O ESTADO A QUE CHEGÁMOS

O estado a que chegámos.

Portugal é um país geograficamente pequeno habitado por um povo conformista e pacífico. Portugal é, contudo e sem razão aceitável para isso, um país endividado, onde muitos  se lamentam e protestam, uns com razão e outros sem ela. Eu ouso dizer mesmo, que é um povo acomodado que pouco ou muito pouco se preocupa com o seu futuro de nação. No momento histórico que estamos a viver, agravado pela grande indiferença e comodismo em que teimamos e permanecemos , pode contudo afirmar-se, que o futuro do país é fortemente problemático e incerto.  Não deveria ser assim e se quisermos olhar com atenção, para o que connosco se passa, para o nosso passado, para a nossa história, para o nosso território, para a nossa localização geográfica e para os actos de coragem de que fomos capazes no passado, concluímos rapidamente que a nossa posição económica e política no mundo actual é fruto do nosso terrível comodismo e dos péssimos políticos que nos têm governado, mas que foram sempre, a partir do 25 de Abril , as pessoas que escolhemos e em quem confiámos. Mas, pergunto então: Se essas pessoas nunca foram capazes de nos governar com capacidade e competência, se têm demonstrado não o saber fazer, se o tempo nos tem provado que ainda por cima se corrompem escandalosamente, e  só visam servir-se dos seus lugares para enriquecerem, manifestando a mais cruel insensibilidade pelo povo que deveriam  proteger e educar, porque doentia razão havemos de aceitar o sistema político em que estamos a viver? Será puro masoquismo? Eu pessoalmente sou inteiramente contra este sistema político que transformou a classe política numa  elite, que se tem assenhorado do país e que explora em seu proveito pessoal os recursos da nação. Não vejo que este sistema de estar em política, seja patriótico e seja considerado democrático. Vejo nele sim a injusta preservação de um sistema de raiz verdadeiramente feudal onde temos ainda suseranos e vassalos. Um país governado desta forma, não é um país, é uma quintinha que se satisfaz produzindo apenas o suficiente para os seus verdadeiros donos. Enquanto este figurino político perdurar, enquanto o poder permanecer na mão dos partidos, só se farão as alterações que puderem ser favoráveis aos partidos e aos políticos. O país e o povo serão sempre os eternos prejudicados, engodados pela média, pelas novelas e pelo futebol.  A todo este câncer que nos corrói junta-se também a imunidade política, governativa e parlamentar como complemento de desgraça.

O pica pau angolano.  

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