INCOMPREENSÍVEL EM PLENO SÉCULO XXI

INCOMPREENSÍVEL EM PLENO SÉCULO XXI

 Nada de melhor para poder conhecer a verdade e a pureza de uma doutrina religiosa do que viver nos seus bastidores. Eu tive a oportunidade  de viver nos bastidores da Igreja Católica quando era ainda uma criança de tenra idade. Nessa fase da nossa vida a nossa memória é virgem e nunca mais esquece o que vê. Podemos não entender o que vemos, mas Deus e o tempo acabam sempre por nos revelar o seu significado. Deus nunca permite àqueles que de facto o amem   que permaneçam no engano ou nas trevas.  Jesus, o nosso único salvador, disse-nos: “Eu sou a luz do mundo. Todo aquele que estiver em mim, jamais andará em trevas. Eu sou o caminho a verdade e a vida.” As sagradas escrituras são universalmente conhecidas como a Palavra de Deus e o verdadeiro cristão, o verdadeiro filho de Deus, deve viver em perfeita obediência os seus maravilhosos ensinamentos. Um dos primeiros ensinamentos que Jesus nos deu foi: “O Senhor é espírito e procura aqueles que  o adoram em espírito e em verdade.” Deus na Sua divina substância não aceita outra forma de adoração.” A maior recomendação que Deus nos fez, recomendação imperativa, é que não fizéssemos qualquer tipo de imagem, e que nunca nos inclinássemos perante ela e a adorasse-mos. Nem mesmo nos seria permitido procurar representá-lo por qualquer imagem criada pela nossa imaginação. O Senhor também afirmou peremptoriamente que não repartiria a sua glória com ninguém. Mas, quando eu era ainda criança e olhava à minha volta na igreja, só via imagens em nichos e altares e todos se vergavam e ajoelhavam perante elas em respeitosa e apaixonada adoração. Nessa altura da minha vida não me era consentido ler as sagradas escrituras na Bíblia. Eu vivia em trevas profundas, trevas espirituais, artificialmente criadas pela igreja. Eu não conseguia fazer a mínima ideia de quem era Deus e o que ele poderia querer de mim. Deus era para mim mais poder e severidade do que misericórdia e bondade. Deus assustava mais os crentes do que os consolava e amava. Eu teria de o temer mais do que o amar. Eu não era senhor de qualquer forma de livre arbítrio ou de pensamento, vivia de pensamentos e verdades impostas que eram totalmente invioláveis. A religião que me envolvia dos pés à cabeça e que me era imposta era uma religião construída sob a exaltação do medo e não sob a exaltação da misericórdia de Deus. À medida que fui crescendo e que comecei a estudar a História Universal e a história das religiões e das civilizações, percebi rapidamente que eu não tinha ainda entendido a verdadeira essência e natureza de Deus e que desconhecia completamente a sua vontade para a minha vida e para a vida dos homens. Reconheci de imediato que estava a viver numa espécie de hipocrisia religiosa. Estava apenas aprendendo a ser fariseu. Entendi então toda a verdade. Cristo tinha sido crucificado por nos ter trazido a verdade e a luz e por nos ter revelado a hipocrisia de uma religião adulterada pelos homens. A religião oficialmente estabelecida e praticada nesse tempo em Israel, fora transformada  num instrumento de dominação, aperfeiçoado e praticado por falsos mestres religiosos. Ela era o produto de um estado teocrático rigoroso que governava e esmagava o povo e lhe roubava o direito de possuir qualquer livre arbítrio. Essa não era de forma alguma a vontade de  Deus. Por incrível que possa parecer os grandes avanços da ciência, da filosofia, da tecnologia e do conhecimento do mundo e da humanidade que nos rodeia e em que vivemos hoje, não conseguiram libertar-nos ainda das trevas que se prestam perfeitamente à escravidão e submissão espiritual. A luz e as verdades de Deus continuam por aceitar. O mundo continua a ser dominado pelo materialismo e pelo dinheiro e pelo maléfico poder das trevas. O vírus mais mortal e mais perigoso da humanidade é o dinheiro, que Satanás usa com inteligência  para corromper tudo e todos. Os verdadeiros filhos de Deus devem fazer tudo o que estiver ao seu alcance para desfazer as obras do diabo. Uma das melhores formas de o fazer é a de denunciar corajosamente os falsos mestres.  Que Deus nos ajude a consegui-lo.

 O pica pau angolano.          

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Uma resposta a INCOMPREENSÍVEL EM PLENO SÉCULO XXI

  1. flimalopes diz:

    Como se comportou Jesus para com a sociedade do seu tempo?Jesus pôs em causa a hipocrisia de inúmeras pessoas, bem colocadas, tendo denunciado a riqueza e o dinheiro.Jesus esteve sempre junto dos pecadores públicos, das prostitutas, das pessoas desprezadas e dos estrangeiros. A hipocrisia é o esforço por aparecer como bom, sem o ser verdadeiramente.Jesus demonstrou que era necessário ir além das aparências e ver no coração..
    Tenhamos em consideração o seguinte pensamento do Papa JOÃO pAULO ii: “A fé e a razão são como as duas asas, com as QUAIS o espírito humano se eleva à contemplação da verdade

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