UMA SOCIEDADE MAL CONSTRUÍDA

Uma sociedade mal construída

Nós, portugueses, estamos (quase todos) a sofrer as consequências de uma sociedade  mal construída. O mal já é antigo, pois vem do tempo da ditadura fascista do Estado Novo. Uma sociedade injusta e cruel dirigida por  incompetentes, escolhidos politicamente para fazer prevalecer interesses puramente egoístas e partidários, onde a desonestidade e a corrupção imperam. As classes sociais mais desfavorecidas são as grandes vítimas deste tipo de construção. Os políticos estão organizados em máfias exploradoras, que para alcançarem os seus objectivos não olham a meios e tudo pisam a torto e a direito com uma indiferença escandalosa. São os mentores e organizadores de uma sociedade onde uns devem e podem ter tudo, gozando de conforto e abundância completas e onde a maioria se deve resignar ao pouco que lhes cabe ter, tendo de aceitar calados a sua infelicidade e pobreza. Sociedades construídas desta forma, são sociedades instáveis e infelizes que acabam por perder o estímulo para viver e produzir. Nada de bom se lhes augura e o seu futuro é instável e perigoso. Há uma enorme diferença entre o viver e o sobreviver. Uns quantos, vivem e vivem bem, outros sobrevivem com enormes dificuldades, para ter de enfrentar problemas inquietantes e permanentes. Qual será na verdade o futuro final de sociedades  deste tipo? Sociedades frustradas e perdidas quando não revoltadas, como a actual sociedade portuguesa. Sociedades verdadeiramente improdutivas. Falta-lhes muito pouco para terem  de pagar o próprio ar que respiram. Sociedades construídas desta maneira são sociedades tiranas onde a angustia é permanente. Não há qualquer   direito para que isto tenha de ser assim. Nada o justifica. É o homem transformado em lobo do homem. Estamos de facto presos no meio de uma sociedade de predadores  e presas onde a vida se resume a um permanente desconforto. Chama-se a isto trabalhar para alcançar o horizonte zero.  Pode até parecer ficção, mas não. É a realidade que muitos teimam em não querer ver nem corrigir até que a implosão aconteça.

O Pica Pau Angolano 

 

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