Acerca de mim

 

Dados Biográficos do Autor

O autor, Afonso Soares Lopes, nasceu em Angola, em 1929, na Província de Benguela, Concelho do Lobito. Viveu grande parte da sua mocidade e juventude no Distrito do Huambo, onde seu pai foi um prestigiado e rico comerciante. Viveu, estudou e trabalhou em Angola até 30.06.1975, ano em que, por razões de segurança, foi forçado a sair da sua terra natal, para poder salvar os únicos bens que ainda lhe restavam, a família e a vida. Refugiou-se temporáriamente na Rodésia, território africano independente sob governo europeu, agora República do Zimbabwe.  Daí saíu um ano depois para se ir fixar no Brasil, país onde viveu e trabalhou até 1981. Durante os 45 anos de vida em Angola, trabalhou 18 anos para uma importante Companhia estrangeira, que se dedicava à exploração de petróleo onshore. Assistiu ao nascimento e desenvolvimento da poderosa indústria petrolífera angolana, actividade que se transformou no principal suporte economico do território angolano.  Enquanto viveu em Angola efectuou algumas viagens pela maior parte dos territorios africanos situados ao Sul do Equador com o objectivo de estudar vários aspectos da sua realidade económica. Depois de ter regressado a Portugal em 1981, procedente do Brasil exerceu importantes funções empresariais, tendo nessa altura visitado os U.S.A., grande parte da Europa Ocidental, a Hungria e os territories de Macau e de Hong Kong.  Cursou em Angola na Universidade de Economia de Luanda, mas não tirou o curso de economia como desejava, por causa da Guerra Colonial e dos seus importantes deveres profissionais na  Empresa em que trabalhava. Reformou-se em Portugal com 65 anos de idade tendo-se dedicado então à actividade seguradora e imobiliária. Actualmente está dedicado em exclusivo às obras literárias que escreve, sendo autor de algumas obras já publicadas e de outras a publicar brevemente.

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34 respostas a Acerca de mim

  1. fernando lima lopes diz:

    Avida é uma dádiva de Deus
    Alguem afirmou que a vida se fazia caminhando.Eu,porém,tenho outra opinião:Avida faz-se vivendo,todos os dias, todas as noites,pois aquilo que cada um semeia,isso recolherá
    Isto é:Se aproveitarmos ao máximo tudo o que de bom DEUS nos concede,se tivermos saúde e possibilidades financeiras para podermos viajar,conhecer novas terras,novas gentes, novas culturas, devemos aproveitá-las. E não ficarmos sempre a viver, no mesmo local onde nascemos,sem sabermos gozar a vida,que é tão bela e tão curta,esperando que a morte nos venha buscar,sem nada termos conhecido,por nada termos contribuido
    Esta foi a tua caminhada Afonso, soubeste ultrapassar todos os obstáculos e saltar todas as barreiras, para, no fim da tua carreira, poderes usufruir os resultados dos grandes sacrificios
    que resultaram no teu grande exito.-
    Um grande abraço de parabens pelo teu esforço e vontade indómita de vencer
    Fernando Lima Lopes

  2. Cláudia Jaime diz:

    Comprei o livro Café Amargo numa sessão de autografos no Barreiro.Disse ao autor sr.Afonso Soares Lopes que seria a minha mãe a primeira pessoa a ler o livro mas não resisti e fui espreitar as primeiras paginas…afinal serei eu a primeira pessoa a ler o livro.Apaixonei-me pela historia e as suas personagens!

  3. Fernando diz:

    Parabéns. Um trabalho excelente. Também conheço Angola que terá sempre um lugar à parte no meu coração.

  4. Júlio diz:

    06-02-2013 Bom dia, sr. Afonso. Talvez tenha encontrado a pessoa certa para responder às minhas inquietações mentais acerca de Angola que é um país que me fascina desde sempre que comecei a estudá-la. Sou brasileiro e tenho 40 anos, nasci em 1972, sou de São Paulo-SP. Angola pelas fotos e vídeos da internet parecia ser (até 1975) o paraíso na Terra, o “lugar onde a colonização portuguesa tinha dado certo”, com cidades lindas, limpas, bem planejadas (bem diferente do Brasil, p.ex.). Ao mesmo tempo parece, pelos vídeos, que os brancos viviam numa colônia de férias, cercados de tudo de bom materialmente falando, causando até inveja aos portugueses de Portugal. Gostaria de saber o que fez a população negra de Angola sentir tanto ódio dos brancos portugueses, e se foi realmente ela quem fez os portugueses fugirem tão depressa e de forma enlouquecida. Outra coisa intrigante é a tal Ponte Aérea, de onde surgiu tanto avião de uma hora para outra de todas as partes do mundo para “salvarem os portugueses”, isto se deve a que tipo de “bondade”, fico me perguntando. Os brancos de Angola não gostavam dos portugueses, outra pergunta. Para onde foi o dinheiro depositado nos bancos de Angola, as barras de ouro e diamantes guardados em cofres, outra pergunta. Os brancos exploravam muito os negros lá em Angola, assim como foi no Brasil no tempo da escravidão negra aqui, outra pergunta. Não havia nenhuma possibilidade de conciliação com os negros angolanos, ou Portugal estava lutando, em verdade, contra praticamente todas as potências do mundo interessadas em fatiar o território angolano, e a exploração dos negros foi apenas o pretexto, outra pergunta. Se não houvesse a guerra colonial e por conseqüência, as civis, Angola seria hoje uma espécie de “África do Sul dos tempos do apartheid”, outra pergunta.
    Um português que tinha banca de jornal aqui em SP-SP, meu conhecido, foi soldado em Angola e dizia que os brancos de Angola odiavam os soldados portugueses, e que estes (os soldados) nada faziam para salvá-los do caos. Seria inveja, ou absoluta falta de condições, outra pergunta. Existem brancos angolanos ainda, outra pergunta. E para terminar, por hora, pergunto-lhe: capitalismo, socialismo e comunismo dão um bom omelete temperado com bastante corrupção “ralada” (situação de Angola atual), outra pergunta. Espero ter suas respostas, um cordial abraço. Júlio.

    • angolano29 diz:

      Caro Sr. Júlio,
      Gostaria de poder trata-lo pelo seu nome completo. Por isso não considere descortesia tratá-lo apenas por Júlio. Pessoalmente, creio, que respondendo às suas perguntas nunca conseguirei dar-lhe uma noção exacta de como se vivia em Angola nos anos turbulentos da luta pela independência. Escrevi duas obras sobre o assunto e penso que a maior parte das suas importantes perguntas encontra nelas uma resposta cabal. Nessas duas obras que escrevi tive a honestidade de as considerar polémicas, pois não posso negar que lhes transmiti algumas ideias muito pessoais, por ter sido um interveniente e uma testemunha directa desse período convulsivo que Angola viveu entre 1961 e 1975. Se me perguntar se os portugueses foram justos e correctos com os africanos em todas as suas relações, dir-lhe-ei que não. Tenho 83 anos de idade e a minha experiência de vida sempre me mostrou que as relações entre colonos e colonizados nunca conseguiram ser perfeitas, mesmo que ambas as partes nisso se esforçassem. O que no entanto lhe posso garantir é que Portugal (refiro-me exclusivamente ao Governo fascista de então) praticou um grande número de indignidades tanto com os africanos como com os próprios colonos. Mas de todos, os mais atingidos e prejudicados, foram todos os europeus que nasceram em Angola e nos outros territórios do Ultramar português e os milhares de africanos que lutaram ao lado dos portugueses e que foram depois completamente abandonados e mortos. Para ter uma resposta global satisfatória convido-o a ler a minha obra “Café Amargo, Angola em tempos de Guerra.” No meu blog encontrará transcritas muitas páginas dessa obra que o ajudarão a compreender melhor o problema. Informo-o também que apesar da generosidade de muitos países ocidentais que colaboraram na grande ponte aérea para evacuar as pessoas que fugiam aos horrores da guerra, o transporte não foi suficiente para satisfazer as necessidades e muitos portugueses fugiram desordenadamente atravessando a selva e passando por situações dramáticas, sem meios de segurança e de subsistência.
      Obrigado pela sua visita ao blog e por esta sua mensagem.
      A.S.Lopes

  5. JOSÉ ANTUNES GONÇALVES diz:

    Ex Senhor Afonso Soares Lopes
    Depois de receber dois mails com as frutas de Angola descobri o seu blog e estou a mandar o meu mail para pedir autorização de publicar estes tema de frutas de angola que recebi de um desconhecido
    grato e ficando a espera
    um grande Kandandu
    Zé Antunes
    zeiantunes@hotmail.com

  6. fernando lima lopes diz:

    Gostei, como gosto de ler os comentários efectuados, sempre, a teu respeito, por pessoas que desconhecem os acontecimentos que partilhamos juntos na nossa Terra Natal, que muito amamos e que nunca esqueceremos, vivamos o tempo que vivermos.
    Teu amigo de sempre
    Fernando

    • angolano29 diz:

      Caro Fernando Lima Lopes,

      Agradeço-te as palavras amigas que me diriges e revivo na memória os tempos felizes em que nos conhecemos em Nova Lisboa (Huambo de hoje). Têm desculpa as pessoas que por vezes comentam e criticam aquilo que nunca conheceram, o mesmo não direi das que, como nós, viveram e conheceram profundamente tudo o que se passou nessa negra noite da irresponsável descolonização e que esqueceram por completo o justo sentimento da indignação e da revolta.

  7. Mario Carmo diz:

    Meu caro Afonso Soares Lopes
    Parabéns pelo seu trabalho.
    Muito explicito e com belas imagens.
    Sou Presidente da Associação de Protecção á Fauna de Angolana, mais concretamente do que concerne á preservação dos chimpanzés. Acabo de ser nomeado representante do Projetogap Gran Símio Mundial – projetogap.org.br para Angola e Portugal.
    Escrevi o livro EU SOU A CHIMBA II lançado recentemente em Portugal e apadrinhado pelo Embaixador de Angola. Será lançado em Angola no mês de Julho .
    Gostava de ter a sua morada para lhe oferecer um livro

    • angolano29 diz:

      Caro Amigo e visitante,

      Agradeço a sua amável saudação e é para mim um grande prazer registar a sua visita ao meu blog. Agradeço também o seu elogio. Fico sempre muito feliz quando conheço alguém que também se dedica a escrever sobre a fauna, e principalmente sobre a fauna africana, pois amo o continente africano onde nasci. (em Angola) A oferta da sua obra, que antecipadamente agradeço, é para mim motivo de grande satisfação. Pode enviá-la para o seguinte endereço: Afonso Soares Lopes, Rua 8, lote 43, 1º C. – Santo António da Charneca – 2835 -513 Barreiro, Portugal. Vou aguardá-la com muito interesse. Antes de terminar quero desejar-lhe muito sucesso no desempenho do seu importante cargo.
      Um abraço.
      ASLOPES

    • angolano29 diz:

      Caro Sr. Mário Carmo,

      Espero que se encontre bem. Enviei-lhe uma mensagem para o endereço mariofcarmo@gmail.com para a qual não recebi, até hoje, qualquer resposta.
      Nela pedia-lhe o favor de me enviar o seu endereço postal, pois não consegui ler bem o seu remetente no envelope em que me enviou o “Eu sou a Chimba.” Desejo enviar-lhe um livro sobre a fauna Angolana, que escrevi há uns anos e que foi sucesso nalgumas escolas oficiais de Portugal. Já li o seu livro. Gostei bastante e acho que ele consegue despertar o interesse dos leitores para o problema que foca em primeiro plano; a preservação da fauna primata de Angola e da bacia do Rio Congo. Espero que o seu lançamento em Angola seja um grande sucesso e que contribua para desencadear um movimento de adesão ao projeto. Fico aguardando notícias suas.
      Um grande abraço e votos de muito êxito para o seu importante trabalho.
      Afonso Soares Lopes

  8. Mario Carmo diz:

    Meu caro amigo
    Obrigado pelas suas palavras. O meu endereço :Mário Carmo -Rua Perpendicular á Estrada Ponta Delgada Vivenda Belo Horizonte nº1 2670 – Loures

  9. Obrigado pela informação. Vou procurar enviar-lhe a minha encomenda na próxima semana, se nada o impedir. O seu contacto será sempre bem vindo.
    ASL

  10. Júlio diz:

    Uma lição certamente dessas mensagens todas se aproveita: de que neste temos que viver o dia presente da melhor forma possível, pois o passado nos ensina que por mais que se trabalhe, se estude, se economize, da forma “direita” ou da forma “torta”, sempre haverão “coisas” pelo meio do caminho. “Transplantar-se” neste mundo lusófono e africano, mesmo não sendo nenhuma coisa nem outra é fascinante (e sem sofrer as conseqüências do que aconteceu), e por estas e por outras, percebe-se que o mundo, em verdade, nada mudou, infelizmente. Um cordial abraço.

  11. Ótima biografia, parabéns por sua história de vida. Deus te abençoe e te dê muita saúde!

    • angolano29 diz:

      Caro Gildevan,

      Obrigado pelos parabéns sobre a minha história de vida. Deus, tem-me abençoado e se saí de Angola com vida e sem sem molestado
      a Ele o devo unicamente.

    • angolano29 diz:

      Caro amigo Gildevan,

      Obrigado pela sua saudação. A minha história de vida é recheada de coisas alegres e de coisas tristes como acontece com um grande número
      de pessoas. Obrigado pelos seus votos. Tenho muitos e grandes motivos para levantar as minhas mãos aos céus e agradecer a Deus as bençãos que
      sempre me dispensa. Se consegui sair de Angola vivo a

      • Prezado e estimado autor e poeta ambientalista brilhante, Afonso Soares Lopes. Parabéns mais uma vez pelas sábias palavras de gratidão a Deus, fruto de um coração humilde e aquebrantado, resultado acreditamos nós de experiências bem vividas, características de um homem sábio, sereno e prudente, Deus te ilumine e te abençoe neste ano novo de 2014 e em toda a sua trajetória de vida. São muitas a pessoas que tem recorrido ao uso de palavras, entretanto são poucas as que usam com sabedoria e brilho, você é uma dessas pérolas da África Angolana!
        Cordial abraço fraternal em Cristo!

      • angolano29 diz:

        Caro Amigo Gildevan,

        Registo as suas palavras amigas com apreço. Eu certamente não as mereço e acho que o amigo exagera nos elogios que me dirige. Continuo a guardar em meu coração um amor profundo a Angola, pois foi a terra onde nasci e cresci, alegre e feliz. Desejo tudo de bom para esse país e para o seu povo. Apareça mais vezes e vá comentando. Será sempre bem vindo.

        Um abraço em Cristo. Ele virá repor a paz e a justiça, castigando os maus e premiando os bons. Tenha fé.
        ASLopes

  12. Francisco Alberto Ribeiro Cação diz:

    Caro Sr. Afonso Soares Lopes,
    Sou natural de Luanda, e estou em fase final da escrita de um livro em que falo sobre a minha vivência em Angola desde 1945 a 1975. Entre outros temas, falo sobre vários animais, alguns tenho fotos mas de outros não. Vendo na Net o sitiodopicapauangolano, repteis de Angola, pela qualidade, daí os meus parabéns, fiquei interessado nas fotos do crocodilo atacando um gnu, o varano, giboia engolindo um javali, a surucucu, mamba verde e cobra cuspideira. Claro que consigo estas fotos na totalidade ou em parte se for ao Zoológico de Lisboa, mas as suas estão muito boas. Com isto, venho pedir autorização por E-mail para publicar as referidas fotografias no meu livro.No livro, em baixo de cada foto, será feita menção do seu autor, neste caso o Senhor.
    Antecipadamente grato pela atenção, apresentos os meus melhores cumprimentos,

    Francisco Cação

    • angolano29 diz:

      Sr. Francisco Cação,

      Obrigado pela sua visita ao meu blog. Sou também angolano como certamente já percebeu. Nasci na Catumbela, pertinho do Lobito.
      Algumas das fotos que utilizo são extraídas da net. Muitas das minhas fotos perderam-se na saída precipitada de Angola. Vi-me na necessidade de recorrer à Net para obter algumas fotos. Se utilizar alguma das fotos do meu blog, diga. proveniente da Net.

      Espero que apareça mais vezes.
      o pica pau angolano

  13. Alcinda Domingues diz:

    Sr Fernando foi um grande prazer ver a minha catumbela eu nasci na catumbela gostei muito de recordar a minha vila o meu pai trabalhou 40anos para a fabrica da cassequel gostei imenso obrigada em julio se Deus quizer estarei em angola vou a benguela belos tempos recordar è viver. Atentamente Alcinda Domingues .

    • angolano29 diz:

      Cara Alcinda Domingues,
      Cara Alcinda,
      Está a batizar-me? Onde arranjou o Fernando?
      Eu chamo-me Afonso José. Devo dizer-lhe que não conheço muito bem a Catumbela. Quando meus pais saíram de lá eu só tinha 5 anos. Fui então
      viver para o Huambo, onde passei a maior parte da minha mocidade. Em Luanda vivi 20 anos. A Catumbela de hoje deve ser muito diferente da Vilinha dos mosquitos e dos jacarés que eu conheci.
      Um beijinho e votos de boa saúde.
      O pica pau angolano.

  14. maria filipe diz:

    Sr. Afonso Soares Lopes. Também vivi 2 anos em Moçâmedes, depois percorri mais terras, pois o meu pai era da G. Fiscal. Em Angola, cresci, casei e nasceram duas filhas .Também tivemos que abandonar a terra que tanto amávamos. O meu marido acabou por falecer, levando Angola no coração. Tudo o que o que o sr. diz é a pura da verdade. Nunca fomos compreendidos. Foi mais fácil atacar-nos do que nos defenderem e protegerem. Desejo-lhe toda a felicidade do mundo. Um forte abraço.

    • angolano29 diz:

      Cara Senhora Maria Filipe,

      Obrigado pela sua mensagem. Pelo que escreveu fiquei com a impressão de que terá lido o meu livro “Café Amargo – Angola em tempos de Guerra” ou
      o “Portugal na Rota da Vergonha”. O que Portugal está a passar neste momento teve início em Angola. Os portugueses pagam agora, com sofrimento, a traição que cometeram para com os seus irmãos que viviam em África. O que os portugueses fizeram nessa ocasião foi verdadeiramente vergonhoso.
      Ainda hoje, depois de tantos anos decorridos sobre o que foi a escandalosa vergonha da nossa saída do Ultramar, continuo a não me conseguir adaptar à pobre mentalidade destas pessoas. Não são pessoas, são bichos sem coração e sem vergonha. Aqui só se preocupam a sério é com o futebol, com o Benfica, o Sporting e com o Porto. A seguir são as novelas e depois a Igreja. Enquanto esta mentalidade prevalecer, Portugal nunca será coisa alguma. Talvez já tenham começado a perceber que o que davam para o ULTRAMAR era muito menos do que o que recebiam de lá.
      Retribuo com simpatia os votos que me dirige. Aonde vive agora? Seja feliz e viva com satisfação. Não deixe morrer as saudades da Angola que nós conhecemos.
      Ao dispor.
      Afonso Soares Lopes
      Afonso Soares Lopes

  15. Sâmia Moraes Zarzar diz:

    Sr. Afonso Soares Lopes,
    Estou muito feliz de ter encontrado seu blog. Um dos meus ancestrais é uma escrava que foi de Angola para Pernambuco – Goiana, Parece que ela tinha saído de Cambinda.Acho que isto ocorreu no século XVIII. Ela foi uma esposa, mãe, avó exemplar. Avó da poetisa Auta de Souza, do ex-senador Eloy de Souza, do educador Henrique Castriciano de Souza e João Câncio de Souza (do qual sou descendente) Eles foram criados por ela com todo zelo e dedicação.
    Hoje moro em Amsterdã com minha família.
    Vou ficar lendo o que o senhor escreve aqui em seu blog. Por favor continue escrevendo. Obrigada, Sâmia Moraes Zarzar

    • angolano29 diz:

      Cara Sâmia Moraes Zsrzar,

      Acabo de ler o seu comentário. Obrigado pelas suas simpáticas palavras de encorajamento.
      Quando escrevo digo aquilo que sinto e penso sem olhar a conveniências pessoais. Não tenho nem quero ter nenhum partido político.
      A maioria dos políticos são um nojo, pessoas sem carácter. O mundo deve-lhes a maior parte das injustiças.
      Neste país chamado Portugal, a política anda hoje descaradamente de braço dado com a corrupção. A situação tem-se agravado continuamente.
      Os políticos portugueses tornaram-se todos uns mafiosos que prejudicam o país e o povo. Criaram um polvo chamado Partidocracia que calca a Constituição aos pés. Não me canso de os denunciar. Mas uma andorinha isolada não faz uma Primavera.

      Um beijinho.
      O pica pau angolano.

  16. bruno diz:

    sou Bruno Gregório gostei do que e desde já parabeniza-lo por ser mais um angolano a frente dos bons conhecimentos… Gostaria de saber se tem possibilidades de arranjar as bagas goji para Luanda? obg

    • angolano29 diz:

      Caro Bruno,

      Você consegue facilmente as bagas de goji numa casa de produtos naturais, ou numa casa chinesa. Em Luanda deve haver casas
      dessas. É uma questão de procurar.

      Cumprimentos do Pica pau angolano.

  17. Caro senhor Lopes,

    Gostei muito do seu site e já penso em comprar o seu livro. Nunca estive em África, mas o meu Pai esteve por lá ao serviço do MOP (Ministério das Obras Públicas), nos anos sessenta e setenta. Vivi no Barreiro até aos 3 anos de idade, porque o eu Pai era o Presidente da Camâra e porque foi, também, o presidente do Grupo Desportivo da CUF. Aos 8 fui viver para o Brasil e de lá voltei em 1983. Mais tarde vivi nos EUA. Agora vivo em Oeiras e há uns anos estive a trabalhar no Tóbis Portuguesa na recuperação do arquivo da RTP e,nessa qualidade de técnico de reparação de filme, descobri uma Angola diferente daquela que me foi incutida na escola, tanto no Brasil como em Portugal, depois da revolução. Vi coisas, gentes, lugares, obras e realidades que me tinham sido omitidas ou, quiça truncadas, de forma a que a minha imagem dessa terra não fosse a real. Há um par de anos descobri um género musical nascido nos musseques de Luanda, denominado Kuduro e dessa descoberta nasceu um marca de roupa “Kuduro urbanware” que já está no facebook. É uma marca de t-shirts que tem estampas com motivos de origem angolana, mas não só. O seu site, que contém muita informação, tem servido para que eu aprofunde ainda mais o meu conhecimento sobre essa terra que um dia terei de visitar. Muito obrigado poe disponibilizar tanta informação que só serve para iluminar um caminho tantas vezes percorrido às escuras. Longa vida para si e para todos os seus.

    Salvador Viegas Louro
    Filho do Eng. Bento Louro

    • angolano29 diz:

      Caro amigo, Sr. Louro.

      Venho agradecer-lhe com sinceridade o seu interesse pelo meu blog “sitiodopicapauangolano” e os votos que formula a meu respeito. Como certamente terá percebido eu sou natural de Angola, pois nasci na Catumbela, concelho do Lobito. Cresci em Angola, no interior do território, numa cidade que teve (nos tempos coloniais o pomposo nome de Nova Lisboa) e que agora se chama Huambo. Devido à intolerância racial que o próprio Governo Português ajudou a fomentar e a uma descolonização vergonhosa conduzida por irresponsáveis, tive de deixar Angola e refugiar-me no Brasil onde vivi desde 1976 a 1981. Quem tiver a oportunidade de ler as minhas obras “Café Amargo, Angola em tempos de guerra” e Portugal na Rota da Vergonha” ficará esclarecido sobre a enorme vergonha que foi a forma como, para satisfazer interesses espúrios de alguns países, abandonámos milhões de seres humanos a um destino vergonhoso e mortal recusando-lhes o direito de formarem uma pátria digna e democrática e consentimos na formação de um Governo cleptocrata que não tem a simpatia do genuíno povo angolano e o torna extremamente infeliz. Desculpe o meu desabafo revoltado.
      Ainda tenho fé que um dia, esse belo país, possa ganhar a liberdade que o seu povo merece, se antes disso não for completamente exterminado.
      Um grande abraço do pica pau angolano.

  18. carlos pereira diz:

    Caro Sr. Pica Pau Angolano
    Adorei o seu site. Estive em Angola entre Junho de 1971 e Setembro de 1973 na vida militar. Percorri praticamente todo o território angolano, pois era paraquedista. Passei alguns momentos complicados, mas imaginava-me sempre com uma maquina fotográfica na mão e não com uma arma. Mas esse luxo, não nos deixavam ter. Vi muitos animais selvagens. Adorei Angola. Um abraço do tamanho do mundo por me ter avivado a memória. Até sempre.

  19. bruto da silva diz:

    Também o acaso me fez passar por aqui e agradeço o bem que me fez participar desta bela partilha de sentimentos e valores à volta da nossa passagem pelo nosso mundo.

    Bem haja pelo que aqui nos deixa!

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