A MORTE DE UM DITADOR FANÁTICO

A MORTE DE UM TERRÍVEL DITADOR

O mundo está gravemente doente. A morte de Fidel de Castro um dos mais cruéis  ditadores da humanidade, deveria causar grandes manifestações  de alívio e alegria em todos os países genuinamente democratas. Todavia, este mundo enfermo e hipócrita, chora a morte desse  monstro perverso, como se ele fosse um vulto importante da história cubana. São verdadeiramente espantosas as reacções de pesar que se estão a observar em muitos países civilizados. A morte de Fidel despertou sentimentos conflituosos e polémicos em vários países do mundo. É verdadeiramente escandalosa a forma como a sua morte causou grande consternação em diversos países do mundo. As coisas chegam mesmo a ser chocantes e as opiniões dividem-se até dentro de cada país. Há quem aproveite a sua morte para o apresentar como um herói nacional e quem a aproveite para o apresentar como um verdadeiro monstro. O bem e o mal dividem chocantemente a sua imagem. Durante a sua vida foi apresentado ao mundo como um herói nacional, um libertador corajoso, um salvador da pátria cubana. Os cubanos eram obrigados a adorá-lo e quando dele se queixavam faziam-no de uma forma moderada e respeitosa em que transparecia o medo. Cuba era tida como uma sociedade fechada e quase impermeável, afastada do mundo actual, que tentava vender o seu modelo político a toda a América Latina. Cuba é uma grande ilha, uma civilização antiga implantada pelos espanhóis no mar das caraíbas, que se tornou importante pela sua grande produção de tabaco e de açúcar, dois produtos de grande interesse para todas as Américas e para o mundo. Diga-se mesmo que o tabaco e o açúcar foram duas fontes de prosperidade e riqueza para a ilha. O seu maior cliente era sem dúvida os Estados Unidos que apoiou na ilha um governo favorável aos seus interesses, liderado por Fulgencio Batista. Fulgencio governou Cuba por duas vezes na qualidade de presidente entre 1940 e 1944 e depois entre 1952 e 1959 tendo liderado uma ditadura opressiva e corrupta a que a revolução Castrista pôs fim em 1959. Fidel de Castro governou Cuba como primeiro ministro entre 1959 e 1976 e como presidente a partir de 1976. Seguiu uma linha política marxista leninista (linha comunista) que tornou Cuba um estado socialista autoritário e unipartidário. O povo cubano não teve opções políticas e foi submetido a uma dura política repressiva que importou o comunismo como modelo. Castro governou Cuba com mão de ferro e foi implacável para os seus opositores sendo responsável por muitas torturas e muitas mortes. As relações amistosas de Cuba com a União Soviética tornaram-se de tal forma preocupantes para os Estados Unidos que estes verdadeiramente alarmados,  tentaram sem êxito remover Castro do poder e decretaram um bloqueio económico a Cuba e uma invasão da ilha em 1961, que ficou conhecida no mundo como a invasão da Baia dos Porcos. Para enfrentar essas ameaças americanas Castro reforçou a aliança com a Rússia permitindo que ela instalasse na ilha foguetões com ogivas nucleares. Por este gesto do ditador cubano vê-se bem até que ponto Castro alimentou, irresponsavelmente, a ameaça de uma terrível guerra nuclear no mundo. Cuba foi também, durante o governo de Fidel de Castro, uma ditadura comunista  que exportou a sua política para fora das suas fronteiras enviando forças mercenárias para diversas partes do mundo. Foi uma força  expedicionária cubana que ajudou o MPLA a implantar-se politicamente em Angola, instalando no governo uma oligarquia política que explora os grandes recursos angolanos em seu proveito, tornando a família corrupta de José Eduardo dos Santos, uma das mais ricas de toda a África. Sinceramente custa-me muito a perceber as atitudes de consternação que muitos governos ocidentais manifestam pela morte deste ditador fanático, que atormentou Cuba durante tantos anos e que colocou o mundo à beira de uma guerra nuclear. 

HIPOCRISIA POLÍTICA A QUANTO OBRIGAS!

 

O Pica Pau Angolano

 

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