ATÉ QUANDO??

A noção perfeita de uma realidade complexa sobre o que hoje se está a passar nalguns  países europeus da Europa do Sul, no que concerne  a leis da União Europeia que oprimem esses países, incluindo Portugal e a Grécia é de pasmar e só mesmo o carácter dócil e servil destes  povos e uma completa ignorância democrática podem explicar a sujeição às arbitrariedades cometidas pelos seus governantes. Portugal infelizmente é hoje um país falido e sem qualquer tipo de soberania. As agências de rating consideram-no como um país em estado de lixo económico. Que atitude, pergunta-se, tomam os portugueses em relação a essa dramática classificação? Encolhem os ombros e ficam indiferentes! E que atitude tomam os governantes? Argumentam com milhares de especulações subjetivas, que a maioria das pessoas não entende, para se poderem explicar e para fugirem a qualquer responsabilidade pessoal. É um facto  que o nosso país se transformou numa verdadeira quintinha ao serviço dos partidos políticos que se sentem felizes por poderem manter os seus chorudos vencimentos, o seu estatuto social e as suas regalias. Nada mais parece interessar-lhes, apenas desejam   manter o seu status-quo, até  que se  esgote o tempo necessário para lhes serem atribuídas  escandalosas mas confortáveis pensões vitalícias. A dívida do país cresce sempre geometricamente e torna-se até impagável. Pode ser que as futuras gerações, mercê de algum milagre ou mágica, ou até mesmo de um perdão misericordioso a venham a saldar. Todavia, isso não passa de uma mera suposição ou espectativa. A justiça deixou de funcionar, ou melhor, só funciona com rapidez e à vontade para julgar e sentenciar os pobres e os remediados. Os ricos, esses conseguem sempre escapar a sentenças merecidas, através de contínuas ações de recurso e o julgamento dos seus crimes de colarinho branco,  mercê desses contínuos e hábeis recursos acabam  por prescrever. O tesouro  nacional é continuamente delapidado pelos governantes e não tem recursos financeiros para  investir no desenvolvimento da nação. O país deve agora milhões de euros, mas incompreensivelmente os políticos exportam  milhões de euros para as suas contas offshore. Estamos pois a viver uma realidade verdadeiramente espantosa e incompreensível, que nos apresenta a imagem grotesca de um país falido mas recheado de políticos ricos. Portugal é nesta época da sua história um país envelhecido, com um índice de natalidade terrivelmente baixo, porque as famílias deixaram de ter condições para sustentar mais filhos e os poucos que possuem já estão mesmo a passar mal e a viver em grave precariedade. A maior parte das famílias da classe média, além da fome, passa também frio, porque não tem condições económicas para se aquecer com uma energia elétrica que é uma das mais caras da Europa. O mesmo acontece com os combustíveis líquidos cujo preço torna o custo dos transportes caro e vai isolando cada vez mais as povoações do interior. As  aldeias portuguesas estão a desertificar-se  continuamente e são habitadas por pessoas idosas que mal conseguem sobreviver, porque os seus jovens foram forçados por necessidades várias a abandonar os seus pais e a emigrar para o estrangeiro.   A assistência médica cada vez mais necessária para apoiar as pessoas idosas nas aldeias está a desaparecer, impondo-lhes deslocações difíceis e onerosas fora das suas localidades. A rede bancária nacional abalada por graves problemas financeiros, que já se refletiram  gravemente em  muitos pequenos aforradores, fazendo-os perder as suas economias, está a tornar-se objeto de grande desconfiança popular e contribui para a intranquilidade de vida nas aldeias do interior. Hoje sabe-se que os bancos, para reduzirem as suas despesas e aumentarem os seus lucros, estão a fechar muitas das suas filiais rurais.  Pergunto: Que condições terão estas pessoas para poderem prevalecer nesses lugares e para sobreviver? O Governo teima em não  reconhecer essa realidade,  e serve-se dos media para propalar verdadeiras mentiras que pretendem convencer o povo de que o país está a sair do atoleiro em que caiu. A atitude parece-me profundamente criticável e até criminosa. As coisas estão a tornar-se cada vez mais insuportáveis. Sempre ouvi dizer que a mentira tem pernas curtas e não pode ir longe. Pergunto: Que tristes factos teremos de conhecer ainda? Até quando teremos de suportar governantes corruptos ou incompetentes, destituídos de patriotismo e de amor ao país e ao povo, que governam e que gozam de total impunidade ?

 

O pica pau angolano.

 

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