O GRANDE DRAMA MUNDIAL DO PETRÓLEO

Comentário  avulso  

Vivo num país onde os combustíveis fósseis, altamente poluentes, atingiram preços incríveis e quase insuportáveis para a maioria das carteiras. Somos um país inteiramente dominado pelo lobby do petróleo e temos um governo que coloca impostos enormes sobre os combustíveis líquidos. Andar de automóvel está a tornar-se impossível para a classe média. Só os ricos se poderão dar ao luxo de andar sem preocupações. Os carros movidos a energias limpas alternativas como o ar comprimido, o hidrogénio e a eletricidade  seriam a resposta adequada, não só para o transporte dos mais pobres, como para a defesa do próprio meio ambiente. Mas infelizmente, as novas energias limpas não estão a ser totalmente utilizadas e a sua aplicação prática não está a ser convenientemente desenvolvida, muito embora sejam energias  inesgotáveis e  baratas. Tudo, porque o petróleo se tornou um poderoso lobby  em todo o mundo civilizado e dele depende uma gigantesca e avassaladora estrutura global.  Facilmente se percebe que a utilização do petróleo como combustível mundial ameaça os climas e põe em risco  a saúde do homem e de todas as espécies que habitam  planeta, incluindo a própria flora que nos enriquece  o ar que respiramos com o seu maravilhoso oxigénio. Depois de todas as descobertas que conduziram o homem à descoberta das energias limpas  e renováveis e ao seu desenvolvimento e aplicação prática, a utilização do petróleo pela humanidade passou a ser totalmente condenável. Contudo o petróleo criou uma rede de interesses económicos totalmente dominantes e abafa completamente a utilização de outras energias melhores perfeitamente limpas e inesgotáveis. Trabalhei dezoito anos na prospecção petrolífera em Angola e uma grande parte da actividade que desenvolvi, esteve estreitamente ligada à importação de equipamento especializado para as sondas, para os campos produtivos e para a refinação do bruto. Lembro-me perfeitamente da incomensurável quantidade de firmas americanas e não só, que fabricavam e exportavam todo esse equipamento especializado, caríssimo, muito dele sem ter concorrência alternativa noutros países. Procuro ainda imaginar, sem qualquer possibilidade, o número incontável de técnicos e de pessoas que se encontram ligadas a essas indústrias. É  tarefa praticamente impossível de conseguir, pois essas empresas industriais, algumas delas de alta tecnologia, são gigantescas. A maior parte das encomendas que fazíamos para comprar o equipamento indispensável à nossa actividade, ultrapassava sempre os milhares de dólares. Por aí  pude aperceber-me da incomensurável grandeza dessa indústria e do número de pessoas e interesses que ela movimenta. É esta imensa estrutura industrial e comercial que determina a impossibilidade de utilização dos combustíveis limpos. Que condições poderão ter hoje os USA para  reformularem tudo e abandonarem o negócio do petróleo,   sem se exporem a um verdadeiro colapso económico gigantesco?

O pica pau angolano

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