A INSTABILIDADE E INSEGURANÇA DOMINAM O MUNDO

A instabilidade e insegurança que tem estado a instalar-se continuamente em quase todo o mundo, embora de forma particularmente acentuada nos maiores países democráticos da União Europeia, obriga-nos a concluir que o terrorismo sofisticado e generalizado se tornou uma arma bem difícil de combater e de neutralizar, que produz um permanente estado de pânico e destrói qualquer possibilidade de um são relacionamento entre países de credos religiosos diferentes.

Todos sabemos que o mundo sempre viveu em relativo estado de desassossego e sempre conheceu momentos de euforia e de paz e momentos de tristeza e de guerra.  A verdade, é que a paz e a guerra sempre coexistiram  e o relacionamento dos homens e das nações sempre foi marcado por desentendimentos e turbulência.  O homem, de uma maneira geral, aspira por paz e prosperidade,  mas nunca as consegue preservar e conciliar.

São múltiplos e incompreensíveis os factores que geram esse permanente conflito. Apenas sabemos que  sempre foi assim desde os tempos mais remotos da humanidade. Haverá por ventura coisa mais triste e lamentável do que o permanente fabrico de armas terríveis de destruição maciça em tempos de paz? 

Essa é de facto a triste realidade da nossa civilização avançada, que ninguém consegue contestar e que, infelizmente, nos acompanha permanentemente. Nas últimas décadas o mundo entrou numa acentuada rampa de violência e a segurança pessoal vive hoje  -um perigoso colapso. Em  países altamente evoluídos os cidadãos sentem-se cada vez mais inseguros e  por questões de prudência já evitam, tanto quanto possível aglomerar-se, embora nem sempre isso possa ser fácil ou possível.

A forma insensata como os E.U. (uma nação de grande peso económico e político) intervieram e desorganizaram a realidade política, do Iraque, da Líbia e do Afeganistäo, e a vida política geral  dos países do Médio Oriente e da América Latina, tem criado um grande grau de intranquilidade para o resto de todos os países ocidentais.  

Infelizmente somos levados a perceber que a U.E. apesar de ser o fulcro político e económico de toda a Europa, nunca conseguiu alcançar o principal objectivo que inspirou a sua formação – reduzir  a influência nefasta dos Estados Unidos na vida política, económica e social dos povos europeus.-  O seu poder económico e militar continua a fazer uma grande sombra à Europa e abafa a sua influência no mundo. E assim, todos os erros políticos que os americanos cometem em política, se reflectem sempre nos países europeus de uma forma bem acentuada. Houve tempo em que os Estados Unidos foram de facto essenciais à segurança e ao desenvolvimento de todo o Ocidente, mas depois da 2ª Guerra mundial a América mudou radicalmente de atitude política e passou principalmente a preocupar-se com a sua própria grandeza e com a consagração do seu poder no mundo. Para o conseguir, a América precisava apenas de consolidar o seu poder absoluto no mundo inteiro,  ajustando-se à grande revolução industrial que tornou o mundo dependente das fontes de energia, entre as quais o petróleo bruto é a mais importante e a mais universal. Só assim se explicam as intervenções no Iraque, no Afeganistão e na Lybia e todo o mal estar gerado na Palestina, na Pérsia e em todos os países islâmicos da bacia petrolífera do Oriente Médio. O terrível problema do terrorismo e da formação do ISIS que tantas vidas inocentes tem ceifado na Europa e no Médio Oriente, é uma consequência directa dessa política energética que escraviza as sociedades modernas. Quando o petróleo deixar de ser a energia fundamental da nossa civilização e o mundo inteiro puder, livre de constrangimentos económicos, utilizar os novos combustíveis limpos e renováveis, haverá uma transformação tal que o mundo  se  tornará irreconhecível.  Mas, até lá chegarmos, haverá ainda um longo e difícil caminho a percorrer e muitas vidas inocentes serão ainda sacrificadas no altar da ganância e do poder.

Em Portugal, como país económica e politicamente insignificante que somos, andamos  envolvidos nesta triste realidade e para podermos sobreviver temos de aceitar, democraticamente amordaçados, toda a corrupção  que  nos envolve.  

O Pica pau angolano.

         

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