PERMANECE AINDA EM GRANDE MISTÉRIO O DESAPARECIMENTO DO AVIÃO DA AIR MALÁSIA

MH370: dois anos depois ainda não existem respostas

PEDRO REIS 

08/03/2016 – 16:52

No dia em que se assinalam dois anos do desaparecimento do Boeing 777, o relatório anual dos especialistas que o procuram continua a ser inconclusivo. Familiares dos passageiros pedem que as buscas não terminem.

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O que é que realmente aconteceu ao voo MH370 da Malaysia Airlines que desapareceu dos radares a 8 de Março de 2014, pouco depois de descolar do aeroporto de Kuala Lumpur com destino a Pequim? Passados dois anos, e muitos estudos e investigações feitas no mar, ainda não se sabe.

Num relatório divulgado no que dia em que assinalaram os dois anos do desaparecimento do Boeing 777 que transportava 239 passageiros, a equipa de investigadores internacionais responsável pela procura dos destroços do avião afirma que ainda está a analisar “informações relevantes”. “Nesta altura, a equipa continua a trabalhar no sentido de finalizar as suas análises, descobertas, conclusões e recomendações de segurança em oito áreas relevantes associadas ao desaparecimento do voo MH370”, lê-se no comunicado.

Esta equipa é liderada pela Malásia e inclui investigadores dos Estados Unidos, do Reino Unido, da China, da França e da Austrália. Os investigadores acreditam que o avião se desviou da rota, despenhando-se no Oceano Índico, numa zona de águas muito profundas, e até agora muito pouco estudada. Até ao momento, apenas uma parte da asa do avião foi encontrada na ilha da Reunião, ao largo de Madagáscar.

O primeiro-ministro malaio, Najib Razaz, disse num comunicado que é expectável que as buscas estejam completas ainda este ano, com esperança de que os destroços ainda possam ser encontrados. “Continuamos comprometidos a fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para resolver um mistério angustiante para os entes queridos daqueles que desapareceram”, afirmou, citado pela BBC.

No relatório divulgado não há qualquer referência aos destroços encontrados, na semana passada, em Moçambique. Um porta-voz da Autoridade de Segurança dos Transportes da Austrália (ATSB) afirmou que o pedaço de metal branco encontrado ainda terá que ser transferido para Canberra para ser examinado.

“Os detritos ainda não chegaram à Austrália”, afirmou o porta-voz ao jornalThe Guardian. “Estávamos a apontar para o início desta semana, mas os preparativos para que sejam transferidos para os laboratórios da ATSB ainda estão a ser feitos pelos governos de Moçambique, da Malásia e da Austrália”.

Martin Dolan, responsável da equipa de buscas australiana, afirmou na segunda-feira que é “muito provável” que os investigadores consigam localizar os destroços até Julho, altura em que termina o programa de buscas com custos na casa dos 124 milhões de euros e que abrange um raio de 120 mil metros quadrados no Oceano Índico.

“Cobrimos cerca de três quartos da área de busca e ainda não encontramos destroços nessas áreas. Por isso, aumenta a probabilidade de que estes estejam nas áreas em que ainda não inspeccionámos”, afirmou Dolan ao The Guardian.

Já os familiares dos desaparecidos defendem que as investigações devem continuar para além de Julho.

“Definitivamente, não quero que as buscas cheguem ao fim”, afirmou Grace Nathan, cuja mãe estava no voo MH370, à BBC. “De um ponto de vista lógico compreendo o que estão a dizer, que os fundos estão a diminuir e que já examinaram cuidadosamente o local. Mas para mim é muito importante encontrar o avião – não apenas por razões emocionais, mas porque acredito que o público também precisa de saber o que aconteceu”.

Este mês, as famílias estão a lidar com o prazo imposto pela regulamentação internacional de aviação para apresentar acções judiciais contra a Malasya Airlines.

“Toda a situação é bastante traumática. As pessoas acham muito difícil aceitar que estão a pedir dinheiro quando ainda nem sequer têm respostas para saberem se os seus familiares estão vivos ou mortos”, afirmou Arunan Selvaraj, advogado que representa 15 famílias dos passageiros do MH370, à BBC.

Texto editado por Clara Barata

 

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