AS PROFECIAS DE SAVIMBI

AS PROFECIAS DE SAVIMBI –  Mensagem ao povo angolano

Savimbi foi um líder genuíno do povo angolano, um líder interessado no povo e na nação angolana. A sua  morte  foi  sem  dúvida  uma  perda  colossal para esse grande e rico território  africano,  que  estava na mira  do  grande capital mundial devido à sua espectacular riqueza. O balanço do poder internacional do após guerra foi a  verdadeira  sentença de  morte para a  independência de Angola.  O vasto  e  rico território situado ao Sul da África Equatorial era rico demais  para  poder   construir   a  sua  independência  sem  a  poderosa interferência   dos abutres e chacais da economia mundial.  À guerra real que esfacelou toda a Europa nas décadas de 30 e 40, seguiu-se a guerra fria entre as duas grandes potências que emergiram vitoriosas do grande e devastador conflito. Elas estavam decididas a tomar  partido  económico  da sua vitória. Angola  era  e  é  ainda  um  grande  e  rico  mosaico  de  povos  bantus  que aspiravam  e  aspiram  ter  uma   independência   verdadeira  que  consiga satisfazer as aspirações legítimas de todas as etnias  do seu povo. Portugal como  potência  colonizadora   não soube  conduzir  o  território  a  uma independência verdadeira e sã e ofereceu-o de bandeja às garras de um neocolonialismo voraz que o mergulhou numa sangrenta e longa guerra nacionalista. Essa guerra destruiu uma grande parte da estrutura económica do território e causou milhões de mortes de africanos inocentes que tudo o que  desejavam   era   poder viver  livres  e  em  paz.   As  grandes  riquezas petrolífera, aurífera e  diamantífera eram e são ainda a apetitosa manteiga que os neocolonialistas internacionais desejam possuir e saborear para com ela se lambuzarem. Na altura histórica  em  que  tudo  ocorreu  a  economia angolana assentava numa rica agricultura em que o café, as oleaginosas, o açúcar, as madeiras exóticas,  o milho e o feijão desempenhavam um papel muito relevante na economia do território. Portugal nunca foi um país com vocação mineira ou  industrial e  desenvolveu o  território  da  forma  mais harmoniosa possível, dando destaque  particular  às actividades agrícola e pecuária,  porque  eram aquelas  em  que  o  legítimo  povo   africano tinha capacidade para participar sem o envolvimento de capital. O petróleo surgiu muito depois e eu pude participar 18 anos na sua pesquisa e descoberta. Não foram os americanos da Cabinda Gulf Oil que o descobriram. Foram os belgas da Petrofina que o começaram a descobrir e  explorar  em diversos  pontos do território. Foram também os belgas que  construíram a primeira refinaria em Luanda que assegurou   a  independência  energética  de Angola.   Quanto aos diamantes  eles  já  tinham  começado  a   ser  explorados  desde 1917  pela Companhia dos Diamantes de Angola. Na altura em que se desenrolaram as guerras colonial e nacionalista, Angola já exportava grande quantidade de ferro para o Japão. Angola era, depois da Rodésia do Sul, da África do Sul e de alguns outros países africanos, um território bem desenvolvido e estruturado.   Portugal,  ouso dizê-lo,  terá  sido  durante  a sua permanência colonial em África, um dos países mais activos na promoção do progresso do território  angolano.  Mas,  na promoção  da  sua  independência  e  na  sua política, foi um verdadeiro desastre.  Pode dizer-se que a independência de Angola foi demasiado turbulenta por falta de visão política do governo do Estado Novo. A agitação e  indefinição política que se vivia nessa ocasião na metrópole  portuguesa,  com  um  exército  contaminado  pelo  comunismo, foram sem dúvida alguma a explicação para a grande e vergonhosa trapalhada da descolonização de  Angola.  A  independência  de  Angola foi parida à pressa sem ter em conta o interesse e a segurança dos seus povos e foi por isso uma autêntica vergonha. Um grupo de cleptocratas apoiados por interesses externos e pelo Governo português da ocasião apoderaram-se do poder pela força das armas e exercem-no em proveito próprio, arrecadando grandes e escandalosas fortunas pessoais. Sendo Angola um país de enormes potencialidades económicas ele é contudo incapaz de   proporcionar aos seus cidadãos uma vida digna e toda essa grande riqueza não está a ser colocada ao interesse do povo e do país. O Governo pro comunista do MPLA que se impõe pela força das armas ao povo de Angola é impopular e não merece governar. O povo angolano nas  próximas  eleições  legislativas  deve  demonstrar pelo voto, sem  medo,  a  sua  vontade de mudança. Os cleptocratas  que  ocupam agora o poder e escravizam o povo  devem  ser afastados,  para  que  o  povo angolano consiga viver de forma decente e democrática, auferindo da riqueza da sua pátria.

O Pica Pau Angolano

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