UM GOLPE INÉDITO

UM GOLPE INÉDITO

 Os acontecimentos na Turquia revelam-nos uma coisa bem curiosa e um tanto suspeita. Quando algum país vive num regime político ditatorial o povo é quem mais sofre e quem mais aspira ardentemente a liberdade para poder passar a viver em democracia. É perfeitamente compreensível que assim seja. Torna-se contudo muito suspeito que um povo que viva em democracia, queira depois passar a viver em ditadura e aspire docilmente passar a viver num regime de autêntica supressão de direitos fundamentais e humanos debaixo do poder de um ditador. A situação na Turquia è muito confusa e intrigante. Os muitos militares de altas patentes e os muitos magistrados presos (na ordem dos milhares) demonstram claramente que há no país uma enorme percentagem de pessoas que não estará nada de acordo com a orientação política que Erdogan estará a querer impor à Turquia. A mim, custa-me bastante acreditar que todos esses elementos possam realmente ser considerados traidores. O julgamento é demasiadamente emocional e não pode ser facilmente aceite. Antes de tudo o mais é fundamental que se consigam saber as verdadeiras razões que, segundo elas, justificariam o golpe. É indispensável que se faça uma investigação independente, séria e profunda, livre de interesses políticos de qualquer natureza para se apurar a motivação do golpe. Castigar traidores ou dizimar adversários políticos são coisas bem diferentes. 

O pica pau angolano

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