MILICÍAS ARMADAS PROMETEM SAIR ÀS RUAS SE HILLARY GANHAR AS ELEIÇÕES AMERICANAS.

COMENTÁRIO: O mundo observa estupefacto e amedrontado o resultado ainda imprevisível das Eleições Presidenciais Americanas, depois de ter assistido a uma luta eleitoral de baixo conteúdo político e moral em que só faltou arrancar  olhos. Uma conclusão certa é a de que os Estados Unidos já não são mais o que foram e estão a desiludir o mundo inteiramente.

 Milícias saem às ruas no dia 8 e prometem guerra – SE TRUMP PERDER AS ELEIÇÕES

Membros dos Oath Keepers numa sessão de treino
Alguns grupos paramilitares estarão a monitorizar assembleias de voto para impedir as fraudes que o republicano tem denunciado.

Se Hillary Clinton vencer as presidenciais de terça-feira, Chris Hill e os membros da Three Percent Security Force prometem uma marcha armada nas ruas de Washington. À iniciativa da milícia da Geórgia junta-se a de um outro grupo paramilitar anti-governo, os Oath Keepers, que se propõe ter membros junto às assembleias de voto para evitar as fraudes que o republicano Donald Trump tem vindo a denunciar. Com as sondagens a darem os dois candidatos praticamente empatados, crescem os receios de violência entre vigilantes armados e apoiantes da ex-primeira dama ou de confrontos com as autoridades.

A própria campanha de Trump tem desde agosto estado a pedir voluntários para atuarem como “observadores” no dia das eleições. “Ajudem-me a impedir a “Hillary Corrupta” de roubar estas eleições”, pediam.

Mas não estamos a falar de uns voluntários comuns. Trata-se de homens armados, muitos deles antigos polícias ou militares na reserva. E até têm um nome de código para a missão de vigilância nas assembleias de voto: Operação Tamanco 2016. Os cerca de 30 mil membros dos Oath Keepers receberam instruções para se misturarem com os eleitores e tentar juntar provas de que houve fraude. Numa mensagem a que o The Guardian teve acesso, Stewart Rhodes, um dos dirigentes do grupo, explica que para tal, os seus homens podem ter de “usar uma T-shirt do Bob Marley, com uma folha de marijuana, os símbolo da paz ou a cara de Che Guevara”. As instruções incluíam ainda a recomendação para não levarem as armas à vista. Chris Hill, o fundador da Three Percent Security Force (assim chamada porque os seus membros acreditam que apenas 3% da população dos EUA combateu na Guerra de Independência contra os britânicos), também garante que os seus homens nunca irão disparar o primeiro tiro. Mas afirma estarem preparados para se defender.

Um dos grandes receios dos vários grupos paramilitares de direita e neonazis é que Hillary Clinton, se chegar à Casa Branca, se apresse a tornar a lei de posse de armas mais restritiva. “Oito anos de Obama foram maus, mas a caça às armas vai ficar muito pior se Hillary for eleita”, garantiu Chris Hill ao New York Times. Vestido com um camuflado e de pistola Smith & Wesson calibre .40 à cintura, este homem de barba loura que dá pelo nome de código Blood Agent (agente de sangue) acredita que Trump é mesmo capaz de tornar a América grande outra vez, como reza o seu slogan de campanha. Uma América que Hill imagina como um sítio onde o aborto é ilegal, há aulas de cristianismo nas escolas e os imigrantes não vêm “roubar os empregos” aos americanos.

Com as eleições a chegar, Trump conta com o apoio da larga maioria dos eleitores deste sul profundo, onde uma população branca, rural e de classe média se revê na sua mensagem. Com a sua retórica incendiária, o republicano veio dar nova legitimidade a algumas ideias destes grupos armados, que defendem o direito a questionar as leis. Afinal, nos últimos meses, o republicano prometeu expulsar 11 milhões de ilegais dos EUA, banir a entrada de muçulmanos no país e construir um muro na fronteira com o México para impedir a entrada de imigrantes. E até chegou a vangloriar-se que “mesmo que desse um tiro a alguém em plena Quinta Avenida”, os seus apoiantes não deixariam de votar nele. “Antes desta campanha, estas ideias estavam relegadas para uma franja da política americana. Agora foram legitimadas”, explicou à Reuters Ryan Lenz, do Southern Poverty Law Center.
A defesa da violência entrou mesmo na política mainstream. “Se Trump perder, vou agarrar no meu mosquete”, escreveu no Twitter o congressista do Illinois Joe Walsh na semana passada. Pela mesma altura, o comentador conservador Wayne Root confessava num comício de Trump no Nevada ter sonhado ver Hillary Clinton morta. Na apresentação do republicano, Root referiu-se à multidão que o ouvia como “os guerreiros de Trump” envolvidos “numa revolução popular”. E em caso de vitória da ex-primeira dama prometeu que “os americanos de classe média, cristãos, proprietários de armas, pequenos empresários, veteranos e contribuintes”, vão tomar a capital com “forquilhas, martelos pneumáticos e tochas”.

Mais uma de Trump: deixa no ar a sugestão de matar Hillary a tiro.

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