É mesmo complicado ? artigo do Deputado Luís Campos Ferreira no C.M. de 21.04.2016

COMENTÁRIOS: A relação que Portugal tem com Angola é a meu ver como a relação que um pai deve ter com um filho a quem estime de facto. Um pai deverá sempre transmitir a um filho traços do seu carácter  e normas de conduta dignas e honestas. Não me parece que um pai sério e honesto deva transmitir a um filho princípios que denotem falta de honestidade e más normas de conduta. A corrupção em que Portugal se tem estado a afundar não é de forma alguma aceitável, ou modelo a seguir e que sirva para orientar a conduta política ou económica de uma nação que se queira afirmar no mundo. A menos que o mundo dos nossos dias tenha deixado de se importar com a qualidade dos valores morais e aceite tudo pelo  peso dos cifrões. Portugal actual, infelizmente não serve de modelo a nenhum outro país bem formado e credível. Angola possui recursos naturais incomparavelmente maiores do que os de Portugal e, se vier a ser bem governada, virá a ter uma posição económica extraordinariamente interessante.  Não devemos estar a pensar que nos podemos apropriar das suas riquezas para resolvermos o nosso problema. O nosso problema, temos de nos mentalizar, terá de ser resolvido pelos nossos recursos económicos e humanos.

Angola, e eu aqui refiro-me particularmente ao seu governo, tem estado a cometer um erro terrível.  Os seus governantes deixaram-se embriagar pelo delírio das suas riquezas naturais e assentaram a maior parte da sua economia no petróleo, nos diamantes, no ouro e noutros minerais. Esqueceu-se entretanto de desenvolver e consolidar a sua agricultura, a sua pecuária e a sua industria transformadora. Sem elas reduziu drasticamente a possibilidade de empregar o seu povo e de fazer circular o dinheiro pelas sua população, criando dessa forma desemprego, fome e descontentamento popular. Estas actividades primárias geram e consolidam a coesão e o bem estar social que são o cimento social dos países. Mas Angola ainda está a tempo de corrigir esse erro para inverter a situação e para equilibrar a sua economia. Todavia isso nunca poderá ser feito sem uma profunda mudança do seu paradigma político e sem a colaboração voluntária do seu povo. 

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