DESABAFO

DESABAFO

Aguardo ansiosamente o resultado destas eleições autárquicas para poder avaliar concretamente  se o povo português  está ou não preparado para querer viver de forma verdadeiramente democrática.  Depois de tudo aquilo que os portugueses têm sofrido às mãos da coligação PSD/CDS que nos tem governado, os resultados destas eleições autárquicas poderia ser o primeiro e claro  sinal do seu descontentamento e da sua determinação em mudar todo este  inquinado e corrupto sistema político  que está a  desgraçar Portugal.

Está mais do que provado que o sistema partidocrático, em que nos engajamos politicamente,

não serve os portugueses e não serve o país. Serve sim e muito, as elites políticas que se batem por conservar esse modelo  para garantir o seu status político privilegiado e para poderem viver faustosamente.

Este sistema, que já deveria ter sido abandonado não é nada democrático, antes pelo contrário é autoritário e fascista e serve para criar e alimentar verdadeiros dinossauros que com toda a liberdade se apoderam da economia nacional e exportam a nossa riqueza para fora do país.   

Uma investigação muito superficial  pode revelar-nos o quanto esses dinossauros acumulam nas suas contas offshore. Não admira que o dinheiro desapareça por esse imenso sorvedouro. Essas operações de desvio de dinheiro, todas realizadas através de crimes de colarinho branco, são de tal forma volumosas, que chegariam para evitar que Portugal tivesse de cair nas mãos do FMI.

É do conhecimento popular a forma como os nossos barões políticos mais representativos, conseguiram enriquecer fabulosamente, burlando o BPN e retirando dos seus cofres vultuosas quantias que de um dia para o outro os catapultaram para escandalosas fortunas.

Na verdade,  todas essas verdadeiras burlas foram feitas com perfeita aparência de legalidade. Os empréstimos concedidos pelo BPN eram invariavelmente garantidos através de terrenos agrícolas, milagrosamente transformados, de um dia para o outro, em terrenos urbanizados de valor incrivelmente elevado, apoiados em projetos megalómanos, mas totalmente utópicos.

No dia da verdade essas garantias rebentavam como balões. Os barões ficavam então com o dinheiro e o Banco com os pobres terrenos rurais nos braços.

Com a continuação do sistema partidocrático, que ainda por cima, garante a imunidade política e parlamentar, tudo isto poderá prosseguir ad eternum se o nosso paradigma político nunca vier a mudar.

Será mesmo este o sistema político que convém a Portugal? Para isto só haverá uma solução. Fazer corajosas alterações na Constituição e nas leis eleitorais, para que essas leis sirvam o país e não as elites políticas que o parasitam.

Escrevi este artigo antes das últimas eleições autárquicas, quando a dupla PSD/CDS governava Portugal. Mantenho ainda a mesma opinião.

PICA PAU ANGOLANO

 

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