NÃO DEIXO DE PENSAR ASSIM

Não deixo de pensar assim.

Na sequência da minha linha de pensamento que felizmente ainda não mudou e apesar do que isso significa para a minha vida, depois de mais de trinta anos de permanência em Portugal, continuo a não conseguir compreender o porquê da extrema docilidade e subserviência do povo português. Em pleno século XXI e na era da liberdade democrática, num país tão abençoado por Deus e pela natureza, era de esperar que o nosso povo se tivesse espreguiçado e acordado, depois de ter estado acorrentado a uma ditadura que o oprimiu fortemente durante meio século. Porém isso não aconteceu. Sabemos todos por conhecimento histórico, que desde tempos quase imemoriais a plebe foi sempre a plebe e na idade média  era tudo bem pior para ela. Pode-se afirmar, sem errar, que sofria para caramba e não podia abrir o bico. Sempre que tentava abri-lo as coisas pioravam drasticamente. As coisas só começaram a mudar com o iluminismo e com a Revolução Francesa. Hoje porém, tudo mudou teoricamente a partir dessa tremenda revolução. O meu teoricamente, esclareço já, não abrange inteiramente os países desenvolvidos, onde o curso das conquistas sociais, embora lento, se processou com determinação e coragem e conseguiu evoluir até ao que é hoje. Ao contemplar e meditar sobre o que se passa agora no nosso país tenho que concluir que o teoricamente é mesmo o termo adequado. Depois do 25 de Abril a única conquista percetível é a liberdade de expressão, a liberdade de poder escrever e dizer o que se sente ou vê. O apito da panela de pressão. O tão cantado slogan que a torto e a direito se canta “o povo é quem mais ordena” não passa de uma fantasia entorpecente, um sedativo acalma ânimos. Tudo o que se diz e grita nas frequentes manifestações de rua, são meras palavras atiradas ao vento, porque quem manda consegue passar entre os pingos da chuva sem se molhar coisa alguma. É por demais evidente que “o povo é quem mais ordena” tinha um significado limitado pois de outra forma seria pura anarquia. Todavia, num estado que se proclama à boca cheia de democrático, as coisas deveriam ser bem diferentes do que são. As elites políticas depressa se apoderaram de todo o poder e são as primeiras a fazer letra morta de quase todas as regras democráticas, violando-as com muita naturalidade. Isso pode autorizar-nos a perceber que a nossa democracia não passa de uma verdadeira falácia. Eu acredito que essa triste ilusão de democracia, as novelas, os sorteios televisivos, as opiniões públicas condicionadas e o futebol, domesticaram completamente o nosso povo, preenchendo inteiramente a sua atenção e que ele acabará por ir para onde o quiserem levar. Acrescento ainda o facto da nossa media condicionar profundamente a informação, omitindo muitas notícias importantes e trazendo o povo ao sabor dos comentários políticos de uma numerosa classe de comentadores profissionais que se alimentam da existência de frequente problemas nacionais   que,  no mais íntimo, até desejam que  continuem a existir para poderem garantir a sua atividade crítica inócua.

Nunca vi, nem nunca verei, com bons olhos a Partidocracia incompetente e corrupta, que manda no Governo, que condiciona a vida política do país e que sufoca os seus  interesses  e de todo o povo português em seu proveito próprio.

O pica pau angolano

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