AINDA SOBRE O BREXIT …. comentários de Miguel Sousa Tavares

COMENTÁRIO: Ainda que tenha um grande apreço pelos comentários e opiniões de Miguel de Sousa Tavares, um ícone televisivo da SIC, desta vez não concordo minimamente  com ele. O facto, que considero muito empolado, deste comentador político ser quase considerado, o comentador mor do reino, senhor de muitas opiniões absolutas e quase indiscutíveis  não lhe reconheço capacidade nem razão, para criticar os ingleses que votaram pela saída da Inglaterra da União Europeia. Os ingleses sabem melhor do que ninguém aquilo que mais lhes pode convir. Em Portugal, em Espanha, na Grécia, na Itália e na Irlanda, se todos esses países não tivessem abdicado estupidamente da sua soberania monetária (abdicado das suas moedas) e não tivessem cometido o erro ingénuo de se deixarem endividar para com o Banco Europeu, todos eles fariam hoje referendos para consultar democraticamente a  vontade popular de permanecer ou não na União monetária Europeia.  Eu pessoalmente sou europeísta,  mas não aprovo o espírito actual da sua doutrina monetária e económica. A U.E. não pode subsistir se não reformar profundamente o espírito completamente bancário que possui e que acaba por classificar os  países integrantes em duas categorias económicas, países ricos de 1ª e países remediados e pobres de 2ª.  A União Europeia oferece  grandes benefícios e interesses para os países integrantes, mas a sua política económica é profundamente errada e desestruturante. Necessita de grandes reformas e de ter um conteúdo social bem mais vincado. A forma como a U.E. está a evoluir gera  um espírito de globalização ditatorial muito perigoso e insuportável e coloca a Alemanha num plano superior e dominante, contrário ao espírito e propósito com que a U.E. foi imaginada.                                                                                                                             Políticos, autarcas e um povo servil e aborregado têm destruído o nosso país desde o 25 de Abril. Portugal  não construiu  um governo sério, competente e honesto. A partir daí Portugal foi saqueado sem dó nem piedade  e é natural que esse triste comportamento ofenda e indigne as nações sérias que trabalham de facto e que geram a sua auto suficiência. A U.E. não pode nem deve ser uma união de parasitas desonestos e irresponsáveis sempre dispostos a saquear os recursos económicos do país incluindo as ajudas que receba da União em proveito próprio. Todavia cabe à U.E.  uma boa parte da responsabilidade disso porque deveria ter travado a tempo os desmandos desse péssimo e desonesto comportamento.  Uma acção fiscalizadora que impedisse eficazmente esses actos de corrupção ominosa seria perfeitamente aceitável para bloquear esses abusos imorais de políticos corruptos. Seria um direito de intervenção mais do que legítimo. Em vez disso verificou-se um consentimento indiferente que permitiu que Portugal atingisse um verdadeiro e vergonhoso estado de bancarrota.  Pode portanto afirmar-se que cabe à própria U.E. grande parte da responsabilidade do estado a que chegaram países como Portugal, Grécia, Irlanda, Itália e Espanha. Será que isso aconteceu devido ao espírito de solidariedade entre os próprios políticos? Com que justiça e força moral quer agora punir os países faltosos? Ou terá tudo obedecido ao interesse do Banco Europeu?  

O pica pau angolano.           

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