BREXIT

Brexit

O que significa esta curta palavra que está a provocar tanta perturbação na Europa e no mundo?

O Br significa Britain. O exit significa apenas – Saída. A palavra diz respeito à inesperada saída da Inglaterra da Comunidade Europeia cujas reais consequências são ainda de certa forma imprevisíveis.

Os verdadeiros motivos que levaram os eleitores ingleses a aprovar a saída da Inglaterra da Comunidade Europeia pareceram perfeitamente legítimos à grande maioria dos ingleses, que democraticamente optaram por virar as costas à C.E.  

Era de esperar que os ingleses dificilmente pudessem suportar um organismo que tem estado a funcionar a reboque da Alemanha. Uma das ideias fundamentais que presidiram à formação da C.E. foi a construção de um bloco político e económico capaz de poder enfrentar o perigo do domínio americano  do dólar sobre toda a Europa. Depois da última guerra na Europa e do risco a que todo o Continente Europeu esteve sujeito pela Alemanha nazi, era necessário acabar definitivamente com a possibilidade da Alemanha voltar a ameaçar toda a Europa  com o  seu  propósito  expansionista.         A forma como a União Europeia começou a evoluir sujeitou-a a uma construção de carácter maioritariamente  económico, em que a Alemanha através do seu grande e incontestável poder, acabou por abafar e silenciar a importância e o espírito de coesão dos restantes países europeus, tornando-se a verdadeira senhora e motora do destino da Europa.

Felizmente alguns países europeus importantes que integram o projeto europeu nunca abdicaram da sua soberania e independência monetária, por terem percebido a tempo que isso lhes roubaria toda a sua independência económica, sujeitando o seu destino a países  credores, que acabariam por controlar o seu futuro e o seu nacionalismo.  A Inglaterra foi felizmente um desses países.  A Inglaterra não meteu o pé na ratoeira e não se deixou enlaçar. Afirmei já algumas vezes e tenho disso perfeita convicção, que a U.E. já se encontra em processo de desagregação, por não ter sabido respeitar os ideais que presidiram a sua construção sem destruir o seu nacionalismo. A forma como a U.E. distribuiu as ajudas comunitárias foi tudo menos sensata e só serviu os interesses das elites políticas dos países membros que se aproveitaram dessas ajudas para as transferir para as suas contas offshore, custear  os seus luxos e enriquecer. O projecto europeu da C.E. deveria   transformar uma Europa debilitada pela guerra   numa comunidade coesa que ajudasse os países europeus mais pequenos a crescerem e a ultrapassarem as suas dificuldades e a procurarem nivelar-se com os restantes, mas nada disso aconteceu e temos pelo contrário uma comunidade integrada agora por países ricos e países pobres e devedores, onde  começa a reinar um espírito de verdadeira fagocitose. Um organismo com tais características não é uma união e não vai poder prevalecer como união. Uma união como a que agora existe,  é própria de um estado feudal, formada por estados suseranos e estados vassalos. Infelizmente Portugal e outros países Europeus de pequena envergadura caíram na ratoeira e não podem fazer o mesmo que a Inglaterra fez porque perderam o seu principal elemento de soberania. A sua moeda.        

O pica pau angolano.

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