O LIMIAR DA POBREZA EM PORTUGAL ESTÁ DEFINIDO MUITO ABAIXO DO QUE DEVERIA.

Estudo científico demonstra que o limiar da pobreza em Portugal está definido muito abaixo do que deveria.

 Um indivíduo em idade activa a  viver  sozinho  deveria  ganhar, por mês, 783 euros para ter um nível de vida digno e um casal com um filho menor deveria auferir cerca de 1.800 euros, revela um estudo  apresentado  esta terça-feira.

As conclusões são do estudo “Rendimento Adequado  em Portugal  (raP) — Quanto é necessário para uma pessoa viver com dignidade em Portugal?”, que resulta de uma parceria entre várias universidades, entre as quais a de Lisboa e a Católica, e a Rede Europeia Anti-Pobreza, e que demonstra que o limiar da pobreza em Portugal está subestimado.

Os valores de rendimento estimados neste estudo para que cada um dos agregados familiares viva com dignidade são  superiores  aos  422 euros mensais definidos em 2014 como limiar da pobreza ou aos 439 euros de 2017.

O estudo teve, primeiramente, em  consideração o mês de  dezembro  de  2014 como mês de referência dos orçamentos construídos, para depois os atualizar a preços de abril de 2017.

Olhando para os valores actualizados de 2017, o estudo revela que um indivíduo com 65 anos ou mais a residir só deveria ganhar 634 euros, enquanto um casal em que ambos têm 65 anos ou mais deveria auferir     1.007 euros mensais.

Já um indivíduo  em  idade activa,  ou  seja  dos  18 aos 64 anos, a residir só precisa de pelo menos 783 euros para viver com dignidade, enquanto se for um casal em que ambos estão em idade ativa, o valor deveria subir para os 1.299 euros.

Uma família monoparental com  um  filho  menor  de  idade  precisa  de 1.374 euros mensais, já um casal de indivíduos em idade ativa com um filho menor de idade (12 anos) deveria poder receber por mês 1.796 euros.

Se o caso for o de  um  casal em idade ativa com dois  filhos  menores de idade (02 e 12 anos),  então  valor  mensal aumenta  para  os  2.271  euros,  baixando para os 1.816 euros no caso de um casal em idade ativa com um filho maior de idade (26 anos).                                                                                                                 “Estes resultados sugerem que o uso deste limiar de pobreza subestima a medição da incidência da pobreza em Portugal, se considerarmos, como referência para este cálculo, o valor do rendimento necessário para obter um nível de vida digno”, lê-se nas conclusões do estudo. Em declarações à agência Lusa, o coordenador do trabalho de  investigação  admitiu  que o  conjunto de investigadores já esperava que os valores do raP fossem superiores ao que é o limiar de pobreza do Eurostat, o valor usado para “tudo o que são medidas de avaliação políticas ou actualização políticas”.                                                                    “Há uma clara subestimação dos valores da pobreza e há uma subestimação também dos valores, dos mínimos sociais que estão fixados, do salário mínimo, dos mínimos sociais da protecção social”, apontou José Pereirinha.

O responsável admitiu que a  investigação não fez  cálculos  para  descobrir o número real de pobres em Portugal porque se entendeu ser mais importante “comparar os limiares de pobreza com este  valor  de rendimento adequado”, mostrando que os valores atuais são baixos.

Por outro lado, o investigador salientou que o estudo traz outra importante conclusão: a   de  que  “as crianças  têm   um  custo  superior  àquilo  que  se convenciona habitualmente” nas escalas de equivalência, ou seja, o peso que as   crianças têm  no  cálculo    das   prestações  sociais  que    dependem   da composição familiar.

“Quando o RSI [Rendimento Social de Inserção] é determinado em função do número de adultos equivalentes no agregado, faz-se isso  usando  a  escala  da OCDE   [Organização para a  Cooperação  e  Desenvolvimento  Económico] “, exemplificou José Pereirinha.

Apontou  que  a   investigação  revelou   que  as  escalas  de    equivalência demonstradas neste estudo são diferentes das da OCDE porque “têm um custo  implícito que é superior  àquele  que as  escalas  da OCDE   estão a admitir”.

Este artigo que publico com a devida vénia, foi retirado do Diário de Notícias. Faço-o  para lhe imprimir uma maior divulgação. 

COMENTÁRIO: O GOVERNO PORTUGUÊS DEVIA ENVERGONHAR-SE     POR ESTAR  A  PRATICAR VALORES  ESCANDALOSAMENTE  IRREAIS   QUE SUBMETEM IDOSOS E CRIANÇAS  À TORTURA DA FOME. NÃO NOS PARECE NADA  LÓGICO  QUE  O  GOVERNO  O ESTEJA FAZENDO   PARA EQUILIBRAR O ORÇAMENTO  NACIONAL, QUANDO O  DINHEIRO  DO ORÇAMENTO SE GASTA A FAVOR DAS INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO,         DAS PARCERIAS PÚBLICO PRIVADAS, DOS CUSTOS EXAGERADOS DE    UM  PARLAMENTO  SATURADO  DE  DEPUTADOS  QUE SÃO  ELEITOS      SEM  PROVAS  DE    COMPETÊNCIA  E  POR SUFRÁGIO DOS ELEITORES,   SEM   RAZÃO   QUE      JUSTIFIQUE OS SEUS EMPREGOS  PRIVILEGIADOS E OS SEUS CHORUDOS VENCIMENTOS. UMA GRANDE MAIORIA DESSES ELEMENTOS SERVEM SOMENTE PARA VOTAR E PARA FAZER QUÓRUM. QUEM SABE MESMO, SE, NO FINAL DOS SEUS MANDATOS,  NÃO TERÃO, AINDA POR CIMA, DIREITO ÀS ESCANDALOSAS  PENSÕES VITALÍCIAS. É EVIDENTE QUE, COM ESTAS DESPESAS PARLAMENTARES INÚTEIS, NÃO SERIA POSSÍVEL  CONCEDER PENSÕES DE SUBSISTÊNCIA MAIS HUMANAS, REALISTAS E DIGNAS. 

 

 

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