O PORQUÊ DA NOSSA INFELICIDADE ?

O PORQÊ DA NOSSA INFELICIDADE ?

Embora o povo português saiba perfeitamente que a situação atual da nossa economia é profundamente grave e que tudo se deve, inegavelmente, à responsabilidade direta dos políticos que nos têm  governado, após o 25 de Abril, mesmo assim, ainda  acredita com grande    ingenuidade, ou quiçá irresponsabilidade e indiferença, que a terrível situação em   que o país se encontra se possa solucionar no quadro do nosso atual paradigma político.  Pessoalmente causa-me muito espanto que se teime em conservar um sistema que se esgotou inteiramente, atulhou o país em dívidas  e que, qualquer economista competente e honesto sabe perfeitamente que não tem nenhum futuro. Tudo isto resulta de uma coisa muito simples: Os nossos governantes não têm competência, nem experiência e são, na grande maioria, nomeados por alguém que, tendo ganho as eleições legislativas, muitas vezes  através de falsas promessas eleitorais, precisa de obter no Parlamento Nacional, uma maioria de votos que lhe permita governar, segundo o seu projeto pessoal. E para o conseguir precisa de garantir um forte apoio parlamentar, obtido quase sempre à custa de nomeações distribuídas por favor e simpatia aos seus mais chegados e dedicados companheiros. Estes são os bem conhecidos jotinhas dos partidos, que fizeram da política a sua profissão preferencial. Porque, neste país atrasado e à deriva ser membro de um partido e ter um cartão do partido, vale bem mais do que ser formado e ter uma boa classificação universitária. Para estes incipientes e pouco dotados indivíduos, estar a desempenhar um cargo no governo ou ser deputado na Assembleia Nacional, é muito mais importante e seguro do que estar numa empresa que não tolere a sua falta de rendimento profissional. A verdade é que Portugal tem estado à mercê desta gente. Se estes crónicos incompetentes tivessem de justificar, aquilo que sugam ao país todos os meses, sem produzir contrapartidas e se, não beneficiassem de uma escandalosa impunidade política, que tudo perdoa e consente, o país estaria certamente bem melhor.  Não adianta nada, andarmos com contínuas comissões de inquérito no Parlamento se disso pouco ou nada resulta e se nunca se conseguem definir culpas nem aplicar sanções. São meras sessões de retórica inofensiva que a quase nada conduzem e que apreciam atitudes políticas à luz da ética e da moral. O cidadão português tem o direito de se interrogar qual o proveito económico que disso se está a tirar. Sabe-se do grau de promiscuidade e de corrupção em que o nosso país passou a viver. Sabe-se que todo o nosso país enferma de uma amarga irresponsabilidade na condução da nossa política económica e que mais pode quem mais tem. Sabe-se que o nosso país possui recursos mais do que suficientes para poder gerar o seu desenvolvimento, mas isso pouco ou quase nada conta, porque o país está tolhido por uma angustiosa falta de investimento e de capital. O Governo desperdiça dinheiro irrefletidamente e não gera riqueza nem emprego e recorre a taxas e impostos para poder ter recursos com que se financiar. A anemia económica do Governo está a tornar-se crónica e tem-se a triste sensação de que os nossos políticos e governantes fizeram da governação do país uma autêntica causa nostra  e que, apenas se preocupam  em que o saldo económico, possa garantir sempre o seu status político e as suas preciosas mordomias. A nossa informação oficial nunca revela com honestidade e clareza o que se está a passar realmente e para onde caminhamos. De repente, surgiu em Portugal uma legião de comentadores políticos bem cotados, que revelam e criticam  alguns factos escandalosos, mas que nunca tomam partido bem definido e que apenas  desejam que nunca lhes faltem motivos para poder comentar e alimentar a sua profissão.  A partidocracia, um verdadeiro câncer nacional, apoderou-se do poder e o patriotismo passou à história. No nosso país passaram a mandar os partidos, apoiados nos seus interesses, e os Governos não têm espaço para reagir e acabam por ter de os servir. Será que neste triste quadro de realidades, poderemos salvar a Nação? Num momento político quase mundial em que as nações desenvolvidas estão a pleitear pelo aumento dos salários mínimos nacionais, para poderem oferecer aos seus trabalhadores um maior poder de compra e uma melhor qualidade de vida, Portugal condena os seus trabalhadores a viverem com salários de fome e os seus reformados a sobreviverem com reformas de verdadeira e vergonhosa miséria. Pergunto, será que os Srs. políticos não têm vergonha nem decoro e que não se importam de condenar a uma  morte lenta os iodosos do país? Que cruel frieza e falta de justiça social ! Só Deus sabe o que isso significa e o que merece em termos de maldição e castigo.

 

O Pica Pau Angolano   

 

 

 

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