PERGUNTAS A QUE O GOVERNO NÃO DÁ RESPOSTA

PERGUNTAS A QUE O GOVERNO NÃO DÁ RESPOSTAS

Que espécie de crédito pode merecer aos portugueses  um sistema judicial que não julga decentemente as quadrilhas de políticos que esventram o erário nacional e que conduzem o país à miséria económica? Todavia, que são extremamente céleres a julgar qualquer cidadão comum e que o condenam rapidamente se tiver furtado apenas um sabonete barato ou um pacote de bolachas de valores inferiores a 1 €? É triste dizê-lo, por ser uma verdade que dói muito, a quem ainda tiver um ténue patriotismo. A corrupção dos governantes e de uma grande parte da nossa classe política é mais do que evidente, descarada e impressionante. Vivemos envolvidos num paradoxo em que os lucros são sempre para os ricos e os prejuízos para os pobres, que como vulgares contribuintes os terão de  pagar. Este paradoxo tornou-se uma realidade que alastra rapidamente por uma grande parte dos países europeus e a União Europeia encolhe os ombros com absoluta indiferença fazendo da corrupção uma verdadeira instituição natural e intocável.             Duas coisas proporcionam este modelo de coisas.  A partidocracia e a imunidade política dos governantes. São notórias mas irredutíveis. A Europa, berço de uma civilização que gerou e desenvolveu conceitos de grande valor humano, que foram os fundamentos para se poderem  construir    sociedades justas e decentes, acabou por se deixar cair num espírito de corrupção e vive  agarrada ao mais puro e sórdido materialismo. O Espírito com que a União Europeia foi concebida e formada foi inteiramente subvertido e jamais se alcançará o objetivo sonhado. Os media inteiramente dominados pelo capital e por interesses materiais estão a desempenhar um papel de entorpecentes com zelo e convicção. Os cidadãos veem-se  confundidos e votam sem consciência das suas escolhas. Votam numa alternância de partidos que zelam pela sua grandeza, pelo  seu poder e para o bem estar dos seus membros. O comunismo e a sua doutrina já fortemente enraizados, realçam direitos sem admitir deveres e grande parte das pessoas acham-se com direito a viver de subsídios do Estado sem ter de trabalhar. Mas sem investimento em áreas produtivas diminuíram as oportunidades de emprego e o país empobrece e mirra. A revolta toma conta dos frustrados e os espíritos de solidariedade e de patriotismo vão desaparecendo. Casas onde não há pão todos ralham e ninguém  tem razão. Ninguém presta grande atenção à dignidade humana e apenas prevalece um espírito de sobrevivência. As coisas precisam de mudar urgentemente para poder garantir a nossa sobrevivência de nação soberana. Só um perdão da nossa enorme dívida nos poderá salvar. Não é natural que isso venha a acontecer e os juros acumulam-se de dia para dia. Para distrair e manter as pessoas calmas, submissas e alheias ao nosso grande problema de sobrevivência económica, transmitem-se volumosas doses de futebol em quase todos os canais televisivos, bem como novelas e concursos. E é muito triste ver tantas pessoas a bater palmas com cara de parvos. Cada vez se pedem mais sacrifícios ao povo sob a forma de impostos e os preços dos alimentos sobem constantemente. A energia elétrica é das mais caras da Europa e o povo não a pode usar para se aquecer por não ter condições para suportar essa despesa. O nível de assistência médica nas aldeias do interior tem estado a piorar progressivamente, o que torna a permanência humana (principalmente de pessoas idosas) difícil e arriscada. Os jovens não querem nem conseguem viver no interior do país, onde é impossível arranjarem emprego e são  obrigados  a  emigrar, abandonando  as  suas famílias.  O  índice  de  natalidade  baixou drasticamente porque as condições para se criarem  filhos são quase impossíveis. Portugal é hoje um dos países da União Europeia com uma das mais baixas taxas de natalidade, o mais baixo salário mínimo e com  pensões de miséria absoluta. Hoje, muitos idosos, para poderem comprar os seus medicamentos essenciais têm de passar fome o que é uma verdadeira vergonha nacional.

 

O Pica Pau Angolano

 

 

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