A GÉNESE DE UM DRAMA TERRÍVEL

A  Génese de um drama

A personalidade e o valor político de um país retrata-se perfeitamente no seu parlamento. Ao olharmos atentamente para o nosso Parlamento e para os deputados que o constituem podemos compreender com muita facilidade a génese do nosso actual drama nacional. Uma nação é sempre o espelho dos políticos que a dirigem e governam. Não devemos  alimentar dúvidas de qualquer natureza sobre essa grande verdade. O Parlamento é o órgão mais importante e representativo de uma Nação. A maioria dos nossos deputados é hoje constituída por pessoas de muito pouco valor ético e moral, que ocupam os cargos sem zelo patriótico e sem competência para os exercer. As suas atitudes revelam-no constantemente. O nosso paradigma político é tudo menos democrático. A forma de eleição dos deputados não é correta porque não obedece ao seu valor profissional ou a quaisquer provas de competência dadas. As suas eleições não são nunca determinadas pelo seu valor profissional e moral e muito menos ainda pelas suas provas de patriotismo. O parlamento português transformou-se numa casa de negócios e de tachos, uma instituição nacional para empregar políticos com vencimentos e regalias chorudas.  Os deputados de cada partido parlamentar (muito mais do que os  que seriam realmente necessários) são originários de escolas de jotinhas e servem os interesses, não do país, mas do secretário geral do seu partido. São na boa gíria comum uns “Yes man”. A maioria das leis que saem do Parlamento não têm como objectivo principal servir os interesses verdadeiros do povo e do país. O seu verdadeiro interesse é a promoção dos interesses do partido e dos seus membros. Muitas das leis que dimanam do Parlamento não são sujeitas ao crivo do patriotismo e dos interesses reais do país. São principalmente feitas para poder obter alguma popularidade e para garantir a presença do partido no Governo e no poder. Essa é a verdadeira razão porque o nosso país entrou em verdadeiro desgoverno e torna a vida dos cidadãos  infeliz e insegura. No fundo a imagem do nosso país no estrangeiro, sai sempre prejudicada e enfezada. Dizer-se que vivemos em democracia não  passa de uma grosseira falácia. O único acto democrático que eu conheço e que é concedido aos portugueses são as eleições que decorrem sob o signo das promessas. Porém, quando chega o momento de se formarem os governos, ou vence o partido que mais promessas mentirosas fez, ou fazem-se negociações entre partidos para se obterem maiorias parlamentares que imponham as suas políticas sem qualquer consulta aos eleitores. É a isto que se chama democracia? Como somos todos ingénuos e estúpidos! Enquanto tudo for assim Portugal continuará sempre a ser vítima da dicotomia partidária e das negociações políticas entre partidos e estará condenado a sobreviver da piedade dos seus credores.

 

O pica pau angolano.

 

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