.

A característica mais notável do narval macho é sua única presa extremamente longa, um dente canino[9] que se projeta a partir do lado esquerdo da mandíbula superior, por meio do lábio e forma uma hélice com a pata esquerda. A presa cresce ao longo da vida atingindo comprimentos de 1,5-3,1 m. Apesar de sua aparência formidável, a presa é oca e pesa apenas cerca de 10 kg. Cerca de um em 500 machos tem duas presas, o que ocorre quando o canino direito, normalmente menor e não tanto em linha reta, também cresce através do lábio. 10 kg. Cerca de um em 500 machos tem duas presas, o que ocorre quando o canino direito, normalmente menor e não tanto em linha recta, também cresce através do lábio. Às vezes podem crescer presas nas fêmeas, embora as evidências sobre a frequência sejam um pouco conflitantes. Tem sido afirmado que apenas cerca de 15 por cento das delas têm uma presa e que “quando ocasionalmente cresce uma presa na fêmea, ela tende a ser muito menor do que a presa do macho, com uma espiral menos nítida.” Em outros lugares, foi afirmado que “na maioria do sexo feminino os dentes nunca irrompem a gengiva” e há”narvais fêmeas que têm uma presa mais curta e reta”, mas com nenhum comentário sobre a frequência da ocorrência.As fêmeas podem produzir uma segunda presa, mas só há um único caso registrado de uma fêmea com presas duplas.

Distrtibuição :  O narval é encontrado predominantemente nas regiões do Atlântico e Oceano Ártico russo. Estes são comumente registrados na parte norte da baía de Hudson, Estreito de Hudson, e Baía de Baffin; na costa leste da Groenlândia; e em uma faixa que vai do leste do extremo norte da Groenlândia e volta para o leste da Rússia (170° Leste). Terras nesta faixa incluem Svalbard, a Terra de Francisco José e Severnaya Zemlya.[3] Avistamentos no extremo norte de narvais tem ocorrido ao norte de Francisco José, por volta de 85° de latitude norte.[3] A maioria das narvais do mundo estão concentradas nas fiordes e enseadas do norte do Canadá e da Groenlândia ocidental.

Comportamento e dieta

Narvais tem uma dieta relativamente restrita e especializada. Suas presas são predominantemente compostas de alabotes da Gronelândia, polar e bacalhaus do Ártico, chocos, camarão e lula armhook. Itens adicionais encontrados nos estômagos incluíram o peixe lobo, capelim, ovos de rajidae e, às vezes rochas, ingerido acidentalmente quando baleias se alimentam perto do fundo.[7] [18] [19] Devido à falta de dentição bem desenvolvida na boca, acredita-se que narvais se alimentam nadando em direção a presa até que esteja dentro do alcance e, em seguida, a sugando com uma força considerável na boca. Pensa-se que as baleias de bico, que possuem dentição similarmente reduzida, também sugam suas presas.[20]

Narvais são uma espécie migratória. Quando a primavera chega, estas lideres abrem os canais e os narvais retornam às baías costeiras. Exibem migrações sazonais, com uma alta fidelidade de retorno à preferenciais, motivos veraneio sem gelo, geralmente em águas rasas. Nos meses de Verão, eles se movem mais perto das costas. No inverno, eles se movem para águas mais profundas no mar, sob gelo grosso, surgindo em fissuras estreitas no gelo do mar, ou chumbo.[19] Narvais do Canadá e oeste da Gronelândia invernam regularmente no bloco de gelo do Estreito de Davis e Baía de Baffin ao longo do talude continental, com menos de 5% de água aberta e altas densidades de alabotes da Gronelândia.[21] Nas descrições a alimentação no inverno a uma parcela muito maior de consumo de energia narval do que no verão[19] [21] e, como predadores marinhos, eles são únicos em sua exploração bem sucedida de ecossistemas árticos de águas profundas.

A mais notável de suas adaptações é a capacidade de realizar mergulhos profundos. Quando em seus locais de invernada, narvais fazem alguns dos mergulhos mais profundos já registrados para um mamífero marinho, mergulhando, pelo menos, 800 metros acima de 15 vezes por dia, com muitos mergulhos que alcançam 1.500 metros. Mergulhos para essas profundidades giram em torno de 25 minutos, incluindo o tempo gasto na parte inferior e o baixo de trânsito e de volta a partir da superfície.[22] Nas regiões veraneias mais rasas, narvais mergulham a profundidades entre 30 e 300 metros.

 

Presas de narvais.

Narvais normalmente se reúnem em grupos de cinco a dez membros, às vezes até 20 fora do verão. Os grupos podem ser “viveiros” com apenas fêmeas e jovens ou pode conter apenas os juvenis pós-dispersão ou adultos do sexo masculino (“touros”), embora possam haver grupos mistos em qualquer época do ano.No verão, vários grupos se juntam, formando agregados maiores. Tais agregados podem conter de 500 a mais de 1000 indivíduos. No verão, vários grupos se juntam, formando agregados maiores. Tais agregados podem conter de 500 a mais de 1000 indivíduos. Às vezes, touros narvais esfregam suas presas juntas em uma atividade chamada “tusking”. Pensa-se que este comportamento é para manter as hierarquias de dominância social ou a manutenção da presa como um órgão sensorial sensível.

Narvais evoluíram sistemas complexos e sofisticados que usam o som para investigar seu ambiente e para encontrar comida. O narval pode criar “cliques”, “apitos” e “batidas”, provavelmente por meio do controle de ar entre as câmaras perto da bolha, como é conhecido por ser feito em outras espécies de odontocetos. Estes sons podem então serem refletidos a frente inclinada do crânio, ou então ser ainda mais focalizados pelo melão, o espaço em volta da cabeça preenchido com uma mistura de óleos de banha, e pode ser alterado de forma sob controle muscular. “Click trains” são são usados ​​por baleias dentadas para ecolocalização de presas, e para a detecção de obstáculos a distâncias curtas. Tem sido sugerido que os “estrondos” individuais poderiam ser forte o suficiente para desorientar ou incapacitar a presa, fazendo com que ela fosse mais fácil de se pegar, mas essa ideia não foi verificada. Apitos raramente são ouvidas. Alardeando e rangendo sons de porta também podem ser utilizados para a comunicação entre narvais.

As fêmeas começam tendo filhotes com seis a oito anos de idade. Narvais adultos se acasalam em abril ou maio, quando eles estão no bloco de gelo no mar. A gestação dura 14 meses e filhotes nascem entre junho e agosto do ano seguinte. Os filhotes são cuidados por cerca de 20 meses. O longo período de lactação fornece a eles o tempo para aprender as habilidades que eles precisam para sobreviver. Mãe e filhote estão geralmente pertos, e quando as baleias estão viajando, o filhote continua perto da costas da mãe, onde pode obter ajuda na natação.

 Mortalidade e conservação

Normalmente, narvais podem viver uma vida bastante longa, com expectativa de vida de até pelo menos 50 anos registrados. A mortalidade geralmente ocorre quando a espécie fica sufocada depois que eles não conseguem sair antes da superfície das águas do Ártico congelarem no final do outono.[7] A fome também pode ameaçar suas vidas, especialmente as baleias jovens. Embora quase toda predação moderna de narvais seja por seres humanos, alguns predadores naturais também as atacam de vez em quando. Os predadores naturais primários são os ursos polares, que tentam abater narvais em buracos de respiração e, visam principalmente jovens baleias, um grupo de baleias assassinas (orcas) pode oprimir um único narval. Tubarões da Groenlândia e morsas podem levar alguns pequenos jovens ou adultos fracos e feridos, embora isto seja provavelmente muito raro.[7] Povos Inuítes, que chamam uma presa narval de “qilalugaq tugaalik”, estão autorizados a caçar esta espécie de baleia legalmente para a subsistência. Narvais tem sido extensivamente caçadas da mesma forma que outros mamíferos marinhos, como focas e baleias, por suas grandes quantidades de gordura que constituíam um dos recursos mais importantes dos povos nativos que vivem nas regiões árticas. Quase todas as partes do narval, carne, pele, gordura e órgãos são consumidos. Mattak, o nome para a pele crua e gordurosa, é considerada uma iguaria, e os ossos são usados ​​para ferramentas e arte.[3] A pele é uma importante fonte de vitamina C, que é difícil de se obter. Em alguns lugares, na Groenlândia, como Qaanaaq, são utilizados métodos tradicionais de caça, e as baleias são arpoadas de caiaques artesanais. Em outras partes da Groenlândia e norte do Canadá, barcos de alta velocidade e fuzis de caça são usados.[3]Narvais foram foram descobertos como um dos mais vulneráveis ​​mamíferos marinhos do Ártico para as mudanças climáticas. O estudo quantificou as vulnerabilidades de 11 mamíferos marinhos do Ártico durante todo o ano.[23] [24] Narvais que foram trazidos para o cativeiro tendem a morrer de causas naturais.[16] A população mundial de espécie é atualmente estimada em cerca de 75.000.[23] Acredita-se que existam cerca de 25,000-50,000 reproduções de narvais em estado selvagem em todo o mundo.[7] Em um esforço para apoiar as ações de conservação para as baleias, a União Europeia estabeleceu uma proibição de importação de presas. Enquanto há muitos países que não só estabeleceram estas proibições, eles já têm cotas de capturas em vigor, o que será importante também em áreas recém abertas causadas ​​pela diminuição da camada de gelo do mar.[25]

Relações com humanos

Em Inuíte lenda, a presa do narval foi criada quando uma mulher com uma corda amarrada ao redor de um arpão foi arrastada para o oceano após o arpão ter atingido uma grande narval. Ela transformou a si mesma em uma narval, e seu cabelo, que ela usava em um nó torcido, tornou-se a característica da presa espiral da espécie.

A baleia bicuda

 

A Baleia Bicuda

 A baleia-bicuda-de-bahamonde (Mesoplodon traversii) é um cetáceo da família Ziphiidae encontrado no oceano Pacífico, com registros na costa chilena e na Nova Zelândia.

BALEIA BICUDA 2

 

 

 

 

BALEIA BICUDA IMAGEM 3

 

 

 

 

 

 

 

 

 

      Os seus vestígios limitam-se a alguns ossos – uma mandíbula encontrada em 1872 e dois crânios em 1950 e 1986.

Excelente mergulhadora, a Mesoplodon traversii alimenta-se de lulas e peixes pequenos, tem dentes e um focinho semelhante ao dos golfinhos, daí o seu nome comum.

Os escassos ossos que se conheciam dela tinham sido descobertos sobretudo na Nova Zelândia: a mandíbula no arquipélago das Chatham e um dos crânios na ilha Branca. No Chile, na ilha Robinson Crusoe, encontrou-se o segundo crânio em 1986.

Em dezembro de 2010 foram encontrados na praia de Opape, Nova Zelândia, 2 exemplares, uma baleia adulta, com 5,3 metros de comprimento, e a sua cria, um macho de 3,5 metros. Ao início foram identificados erradamente como Mesoplodon grayi mas o ADN revelou que os dois exemplares pertenciam à espécie Mesoplodon traversii.

Mãe e cria acabaram por morrer, mas os investigadores conseguiram fazer a primeira descrição completa desta espécie.

Os esqueletos dos dois animais descobertos foram levados para o Museu de Nova Zelândia Te Papa Tongarewa, em Wellington, para mais estudos morfológicos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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